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Espanha mantém raízes e é bicampeã da Copa do Mundo com a paciência do tiki-taka

La Roja comandou a final do Mundial e venceu a Argentina com autoridade

PorLeonardo BessaRio de Janeiro (RJ)
19/07/2026 20:46
Atualizado há 9 horas
Espanha conquistou seu segundo troféu de Copa do Mundo
Jogadores da Espanha celebram o bicampeonato da Copa do Mundo: domínio absoluto (Foto: Odd Andersen/AFP)

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A Espanha confirmou as projeções ao longo do ciclo e foi a grande campeã da Copa do Mundo 2026 ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. Neste domingo (19), em Nova Jersey, os comandados de Luis de la Fuente tiveram mais uma exibição de gala, escancararam a superioridade em relação à Argentina e levantaram o segundo título mundial da história da Fúria.

O gol do título saiu dos pés de Ferran Torres, no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Após cruzamento de Pedro Porro, Nico Williams escorou para trás e o camisa sete finalizou com força, tirando do alcance do goleiro Dibu Martínez.

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O jogo

Luis de la Fuente, diferentemente de Scaloni, apostou na manutenção do que deu certo. O sistema defensivo foi o mesmo em relação a todos os outros jogos e o meio-campo teve Fabián Ruiz confirmado no lugar de Pedri, como nas duas últimas partidas. O time titular teve Unai Simón, Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz e Olmo; Lamine Yamal, Álex Baena e Oyarzabal.

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Em campo, o que se viu da Espanha não foi nada diferente em relação aos outros sete compromissos, com seis vitórias, 13 gols marcados, apenas 1 sofrido e um empate em 0 a 0. La Roja tomou o controle das ações rapidamente e não deixou a Argentina, comandada pelo craque Lionel Messi, se impor. Uma aula tática e de muita afirmação quanto ao ideal de jogo.

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Com o tiki-taka, popularizado no título de 2010, a Espanha apostou no trabalho do meio-campo para atrair a marcação e, assim, quebrar linhas com facilidade para achar peças de criatividade, como Dani Olmo e Fabián Ruiz. No primeiro tempo, ainda com o jogo longe da temperatura esperada para uma final de Copa do Mundo, foram três finalizações. Do outro lado, a Argentina sequer ameaçou a meta defendida por Unai Simón.

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Espanha esquenta

Na volta para a segunda etapa, a partida ganhou em qualidade e ficou ainda mais nos pés da seleção espanhola. O que era controle virou alto volume de jogo, com chances claras e pressão no campo de ataque. As 12 finalizações e a posse de bola perto de 70% fizeram o time de Lionel Scaloni recuar e não conseguir avançar. A Argentina não conseguiu sequer uma finalização.

A prorrogação já parecia um lucro para os argentinos, que pouco conseguiram acompanhar o ritmo dos espanhóis. Nos acréscimos, a expulsão de Enzo Fernández pelo segundo amarelo abriu o caminho para a Fúria e tornou a missão ainda mais difícil para Messi e seus companheiros.

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Emoção até o fim

A Espanha fez o que tem de especialidade no leque robusto de opções. Tocou a bola com paciência, aproveitou os espaços e, quando a Argentina cansou, agrediu para abrir o placar. Ainda na primeira metade, Nico Williams balançou a rede, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi na origem da jogada. Muita reclamação, mas o jogo seguiu.

Já no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, o gol finalmente saiu. Pedro Porro levantou na área e Nico Williams escorou para o meio. Simeone, que marcava por aquele setor, sentiu o cansaço e dores após uma pancada e não conseguiu acompanhar. Ferran Torres atacou o espaço para finalizar e marcar o único gol do jogo. O camisa sete, depois disso, ainda teve um gol anulado por impedimento.

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Ferran Torres marcou o gol do título da Espanha na final da Copa do Mundo de 2026 sobre a Argentina
Ferran Torres marcou o gol do título da Espanha na final da Copa do Mundo (Foto: Franck Fife/ AFP)

Após a abertura do placar, a Argentina tentou se superar, como em todos os jogos do mata-mata. Lançou-se ao ataque na base do abafa, apostando em um terço final povoado e deixando a bola com Messi. Foram muitos cruzamentos e o empate quase saiu com Simeone, que chutou por cima após sobra de escanteio. Foi a última chance, o último suspiro, e a comemoração da Espanha bicampeã mundial.

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