Galvão Bueno se emociona com homenagem de SBT e N Sports na Copa do Mundo

Narrador se despediu do Mundial

PorLance!Rio de Janeiro (RJ)
20/07/2026 05:10
Atualizado há 13 horas
Galvão Bueno Luis Roberto
Galvão Bueno se despediu das Copas do Mundo em 2026 (Foto: Reprodução)

A conquista do bicampeonato mundial da Espanha, com a vitória por 1 a 0 sobre a Argentina na prorrogação, após empate sem gols no tempo normal, marcou o encerramento da Copa do Mundo FIFA 2026 e também um momento histórico para a televisão brasileira. Ao fim da transmissão da decisão, o SBT e a N Sports prestaram uma emocionante homenagem a Galvão Bueno, que anunciou que esta foi sua última narração em Copas do Mundo.

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O vídeo exibido pelas duas emissoras reuniu depoimentos de grandes nomes que fizeram parte da trajetória do narrador, entre eles Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Leonardo, Mauro Naves, Arnaldo Cezar Coelho, Tino Marcos, Boni e Fausto Silva. A homenagem foi conduzida pela emocionante crônica escrita e narrada por Mauro Beting, que embalou as imagens relembrando a importância de Galvão para o esporte e para a história das transmissões esportivas no Brasil.

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Visivelmente emocionado, Galvão agradeceu à equipe que participou da cobertura, aos parceiros e, principalmente, ao público que acompanhou as transmissões do SBT e da N Sports ao longo do Mundial.

— É difícil falar depois disso. Sinto-me extremamente realizado. Volto a dizer que estou muito feliz de estar no SBT e na N Sports. Agradeço a todos os meus amigos, aos meus sócios da N Sports, à Daniela e a toda a sua família. Estar na casa de Silvio Santos, neste momento, é muito importante — disse Galvão Bueno.

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O narrador também falou sobre o futuro e deixou em aberto a possibilidade de seguir contribuindo com o esporte em outras funções.

— Não sei se daqui a quatro anos vou estar aqui, nem em que condições de saúde estarei. Então, não penso mais em narração. Talvez fazer um comentário em Copa do Mundo ou apresentar um programa, que é uma coisa completamente diferente. Vamos deixar isso em aberto. Deus sabe o que faz. Quero agradecer a toda a minha família. À Lúcia, minha primeira esposa, que infelizmente já se foi, e que me deu a Letícia, o Cacá e o Popó Bueno. E à Desirée, grande amor da minha vida, que está ao meu lado e vive sua sétima Copa do Mundo comigo, cuidando de mim a cada instante — revelou.

Por fim, deixou um agradecimento especial aos brasileiros que acompanharam a cobertura das duas emissoras.

— Meu maior agradecimento vai para você, brasileiro, em todas as cidades, capitais e estados. Os números me encantaram, porque foram milhões de brasileiros que entenderam que o trabalho que estava sendo feito carregava o DNA do SBT e da N Sports — concluiu.

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Como foi a final da Copa do Mundo de 2026?

Nas arquibancadas do MetLife os argentinos ocuparam a maior parte dos assentos, mas no campo foram os espanhóis que controlaram os espaços no primeiro tempo. Ainda que a posse de bola tenha sido parelha — algo que se esperava de duas equipes que passaram a Copa do Mundo inteira procurando pelo domínio —, foi a Espanha que propôs o jogo por quase 35 minutos, com a Argentina se protegendo.

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Pela Espanha, Yamal e Dani Olmo eram os mais acionados pelo lado direito, mas um jogador teve especial destaque nos primeiros 49 minutos: Cucurella, bem aberto pelo setor esquerdo. Ao lado de Baena e Laporte, o lateral era um dos responsáveis por marcar Messi, mas Cucurella também surgiu como principal força ofensiva espanhola por aquele lado do campo.

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Ainda assim, a Espanha teve apenas duas chances de gol no primeiro tempo, uma com Yamal chutando em cima de Dibu Martínez, outra com Oyarzábal chutando de fora da área para fácil defesa do goleiro.

A Argentina, por sua vez, defendia-se bem e buscava os lançamentos a Julián Álvarez como alternativa ofensiva. Messi, bem marcado, quase nada fez. E foi nesse ritmo que o primeiro tempo da final da Copa do Mundo terminou num quase insosso 0 a 0.

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Lionel Scaloni veio com mudanças para o segundo tempo. Otamendi entrara minutos antes do intervalo na vaga do lesionado Lisandro Martínez, e Leandro Paredes e, depois, Nahuel Molina foram para o jogo.

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A Argentina iniciou mais ofensiva, mas, mais uma vez, Lionel Messi não conseguia receber a bola no meio-campo e, aos poucos, a Espanha foi ganhando terreno. Rodri distribuía o jogo a partir do meio-campo, e Lamine Yamal começava a preocupar os argentinos pela direita.

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A partir daí, os espanhóis alugaram o lado argentino e fincaram bandeira até o fim do jogo. O problema é que foram dezenas de minutos rodando a bola de um lado para o outro, sem conseguir penetrar na grande área. As conclusões, esparsas, eram em chutes da entrada da área ou em escanteios, todas com Dibu Martínez defendendo sem maiores riscos. Nico Willians ainda teve uma boa chance em contragolpe aos 46, mas Dibu mais uma vez fez boa defesa.

Aí Enzo Fernandez chegou de sola, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. E a Argentina iria para a prorrogação com um a menos — por pouco, porque no último lance Lamine Yamal bateu falta frontal e Dibu Martínez voou para defender.

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Com um a mais em campo e mais à vontade desde o segundo tempo, a Espanha seguiu em cima da Argentina na prorrogação. Dibu Martínez, sempre ele, salvou em chute de Nico Willians logo no início do tempo extra, mas não conseguiu evitar o gol do mesmo Willians aos 6 — quem evitou foi o companheiro Merino, que fez falta.

Acuada até então, a Argentina começou a se soltar. Messi, que até então simplesmente não conseguia jogar, passou aos poucos a ter espaço no círculo central e a distribuir o jogo. Faltava aos argentinos, contudo, conseguir chegar ao ataque.

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Quando o segundo tempo da prorrogação começou, a Espanha foi novamente à carga. E aí, enfim, chegou ao gol que tanto almejava. Logo a 1 minuto, Yamal foi ao fundo pela direita e cruzou no segundo pau; Nico Willians ajeitou de cabeça para o meio da área e Ferran Torres bateu para o gol, e para entrar para a história.

Ferran Torres marca o gol do título da Espanha
Ferran Torres marca o gol do título da Espanha (Foto: FRANCK FIFE / AFP)
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