E se? Os lances que poderiam mudar a história do Brasil nas últimas Copas do Mundo

De Felipe Melo a Endrick: momentos poderiam ter mudado destino da Seleção em Copas

PorGabriel AndradeRio de Janeiro (RJ)
09/07/2026 11:00
Carlo Ancelotti explicou motivo de escolha por Bruno Guimarães em momento decisivo (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)
Bruno Guimarães após desperdiçar pênalti contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo (Foto: MAURO PIMENTEL / AFP)

A Seleção Brasileira segue sendo referência em títulos de Copa do Mundo, além dos craques produzidos e momentos icônicos para celebrar. Mas, nas últimas décadas, alguns momentos passaram a simbolizar justamente o contrário: eliminações traumáticas, quedas inesperadas e alguns "e se?" que ainda perseguem o torcedor.

Entre gols perdidos, lances decisivos e uma lesão marcante nos anos recentes, o Brasil acumula lances que poderiam alterar e dar outras histórias em suas últimas trajetórias no torneio.

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O Lance! relembra momentos que poderiam ter mudado a história da Seleção Brasileira em Mundiais.

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2010: Felipe Melo, a falha e descontrole 

O Brasil vencia por um a zero e controlava o jogo contra a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010. Parecia cada vez mais próximo da semifinal. Até que, após um cruzamento na área, Felipe Melo se atrapalhou com Júlio César e marcou contra. Um empate que abalou emocionalmente a equipe de Dunga, que ainda viu o volante perder a cabeça e ser expulso no segundo tempo. Com superioridade numérica, a Holanda virou a partida com um gol de cabeça de Sneijder, sozinho dentro da área, e eliminou a Seleção Brasileira

Na Copa do Mundo de 2010, Felipe Melo iniciou uma confusão no jogo entre Brasil e Holanda após dar um pisão em Robben. Ele foi expulso e a Seleção acabou eliminada do Mundial após ser derrotada por 2 a 1.
Felipe Melo, do Brasil, expulso contra a Holanda na Copa do Mundo de 2010 (Foto: AFP)

O lance virou um símbolo negativo e gerou grande frustração pela campanha invicta até aquele momento, além do placar a favor até a segunda etapa e um plantel cheio de talento. Caso o Brasil segurasse a vantagem, o caminho até a final parecia possível. A equipe enfrentaria o Uruguai na semifinal, antes de uma eventual decisão contra a Espanha.

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2014: o trauma de Neymar 

O lance mais marcante da campanha brasileira em 2014 talvez nem tenha sido um gol. Nas quartas de final contra a Colômbia, Neymar sofreu uma joelhada de Zúñiga e deixou a Copa do Mundo com uma fratura na vértebra. Dias depois, o Brasil sofreu o histórico 7 a 1 para a Alemanha. Até hoje existe a dúvida: com Neymar em campo, o maior trauma da história da Seleção teria acontecido? Além da parte técnica, o camisa 10 era o principal ponto de confiança emocional daquele elenco. Sua ausência afetou diretamente o ambiente antes da semifinal no Mineirão.

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Brasil x Colômbia - Copa do Mundo de 2014 - Lesão de Neymar em choque com Zúñiga
Neymar se lesiona na Copa de 2014, no Brasil, contra a Colômbia (Foto: ODD ANDERSEN / AFP)

2018: o quase empate nos pés de Renato Augusto contra a Bélgica

A derrota para a Bélgica nas quartas de final da Copa de 2018 ainda gera debate entre torcedores brasileiros. Depois de sair perdendo por 2 a 0, o Brasil reagiu. Renato Augusto entrou no segundo tempo, marcou de cabeça e recolocou a Seleção no jogo. Pouco depois, teve nos pés a chance do empate após mais um grande passe de Phillippe Coutinho. Livre na área, o meia finalizou para fora.

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Jogadores da Bélgica celebram gol contra o Brasil, em 2018, com o lateral fagner desfocado na imagem.
Bélgica elimina o Brasil para casa mais cedo em 2018 (Foto: ROMAN KRUCHININ / AFP)

O lance virou um dos "quases" mais dolorosos das últimas Copas da Seleção, especialmente pelo desempenho brasileiro naquele segundo tempo. E ainda repercute até hoje o pênalti não marcado de Vincent Kompany em Gabriel Jesus, lance de clara penalidade que foi ignorado pela arbitragem aos 15 minutos do segundo tempo.

2022: o contra-ataque da Croácia a quatro minutos da semifinal 

Após um golaço de Neymar na prorrogação, o Brasil parecia finalmente próximo da semifinal da Copa do Mundo de 2022. Faltavam apenas quatro minutos para o fim da partida. Mas, em um contra-ataque croata, após roubada de bola em disputa com Fred no setor de ataque do Brasil, a jogada desenrolou até chegar à entrada da área brasileira para Petkovic empatar a partida. Nos pênaltis, eliminação brasileira, com direito a Neymar sem sequer ter a chance de cobrar a última penalidade. 

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Jogadores da Croácia comemorando classificação sobre o Brasil, na Copa do Mundo do Catar, em 2022
Jogadores da Croácia comemoram classificação sobre o Brasil, na Copa do Mundo do Catar, em 2022 (Foto: Reprodução)

O lance passou a representar, para muitos torcedores, um problema recorrente da Seleção em momentos decisivos: falta de controle emocional e gestão de vantagem. A sensação após o jogo era clara: o Brasil deixou escapar uma classificação que parecia encaminhada.

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2026: o pênalti de Bruno e a chance de Endrick

A eliminação para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 também ficou marcada por dois lances que poderiam ter mudado o destino da Seleção Brasileira. Logo no início da partida, Bruno Guimarães teve a chance de colocar o Brasil em vantagem, mas parou em um pênalti defendido por Nyland. Ainda com o jogo empatado, Endrick desperdiçou uma oportunidade clara cara a cara com o goleiro norueguês, mas chutou para fora.

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Chances perdidas de Bruno Guimarães e Endrick, na Copa do Mundo de 2026
Chances perdidas de Bruno Guimarães e Endrick na Copa do Mundo de 2026 (Foto: Mauro Pimente & Timothy A. Clary/AFP)

Os erros custaram caro. Na sequência, a Noruega aproveitou suas oportunidades com Haaland, venceu por 2 a 1 e eliminou o Brasil ainda nas oitavas de final, algo que não acontecia desde 1990. Assim como em outras campanhas recentes, a derrota deixou a sensação de que pequenos detalhes foram suficientes para mudar completamente a história da Seleção em mais uma Copa do Mundo.

Em Mundias, qualquer detalhe e segundos podem mudar a história de um país. As últimas campanhas da Seleção Brasileira ajudam a mostrar como, no futebol, alguns momentos podem redefinir completamente a memória de uma geração.

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