Argentina mantém base campeã de 2022 e busca o tetra

Seleção estreia na quinta-feira, pelo grupo J, contra a Argélia

PorGabriel AndradeRio de Janeiro (RJ)
10/06/2026 18:00
Jogadores da Argentina celebram gol contra a Islândia
Jogadores da Argentina celebram gol contra a Islândia (Foto: Todd Kirkland/AFP)

A Argentina estreia na Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira, cercada por diversos aspectos simbólicos e com alguns questionamentos. Atual campeã, a seleção comandada por Lionel Scaloni chega ao torneio com a base que conquistou o tricampeonato no Catar e aposta na experiência de uma geração que marcou época no país.

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Dos 26 convocados para a competição, 17 estiveram presentes na campanha do título em 2022. O número evidencia a confiança da comissão técnica em um grupo que, além da Copa do Mundo, conquistou títulos continentais e ajudou a recolocar a Albiceleste entre as principais forças do futebol internacional.

Nomes como Emiliano Martínez, Cristian Romero, Nicolás Otamendi, Rodrigo De Paul, Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Julián Álvarez, Lautaro Martínez e Lionel Messi seguem como pilares da equipe quatro anos após a conquista histórica no Catar.

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Jogadores da Argentina celebram gol contra a Islândia
Jogadores da Argentina celebram gol contra a Islândia (Foto: Todd Kirkland/AFP)

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Última dança dos campeões?

Ao mesmo tempo em que a manutenção da base é vista como um dos trunfos da Argentina, a Copa de 2026 também pode representar a despedida de alguns dos principais nomes da geração campeã. Principal referência técnica da equipe, Messi vai para a sua sexta Copa do Mundo aos 39 anos. O capitão argentino é um dos jogadores que devem estar vivendo os últimos capítulos de sua trajetória com a camisa da seleção em Copas do Mundo.

Além dele, atletas como Nicolás Otamendi, Nicolás Tagliafico, Leandro Paredes e Rodrigo De Paul também chegam ao torneio em uma fase mais avançada da carreira, aumentando a percepção de que esta pode ser a última participação da base campeã em uma Copa do Mundo.

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Jogadores da Argentina comemoram gol marcado contra a Islândia
Jogadores da Argentina comemoram gol marcado contra a Islândia (Foto: Todd Kirkland/AFP)

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O cenário transforma a competição em uma espécie de desfecho para a geração responsável por encerrar o jejum de 36 anos sem títulos mundiais da Argentina.

Defesa levanta dúvidas

Se a experiência é um dos principais pontos fortes da seleção argentina, o envelhecimento de parte do elenco também levanta questionamentos. As maiores dúvidas estão concentradas no setor defensivo. Aos 38 anos, Otamendi continua sendo uma das lideranças da equipe e deve seguir como titular na zaga. Nas laterais, Tagliafico e Montiel também acumulam experiência, mas já não apresentam o mesmo vigor físico e nem o bom momento do ciclo anterior.

Por outro lado, Scaloni iniciou um processo de renovação nos últimos anos. Jogadores como Lisandro Martínez, Flaco López, Facundo Medina, Valentín Barco, Nicolás Paz e Giuliano Simeone surgem como alternativas para aumentar a competitividade do elenco e preparar o futuro da seleção. A combinação entre veteranos consagrados e jovens em ascensão será um dos desafios da Argentina ao longo do torneio.

Flaco López celebra o gol de Barco para a Argentina contra a Islândia
Flaco López celebra o gol de Barco para a Argentina contra a Islândia (Todd Kirkland / AFP)

Tabu em estreias

A estreia diante da Argélia também coloca em jogo uma marca incômoda para os atuais campeões mundiais recentes. A última vitória da Argentina em uma partida de abertura de Copa do Mundo aconteceu em 2014, quando derrotou a Bósnia por 2 a 1, no Maracanã.

Desde então, a equipe empatou com a Islândia na estreia da Copa de 2018 e foi surpreendida com derrota para Arábia Saudita na abertura da campanha de 2022. A derrota para os sauditas, inclusive, acabou sendo o único revés da seleção durante toda a caminhada rumo ao título no Catar. Agora, diante de uma nova edição do Mundial, a Argentina tenta iniciar sua trajetória de forma mais tranquila para evitar sustos logo na primeira rodada, e poderá contar com um lugar simbólico para começar a campanha com o pé direito.

Argentina após derrota na estreia da Copa do Mundo do Catar, para Arábia Saudita (JUAN MABROMATA / AFP)
Argentina após derrota na estreia da Copa do Mundo do Catar, para Arábia Saudita (JUAN MABROMATA / AFP)

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Mística do Azteca 

A estreia da seleção argentina também marca um reencontro com um lugar simbólico para os hermanos: o estádio Azteca. Foi nele que a Argentina, liderada por Maradona, fez a campanha vitoriosa das quartas até a final do Mundial de 1986. Foi lá que Diego Maradona marcou a "Mão de Deus" e o "Gol do Século" contra a Inglaterra, logo depois despachou a Bélgica e levantou a Copa do Mundo diante da Alemanha Ocidental.

Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986
Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986 (Foto: AFP PHOTO / STAFF)

Entre a experiência acumulada por 17 campeões mundiais, a expectativa pela possível despedida de Messi dos Mundiais e os desafios naturais de uma equipe em processo de transição, a Albiceleste inicia a defesa do título carregando o peso da tradição e a missão de provar que ainda possui força para permanecer no topo do futebol mundial.

A Argentina inicia sua campanha na Copa do Mundo contra a Argélia, nesta quinta-feira, às 22h (de Brasília), no estádio Azteca, no México.

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