Após evolução pessoal, Oyama diz que vive melhor momento da carreira no Botafogo: 'Me preparei demais'
Em entrevista exclusiva ao LANCE!, meio-campista afirmou que fez investimentos em nutrição e recuperação desde a última temporada para aproveitar nova chance

Quem assiste Luís Oyama semanalmente com a camisa do Botafogo nos jogos da Série B do Brasileirão nem imagina que o esporte mais praticado pelo volante quando criança foi o... tênis. O volante, titular de Enderson Moreira no Alvinegro, dividiu atenções entre a bola verde e quadra com o gramado durante um bom tempo antes de iniciar nas categorias de base do Mirassol.
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– Eu desenrolava no tênis viu, não achava que jogava mal não. A questão (para parar de jogar) foi financeira. Eu gastava muito em relação a transporte e estadia em hotéis. Em Rio Preto não tinha tanta cultura de patrocínios, então eu tinha que gastar com muita coisa. Teve um momento da minha vida que eu tive que escolher pelos dois (tênis ou futebol), e acabei indo para o futebol, muito porque os gastos eram menores - afirmou Oyama, em entrevista exclusiva ao LANCE!.
O futebol não era o foco total de Oyama até os 14 anos de idade, quando jogava apenas por diversão. Mesmo sem ter essa intenção em um primeiro momento, recebeu uma proposta para integrar o time de base do Mirassol, clube que pertence até hoje, e aí a aventura começou de vez.
– Jogava os dois ao mesmo tempo. Mas quando chegou uma proposta do Mirassol eu tive que fazer uma escolha. Eu brincava de futebol, pra falar a verdade. Não era nada sério, treinava apenas terça e quinta. Quando chegou a proposta eu falei para o meu pai que ia aceitar e aí deixei o tênis de lado - explicou o volante.
É muito provável que Oyama não tenha se arrependido da escolha. Criado nas categorias de base do Mirassol, o volante vive a primeira experiência fora do futebol paulista e vai bem: é um dos melhores jogadores do Botafogo na temporada 2021.
A VOLTA POR CIMA
O bom desempenho, contudo, não acompanhou Luís Oyama durante boa parte de 2020. Ele havia fechado com a Ponte Preta em um molde parecido com o Botafogo atualmente: após um Campeonato Paulista de destaque com o Mirassol, assinou por empréstimo com a Macaca para a Série B do Brasileirão.
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Para a temporada 2021, Oyama prometeu que a história seria diferente: para isto, investiu nele mesmo em questões fora das quatro linhas. Buscou criar uma rotina de alimentação com profissionais, além de investir em programas de recuperação física. Até aqui, deu resultado: ele já superou alguns números com a Ponte Preta pelo Botafogo mesmo com menos jogos.
– Eu me preparei bastante para chegar em um clube grande. Desde o começo do ano eu venho muito focado. Não que foi uma passagem ruim, mas eu não consegui conquistar tudo que eu queria na Ponte Preta, então me preparei demais em 2021 para ser um grande ano. Fiz um bom Paulistão e cheguei no Botafogo bem. Investi em nutricionista, programas de recuperação... Eu vim bastante preparado e acho que isso facilitou as atuações que eu tive dentro de campo, na parte técnica eu cheguei muito mais preparado - contou.

A parte mental também evoluiu: apesar da passagem irregular na Ponte Preta, Oyama considera ter ido para um lugar novo e "criado asas" como uma experiência que o fez crescer.
– Eu investi em mim, amadureci para caramba em Campinas (na Ponte Preta). Só tinha saído uma vez de Mirassol para jogar no Atibaia, lá eu cresci demais como jogador e pessoa. Cheguei aqui bem mais preparado mentalmente e fisicamente. Estou me sentindo melhor dentro de campo - completou.
ENTREVISTA COM LUÍS OYAMA
Qual é a sua descendência japonesa?
– Já me perguntaram para caramba isso (risos). Meus avôs por parte de pai nasceram no Japão, mas ele já nasceu aqui. A minha bisavó por parte de mãe nasceu no Japão, então eu tenho essa conexão pela minha avó materna. O meu avô é brasileiro. Eu sou três quartos japonês, tenho um pézinho lá. Mas meus pais já nasceram aqui. Nunca visitei o Japão mas tenho família, uns primos se mudaram para lá. Tenho vontade de conhecer a cultura de lá.
Onde o Oyama prefere jogar?
– Eu não tenho preferência não, já falei sobre isso em algumas entrevistas. Comecei jogando de meia então consigo fazer o segundo volante. De uns para cá eu só joguei de primeiro. Acho que consigo fazer as duas muito bem, não tenho preferência nenhuma.
Por que o time mudou tanto com o Enderson?
– O Enderson desde que chegou deu uma ideia de trabalho e nós compramos desde o primeiro dia. Aí começamos a trabalhar e as coisas começaram a acontecer. Passamos a ganhar confiança, crescer como time e essas vitórias ajudam muito, o time ganhou muita força.
Como o dia a dia mudou com os recentes resultados?
– O clima está excelente, estamos com bons jogos. Mas acho que é pézinho no chão, tem que continuar trabalhando porque ainda estamos longe. Nosso primeiro objetivo é o acesso mas queremos brigar pelo título. O ambiente está fechado e o grupo bem unido.

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