Volta da Rússia pressiona Brasil e Argentina por vaga nas Olimpíadas
Sul-Americano, em setembro, no Maracanãzinho, é a principal oportunidade para os países

Com o fim da suspensão imposta à Rússia, a corrida olímpica para Los Angeles-2028 ganhou uma forte concorrente. No cenário sul-americano, o retorno dessa potência à modalidade pressiona Brasil e Argentina, principais forças do continente. E torna o Campeonato Sul-Americano, que acontece de 8 a 13 de setembro (no feminino) e de 15 a 20, do mesmo mês, no masculino, no Maracanãzinho, a principal oportunidade de carimbar a vaga na próxima edição dos Jogos.
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Como são distribuídas as vagas no vôlei
O torneio no Rio de Janeiro dará ao campeão um lugar nas Olimpíadas, além de três vagas ao Campeonato Mundial, que desde 2025 passou a ser disputado a cada dois anos, e a próxima edição acontece em 2027, com 32 seleções. A disputa feminina acontece no Canadá e EUA, e a masculina, na Polônia. Os quatro melhores colocados de cada naipe estão garantidos em Los Angeles-2028. Já as últimas vagas para os Jogos serão definidas pelo ranking, após o término da primeira fase da VNL de 2028, tendo como prioridade os continentes que ainda não tenham uma equipe classificada. Vale lembrar que os EUA, como país-sede, já têm presença confirmada na competição na Califórnia.
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Em 2023, uma derrota amarga para a Argentina em Recife
No masculino, o Brasil é o maior vencedor do Sul-Americano, com nada menos que 33 troféus. No entanto, a Argentina ganhou a decisão da última edição, em 2023, em Recife, justamente contra o maior rival. Foi apenas o segundo título do país no torneio, o segundo desde 1964, quando superou, em Buenos Aires, a Venezuela na final.
O revés para os argentinos, no dia 30 de agosto de 2023, na capital pernambucana, por inapeláveis 3 sets a 0, gerou uma crise na seleção brasileira, que era muito favorita a manter a hegemonia no Sul-Americano. Foi a primeira vez que o país jogou e não venceu a competição. Em 2021, em Tóquio, o Brasil também perdeu para os rivais o bronze olímpico.
A boa notícia, para a torcida brasileira, é que os tropeços para a Argentina são exceções no confronto direto. Nesta década, o Brasil ganhou 20 dos 23 duelos contra os adversários, inclusive o mais recente, por 3 a 2, na VNL, no dia 15 de junho, em Brasília.
Caso não retome a hegemonia no Sul-Americano, os comandados por Bernardinho terão uma árdua missão de ficar entre os melhores do Mundial. Na última edição, o país amargou a 17ª colocação, sua pior na história do torneio, caindo ainda na fase de grupos.
Depender do ranking (que seria a última opão) não é o cenário ideal para a seleção masculina. Atualmente, o Brasil é o sétimo colocado, atrás da Polônia (1º), Itália (2º), Rússia (3º), EUA (4º), Japão (5º) e Eslovênia (6º).

Cenário mais favorável para o Brasil no feminino
Medalha de bronze no último Mundial, segunda colocada no ranking, atrás apenas das italianas, atuais campeãs da VNL, a seleção brasileira feminina tem um cenário bem mais favorável que a masculina na jornada rumo a Los-Angeles-2028.
No Sul-Americano, as comandadas por José Roberto Guimarães mantém um domínio que começou em 1995. O país venceu todas as edições desde então, inclusive a mais recente, em 2023, derrotando as argentinas na decisão em Recife. Foi o 23º troféu do país, que também tem 11 pratas na história do torneio. O Peru é o segundo maior vencedor do torneio, com 12 conquistas, enquanto a Argentina, com seis pratas e 13 bronzes, ainda busca o primeiro título.
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