Polônia se recusa a dar vistos para Rússia jogar mundial de vôlei
Federação Polonesa de Vôlei garantiu a medida do país após fim do banimento da Rússia

Após a confirmação da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) sobre o fim do banimento à Rússia, o presidente da Federação Polonesa de Vôlei, Sebastian Świderski, criticou a decisão. Em entrevista à TVP Sport, o dirigente polonês disse estar "um pouco chocado e muito surpreso" com a notícia. Com a Polônia como sede do Campeonato Mundial de Vôlei Masculino de 2027, o dirigente afirmou que o país não concederá vistos aos russos e explicou que a entidade polonesa se encontra em uma situação difícil.
➡️ Rússia está de volta ao vôlei mundial
- Por um lado, temos uma federação mundial que nos obrigará a ter a Rússia em nosso país (no Mundial de Vôlei Masculino, renomeado para Copa do Mundo). Por outro lado, temos nosso país, em que os russos não obterão visto de entrada nem permissão de residência.
O ex-jogador ainda convidou os membros da FIVB a viajarem à Ucrânia para verem "como é a vida lá diariamente". O polonês questionou como os dirigentes da federação agiriam se a Rússia atacasse o país deles e se também tomariam tais decisões de forma tão rápida.
- Primeiramente, nada mudou fora da fronteira leste. Pessoas ainda estão sendo bombardeadas e assassinadas. Provavelmente, como recompensa pela suspensão pelo COI, a Rússia bombardeou a Ucrânia com bastante força à noite.
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Rapidez na volta da Rússia no vôlei
Świderski citou que, duas semanas atrás, houve uma reunião no Ministério do Esporte e Turismo com um representante da Volleyball World, na qual o tema foi tratado. "Foi feita uma pergunta do ministério sobre a Rússia e a Bielorrússia. A resposta, claro, baseou-se em aguardar pela decisão do COI, com a condição de que não parece que isso aconteceria tão cedo. Além disso, foi assegurado que a FIVB ainda teria que tomar uma decisão posteriormente. Então ficamos muito tranquilos", comentou.
Dessa forma, o dirigente polonês criticou a velocidade na decisão da FIVB logo após a nota oficial do Comitê Olímpico Internacional (COI). "O COI emite uma decisão e a FIVB é a primeira das federações mundiais a confirmar essa decisão e permitir que a seleção russa compita em todos os aspectos", declara.
Após o fim do banimento, a Rússia já voltou aos rankings oficiais da federação. No vôlei masculino, por exemplo, o país aparece na terceira colocação, com 352,10 pontos, atrás apenas da líder Polônia (377,54) e da Itália (367,53), e à frente de seleções como a brasileira, na sétima posição (316,79). Os times retornaram aos gráficos oficiais com a mesma pontuação que possuíam no momento em que as posições foram congeladas.

➡️ Rússia volta acima do Brasil no ranking mundial de vôlei
- Essa é uma decisão muito estranha para mim, porque é beneficiado não jogar e não marcar pontos. É completamente incompreensível.
Mesmo sem competir no ranking desde setembro de 2021, em partida contra a Polônia, a ótima posição da equipe russa deve garantí-la no Campeonato Europeu, no Mundial e nos Jogos Olímpicos, como explica o presidente da Federação Polonesa. Sebastian Świderski ainda colocou em xeque o funcionamento da decisão nos campeonatos.
"Não vou forçar ninguém a boicotar, mas, por outro lado, não vou dizer que alguém necessariamente deve jogar contra a Rússia. É decisão de cada indivíduo, de acordo com sua própria consciência e convicções", afirmou o dirigente. "Ao mesmo tempo, estamos aguardando diretrizes do nosso país, do ministério, do governo, do Estado. Sabemos que um jogo da Rússia na Polônia é impossível."
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