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'Filho do vôlei' estreia e emociona os medalhistas olímpicos Jaqueline e Murilo

Pais controlam expectativas, mas não escondem: 'Sonho em ver na Seleção'

Rio de Janeiro (RJ)
Supervisionado porThiago Fernandes,
Dia 26/04/2026
10:32
Jaqueline Carvalho, Murilo Endres e Arthur, filho do casal. Foto: Reprodução/ Instagram
imagem cameraJaqueline Carvalho, Murilo Endres e Arthur, filho do casal. Foto: Reprodução/ Instagram

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Gabi ganhou o apelido de "filha do Deus do vôlei" dado pelo técnico Stefano Lavarini, em alusão aos seu enorme talento para o esporte. A divindade é um conceito de fé e se pode acreditar ou não. Mas o que se viu no dia 4 de abril, no ginásio poliesportivo Ayrton Senna, em Diadema, foi o "nascimento em quadra" de um filho de dois imortais do vôlei. Arthur, 12 anos, fez sua estreia no esporte. Nas arquibancadas, os pais emocionados não sabiam se filmavam, se aplaudiam ou seguravam o choro. O menino é fruto de dois expoentes do esporte: Jaqueline, ou simplesmente Jaque, bicampeã olímpica, e Murilo, duas vezes medalhista de prata olímpico e campeão mundial (eleito MVP).

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Arthur é quase que literalmente um filho do vôlei. Jaque e Murilo se conheceram através do esporte. Estão juntos há 22 anos, dos quais muitos divididos em Saquarema, local de treinamento das seleções brasileiras.

- Não sei explicar o sentimento de como que é assistir ele fazendo o que a gente sempre fez a vida inteira. Mas, realmente, é muito emocionante e é gratificante poder, cada vez mais, ver ele evoluindo em algo. E gostando, que é o mais importante. Foi algo muito emocionante poder assistir e ver a evolução dele ali dentro de quadra jogando, coisa que é algo que já está na nossa vida há muitos anos. Ele veio através desse fruto do voleibol. A gente se conheceu nesse meio e ver o nosso filho se desenvolvendo no vôlei, para a gente é algo surreal.

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A família tem ainda outro integrante ilustre. Gustavo, campeão olímpico e mundial, é irmão de Murilo, ou seja, tio de Arthur. O que acaba ajudando dentro de casa, mas colocando um peso maior de fora.

- O simples fato da Jaque, como mãe, fazer um post emocionado de estar vendo o filho jogar, todos os comentários são: 'filho de peixe, peixinho é', 'a fruta não cai longe do pé'. 'O tio é bloqueador, o pai é atacante, a mãe é passadora, esse menino vai ser um fenômeno' - contou Murilo.

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Para administrar esse peso, o casal restringe o acesso de Arthur às redes sociais, o que ajuda a manter tudo mais controlado. Curiosamente, o menino não joga na posição que consagrou os pais, na entrada de rede, como ponteiro. E também não segue os passos do tio, central. Em vez disso, tem atuado como oposto. E partiu do próprio Arthur querer jogar vôlei, depois de experimentar outros esportes.

- A gente queria que ele estivesse no esporte, mas, em um certo momento, ele começou a demonstrar essa vontade. Ele veio de outros esportes. Até o ano passado, queria ser goleiro. A decisão de começar no vôlei foi totalmente dele. O mais importante é que ele passou a gostar de treinar.

A ponteira acredita que o interesse pode ter sido influenciado pela sua volta as quadras recentemente, pelo Pinheiros.

- Talvez por me ver jogar novamente, algo despertou nele. Faço questão de estar presente. Mesmo fora da quadra, sinto que contribuo com o crescimento dele

Murilo, o filho Arthur e Jaqueline quando os dois atuavam pela seleção- Foto: José Geraldo Azevedo<br>
Murilo, o filho Arthur e Jaqueline quando os dois atuavam pela seleção- Foto: José Geraldo Azevedo<br>

Sem pressão, mas "olha a seleção"

Apesar da empolgação, o casal adota cautela ao pensar no futuro. Jaque admite que o desejo de ver o filho seguir carreira no esporte existe, mas ressalta que tudo deve acontecer no tempo dele.

- Talvez, ainda não seja o sonho dele, mas a gente torce para que se torne. Ao mesmo tempo em que ficamos felizes, sabemos que é cedo e precisamos respeitar esse processo.

Em tom descontraído, ela também imagina um possível cenário:

- A gente sonha em vê-lo na seleção brasileira, viajando para torcer por ele, mas sem pressa.

Lições do esporte

Mais do que a possibilidade de seguir carreira, o casal valoriza os ensinamentos que o esporte pode proporcionar. Para o ponteiro, o vôlei é uma ferramenta de formação.

- O esporte faz você crescer, aprender a lidar com pessoas, pensar e se desenvolver sozinho.

- É o que a gente teve, é o que a gente conviveu. E nós somos as pessoas que somos hoje pelo esporte, pelo voleibol que nos trouxe tudo isso. De ter a responsabilidade de viver longe da família, de sofrer frustrações, de ter momentos muito bons, de conhecer lugares muito legais, de conviver em ambientes diferentes - completou Jaque.

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Entre o olhar de pais e o olhar de atleta

Dentro de casa, o interesse de Arthur já se reflete em pequenos gestos. Murilo conta que o filho começou a estudar posições e formações táticas com papel e caneta. A dedicação, ainda inicial, é vista com entusiasmo pelos pais. Jaqueline reconhece o desafio de equilibrar o olhar técnico com o afetivo.

- Como mãe, está tudo ótimo. Mas o olhar de atleta identifica o que ele precisa melhorar. Ainda assim, é tudo muito recente.

Independentemente do caminho que Arthur escolher, uma certeza une o casal: o esporte continuará sendo parte essencial da vida da família.

- E é o que nos faz felizes: saber que nosso filho está nesse meio. Eu acho que é algo inexplicável e a gente vai aproveitar muito isso - concluiu Jaqueline.

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