'Filho do vôlei' estreia e emociona os medalhistas olímpicos Jaqueline e Murilo
Pais controlam expectativas, mas não escondem: 'Sonho em ver na Seleção'

Carregando conteúdo exclusivo...
Gabi ganhou o apelido de "filha do Deus do vôlei" dado pelo técnico Stefano Lavarini, em alusão aos seu enorme talento para o esporte. A divindade é um conceito de fé e se pode acreditar ou não. Mas o que se viu no dia 4 de abril, no ginásio poliesportivo Ayrton Senna, em Diadema, foi o "nascimento em quadra" de um filho de dois imortais do vôlei. Arthur, 12 anos, fez sua estreia no esporte. Nas arquibancadas, os pais emocionados não sabiam se filmavam, se aplaudiam ou seguravam o choro. O menino é fruto de dois expoentes do esporte: Jaqueline, ou simplesmente Jaque, bicampeã olímpica, e Murilo, duas vezes medalhista de prata olímpico e campeão mundial (eleito MVP).
Arthur é quase que literalmente um filho do vôlei. Jaque e Murilo se conheceram através do esporte. Estão juntos há 22 anos, dos quais muitos divididos em Saquarema, local de treinamento das seleções brasileiras.
- Não sei explicar o sentimento de como que é assistir ele fazendo o que a gente sempre fez a vida inteira. Mas, realmente, é muito emocionante e é gratificante poder, cada vez mais, ver ele evoluindo em algo. E gostando, que é o mais importante. Foi algo muito emocionante poder assistir e ver a evolução dele ali dentro de quadra jogando, coisa que é algo que já está na nossa vida há muitos anos. Ele veio através desse fruto do voleibol. A gente se conheceu nesse meio e ver o nosso filho se desenvolvendo no vôlei, para a gente é algo surreal.
A família tem ainda outro integrante ilustre. Gustavo, campeão olímpico e mundial, é irmão de Murilo, ou seja, tio de Arthur. O que acaba ajudando dentro de casa, mas colocando um peso maior de fora.
- O simples fato da Jaque, como mãe, fazer um post emocionado de estar vendo o filho jogar, todos os comentários são: 'filho de peixe, peixinho é', 'a fruta não cai longe do pé'. 'O tio é bloqueador, o pai é atacante, a mãe é passadora, esse menino vai ser um fenômeno' - contou Murilo.
Para administrar esse peso, o casal restringe o acesso de Arthur às redes sociais, o que ajuda a manter tudo mais controlado. Curiosamente, o menino não joga na posição que consagrou os pais, na entrada de rede, como ponteiro. E também não segue os passos do tio, central. Em vez disso, tem atuado como oposto. E partiu do próprio Arthur querer jogar vôlei, depois de experimentar outros esportes.
- A gente queria que ele estivesse no esporte, mas, em um certo momento, ele começou a demonstrar essa vontade. Ele veio de outros esportes. Até o ano passado, queria ser goleiro. A decisão de começar no vôlei foi totalmente dele. O mais importante é que ele passou a gostar de treinar.
A ponteira acredita que o interesse pode ter sido influenciado pela sua volta as quadras recentemente, pelo Pinheiros.
- Talvez por me ver jogar novamente, algo despertou nele. Faço questão de estar presente. Mesmo fora da quadra, sinto que contribuo com o crescimento dele

Sem pressão, mas "olha a seleção"
Apesar da empolgação, o casal adota cautela ao pensar no futuro. Jaque admite que o desejo de ver o filho seguir carreira no esporte existe, mas ressalta que tudo deve acontecer no tempo dele.
- Talvez, ainda não seja o sonho dele, mas a gente torce para que se torne. Ao mesmo tempo em que ficamos felizes, sabemos que é cedo e precisamos respeitar esse processo.
Em tom descontraído, ela também imagina um possível cenário:
- A gente sonha em vê-lo na seleção brasileira, viajando para torcer por ele, mas sem pressa.
Lições do esporte
Mais do que a possibilidade de seguir carreira, o casal valoriza os ensinamentos que o esporte pode proporcionar. Para o ponteiro, o vôlei é uma ferramenta de formação.
- O esporte faz você crescer, aprender a lidar com pessoas, pensar e se desenvolver sozinho.
- É o que a gente teve, é o que a gente conviveu. E nós somos as pessoas que somos hoje pelo esporte, pelo voleibol que nos trouxe tudo isso. De ter a responsabilidade de viver longe da família, de sofrer frustrações, de ter momentos muito bons, de conhecer lugares muito legais, de conviver em ambientes diferentes - completou Jaque.
➡️ Tudo sobre os esportes olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico
Entre o olhar de pais e o olhar de atleta
Dentro de casa, o interesse de Arthur já se reflete em pequenos gestos. Murilo conta que o filho começou a estudar posições e formações táticas com papel e caneta. A dedicação, ainda inicial, é vista com entusiasmo pelos pais. Jaqueline reconhece o desafio de equilibrar o olhar técnico com o afetivo.
- Como mãe, está tudo ótimo. Mas o olhar de atleta identifica o que ele precisa melhorar. Ainda assim, é tudo muito recente.
Independentemente do caminho que Arthur escolher, uma certeza une o casal: o esporte continuará sendo parte essencial da vida da família.
- E é o que nos faz felizes: saber que nosso filho está nesse meio. Eu acho que é algo inexplicável e a gente vai aproveitar muito isso - concluiu Jaqueline.
➡️ Minas elimina o Osasco e vai à final da Superliga Feminina
Tudo sobre

Vôlei
Seleção Brasileira conhece adversários da fase de grupos da Copa do Mundo de vôlei
Há 1 dia
Vôlei
Reforço do Fenerbahçe, Cachopa foi recebido por ex-craque brasileiro na Turquia
Há 1 dia
Vôlei
Tijuca define estratégia para voltar à elite do vôlei feminino
Há 2 dias
Vôlei
Cruzeiro, Campinas e mais: como chegam os favoritos à Superliga
Há 3 dias
Vôlei
Retornos e estrelas da Seleção: os reforços da Superliga masculina 2026/27
Há 3 dias
Vôlei
No tie-break, Cruzeiro bate Campinas e é campeão da Supercopa
Há 3 diasMais LANCE!

Sesc Flamengo bate Brasília e segue 100% na Superliga

Veja os lances de Cruzeiro x Campinas na Supercopa de vôlei

Cruzeiro x Campinas na Supercopa de vôlei: horário e onde assistir

Justiça Desportiva bane Tifanny da Superliga de vôlei

Para ficar de olho: jovens que buscam despontar na Superliga masculina 2026/27

Do pódio ao altar: Cachopa planeja casamento com medalha olímpica após LA 2028

Cachopa recorda derrotas para Rússia e Argentina nas Olimpíadas: 'Inveja'

Cachopa vê Brasil como surpresa nas Olimpíadas: 'Quero acreditar'

Cachopa culpa Darlan por 'cera' em Brasil x Argentina: 'Não precisava'

Sesc Flamengo estreia com vitória na Superliga; veja resultados

Gabi Guimarães e Julia Bergmann disputam título no vôlei italiano

Cachopa revela angústia com críticas de ídolos à Seleção: 'Nó na garganta'

Fabi e Alison 'Mamute' são homenageados no Hall da Fama do vôlei
