Além de Julia Kudiess, veja centrais do Brasil que viveram drama com lesões

Nomes consolidados na Seleção, Thaisa e Carol Gattaz viveram situações parecidas

PorGuilherme Veiga Gonçalves MoreiraRio de Janeiro (RJ)
12/07/2026 15:58

Supervisionado porThiago Fernandes,
Com uma xuxinha no cabelo, Thaisa enxuga lágrima com a mão esquerda durante entrevista pós-jogo pela Seleção Brasileira Feminina de Vôlei
Thaísa sofreu duas lesões seguidas em 2017 (Foto: Reprodução/Sportv)

A segunda lesão de Ligamento Cruzado Anterior (LCA) de Julia Kudiess marca mais um capítulo triste no histórico recente de problemas físicos vividos pelas centrais da Seleção Brasileira de Vôlei Feminino. Ao longo dos últimos anos, medalhistas olímpicas viveram o mesmo drama da jogadora de 23 anos, tendo impactos na carreira e na passagem pela equipe nacional.

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Thaisa jogou no sacrifício e sofreu duas lesões seguidas

Sentada no chão e com o tornozelo direito torcido, Thaisa grita de dor durante jogo do Eczacibasi, em 2017
Thaisa sofreu grave lesão no tornozelo quando jogava pelo Eczacibasi, em 2017 (Foto: Reprodução)

Em 2017, Thaisa teve a continuidade da sua carreira colocada em xeque após duas lesões consecutivas. Em janeiro daquele ano, quando atuava pelo Eczacibasi, a bicampeã olímpica sofreu uma ruptura parcial do ligamento lateral do joelho esquerdo e de parte do menisco, mas seguiu jogando à base de injeções e torceu o tornozelo direito cerca de três meses depois.

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Só depois da segunda contusão que a central foi submetida a um procedimento cirúrgico para tratar a primeira e mais grave. À época com 29 anos, a jogadora enfrentou um longo processo de recuperação e voltou às quadras em fevereiro de 2018, com o apoio de uma órtese (joelheira biomecânica articulada), aparelho que a acompanha nos treinos e partidas até hoje.

Depois da lesão, Thaisa ressurgiu como uma fênix. Conquistou a Superliga três vezes pelo Minas, sendo eleita MVP em 2020/21, e retornou à Seleção Brasileira para disputar os Jogos Olímpicos de Paris 2024, onde ficou com a medalha de bronze.

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Carol Gattaz encerrou a carreira após problemas físicos

Carol Gattaz faz gesto de agradecimento aos fãs após o procedimento cirúrgico
Carol Gattaz passou por duas cirurgias de LCA em dois anos (Foto: Reprodução/Instagram)

Carol Gattaz não teve a mesma sorte em seu processo e foi forçada a encerrar a carreira aos 44 anos, depois de duas lesões de LCA. O primeiro deles ocorreu no joelho direito, em março de 2023, quando ainda era jogadora do Minas.

Já veterana, a central passou por cirurgia e voltou à ação em janeiro de 2024, motivada a brigar por vaga nas Olimpíadas de Paris. Porém, após perder espaço no time para Julia Kudiess e ficar de fora da convocação final do técnico José Roberto Guimarães, ela se transferiu para o Praia Clube em busca de mais minutos em quadra.

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Dois anos depois, Gattaz rompeu novamente o LCA, dessa vez no joelho esquerdo. Um edema ósseo na tíbia atrapalhou o processo de recuperação da cirurgia, fazendo com que a jogadora sentisse dores no retorno aos treinamentos.

Em março deste ano, veio o anúncio definitivo da aposentadoria. Gattaz se despediu das quadras no jogo entre Praia Clube e Tijuca Tênis Clube, pela última rodada da fase classificatória da Superliga, sob diversas homenagens e uma grande ovação da torcida da equipe de Uberlândia.

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