Brasil coleciona erros no fim e perde para os Estados Unidos na VNL

Seleção deixa disputa pela liderança e pode terminar a fase classificatória em quarto

PorGuilherme Veiga Gonçalves MoreiraRio de Janeiro (RJ)
12/07/2026 02:00
Atualizado há 1 minutos

Supervisionado porThiago Fernandes,
José Roberto Guimarães conversa com Ana Cristina (esquerda), Macris (centro) e Diana (direita) em tempo técnico de jogo da VNL 2026
Zé Roberto orienta jogadoras em Brasil x Japão pela VNL 2026 (Foto: Volleyball World)

Em duelo direto pela liderança da Liga das Nações de Vôlei Feminino, o Brasil foi derrotado pelos Estados Unidos por 3 sets a 0, com parciais de 26/24, 25/22 e 25/16, e encerrou sua campanha na fase classificatória da competição. A partida foi realizada na madrugada deste domingo (12), em Osaka, no Japão.

Após garantir a classificação para a fase final antecipadamente, o plano de dar rodagem ao elenco foi alterado pelo técnico José Roberto Guimarães com o revés inesperado para a Tailândia. Jogadoras do plantel titular, como Ana Cristina, Julia Bergmann e Julia Kudiess, tiveram que voltar à ação no último compromisso da primeira fase para colocar a equipe em condições de disputar a liderança.

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Apesar de contar novamente com força máxima, o Brasil não foi páreo para o sistema agressivo de jogo das norte-americanas, que tiveram amplo controle e forçaram 15 erros adversários. No terceiro set, os Estados Unidos chegaram ao match point após marcar sete pontos seguidos.

Além da derrota, o time verde-amarelo perdeu Julia Kudiess no início do segundo set, após a central pisar em Ana Cristina e torcer o pé esquerdo em uma tentativa de bloqueio. Ainda não há informações sobre a gravidade da lesão.

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Destaques da partida

Skinner e Thompson foram as protagonistas dos Estados Unidos, marcando 21 e 16 pontos, respectivamente. Pelo lado brasileiro, a maior pontuadora foi a ponteira Ana Cristina, com 16 acertos.

Na tabela

Os Estados Unidos assumem o topo da classificação da VNL, com 10 vitórias e saldo de sets superior ao da Itália, segunda colocada. O Brasil vem logo atrás das duas seleções, com nove vitórias, e pode ser ultrapassado pela Turquia, que está em quarto lugar.

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Próximo compromisso

A fase final da VNL acontecerá entre os dias 22 e 26 de julho, em Macau, na China. A Seleção Brasileira aguarda os próximos resultados e a definição do chaveamento para conhecer seu adversário nas quartas de final.

Com o uniforme azul, Diana ataca bola de meio contra jogadora japonesa, de vermelho
Diana ataca bola de meio em Brasil x Japão pela VNL 2026 (Foto: Volleyball World)

Como foi o jogo?

1º SET

O retorno das titulares surtiu efeito imediato para o Brasil, que abriu 8 a 3 levando ampla vantagem nos bloqueios e proporcionando alto volume na defesa. Os Estados Unidos se recuperaram nas passagens de Eggleston e Rettke pelo saque, que criaram dificuldades para a recepção brasileira, e viraram no 13 a 12.

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Ana Cristina e Rosamaria passaram a jogar mais marcadas e encontraram menos espaços diante de um fortalecido sistema de bloqueio norte-americano, que amortecia as bolas para Skinner e Thompson finalizarem os contra-ataques. Assim, mantendo a agressividade no saque, os EUA criaram condições para sair na frente, fechando o set na bola de cheque após erro de passe de Marcelle: 26 a 24.

2º SET

Após torcer o pé esquerdo na aterrissagem do bloqueio, Julia Kudiess deixou a quadra ainda no início da parcial e deu lugar a Lorena. Apesar da perda, o Brasil não deixou o ritmo cair e manteve a disputa nivelada, abrindo 17 a 14 com atuações de destaque de Julia Bergmann e Rosamaria.

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Na passagem de Eggleston pelo saque, os EUA reassumiram o controle do jogo e viraram para 18 a 17. Zé Roberto promoveu as entradas de Macris e Natinha, o que não foi o suficiente para segurar o ímpeto ofensivo dos Estados Unidos. Com Skinner e Thompson alternando os golpes entre técnica e força, as americanas foram superiores e venceram mais um set: 25 a 22.

3º SET

O último set foi um verdadeiro atropelo dos Estados Unidos. O Brasil não soube administrar a boa e rara vantagem que abriu no 13 a 10, se rendendo novamente ao estilo agressivo e imponente do conjunto americano, que ficou ainda mais fortalecido com a entrada de Ogbogu. A central se destacou ao lado da companheira de posição, Rettke, na reta final.

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Com pleno domínio do jogo, as americanas aproveitaram os erros sucessivos do Brasil, fizeram sete pontos seguidos e alcançaram o match point. Julia Bergmann reverteu o primeiro, mas depois Skinner fechou o placar: 25 a 16.

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