Presidente do Vasco cobra arbitragem e se envolve em confusão com a Polícia
Polícia registra Boletim de Ocorrência contra os diretores do clube

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O presidente do Vasco, Pedrinho, e membros da diretoria do clube se envolveram em uma confusão generalizada com a equipe de arbitragem após o empate em 3 a 3 contra o Cruzeiro, disputado neste domingo (15), pela 6ª rodada do Brasileirão, no estádio do Mineirão. A insatisfação com a não marcação de dois supostos pênaltis gerou um bate-boca no túnel de acesso aos vestiários, que culminou na intervenção da Polícia Militar de Minas Gerais com o uso de gás de pimenta e no registro de um boletim de ocorrência contra os dirigentes da equipe carioca.
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A tensão teve início ainda nos minutos finais da partida, quando o banco de reservas do Vasco tentou retardar o jogo jogando uma bola no gramado, resultando na expulsão de um membro da comissão técnica do treinador Renato Gaúcho. Após o apito final, com o árbitro Lucas Paulo Torezin distribuindo cartões em meio aos jogadores das duas equipes, o clima acalorou-se definitivamente no corredor que liga o campo à zona mista.
Ação policial no túnel de acesso
No trajeto para os vestiários, Pedrinho partiu para cima do árbitro para cobrar as penalidades não assinaladas, necessitando ser contido pelos próprios seguranças do clube. Durante o cerco à equipe de arbitragem, ocorreu um empurra-empurra entre os funcionários do Vasco e os escudos dos policiais da Tropa de Choque. Para dispersar o tumulto, um policial disparou gás de pimenta em direção ao chão, substância que se espalhou até a zona mista, atingindo o espaço destinado a jornalistas e jogadores.
O tenente-coronel Henrique Nunes explicou a dinâmica da intervenção e a decisão de registrar o caso formalmente. O oficial destacou que o dirigente vascaíno foi apontado como o principal causador do tumulto verbal, mas não foi localizado posteriormente no estádio para prestar esclarecimentos às autoridades.
– Hoje no jogo Cruzeiro x Vasco, ao fim da partida, parte da diretoria do Vasco da Gama reclamou de lances do jogo. Nessa reclamação, o quarto árbitro da partida pediu para fazermos uma segurança da GSA, grupo de segurança dos árbitros. A Polícia de Choque fez a linha de segurança e houve alguns empurrões nos escudos dos policiais. Foi necessário o uso de spray de pimenta, uma medida simples e inicial para que a confusão acabasse. De acordo com a equipe de arbitragem, a pessoa mais inflamada era o presidente do Vasco da Gama, o senhor Pedro – afirmou o militar.
Relato oficial na súmula
A pedido do capitão Martins Ribeiro, os árbitros e membros da delegação do Vasco foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil do estádio para prestar depoimento como testemunhas do incidente. No documento oficial da partida disponibilizado pela CBF, o árbitro Lucas Paulo Torezin relatou ter sofrido mal-estar passageiro, tosse e ardência nos olhos devido ao spray químico.
Além dos efeitos físicos do tumulto, o árbitro detalhou as ofensas proferidas pelo presidente do clube carioca. Segundo a súmula, Pedrinho abordou a equipe de forma exaltada e com o dedo em riste no corredor de acesso.
– Você vai relatar na súmula tudo o que eu vou te falar, você sempre prejudica o Vasco quando a gente joga fora de casa, foi assim ano passado com o Palmeiras, na casa deles. Lá você prejudicou a gente e hoje aqui de novo, com os pênaltis que você deixou de marcar e com esses acréscimos. Você é arrogante, prepotente e soberbo. Sua forma de apitar é arrogante. Sua soberba vai preceder a sua queda – transcreveu o árbitro.
Como foi Cruzeiro x Vasco?
Dentro de casa, o Cruzeiro tomou as primeiras ações ofensivas, apostando nas jogadas pelas pontas. Aos oito minutos, o gol saiu exatamente em uma jogada construída pelos lados. Matheus Pereira, na direita, inverteu para Kaiki, que escorou para Christian, de cabeça, fazer 1 a 0.
Em mais uma jogada trabalhada, desta vez pelo meio, Matheus Henrique tabelou com Matheus Pereira e chutou perigosamente à direita do gol de Léo Jardim. O Vasco deu a resposta com Andrés Gomez, que tentou encobrir Matheus Cunha, mas acertou o travessão. Na reta final do primeiro tempo, os visitantes chegaram com perigo mais uma vez, mas William salvou o chute de Tchê Tchê.
A segunda etapa começou diferente, com os cariocas pressionando. Aos cinco minutos, Paulo Henrique arriscou da entrada da área, mas o goleiro celeste espalmou por cima do gol. No escanteio, no entanto, Matheus Cunha não conseguiu evitar que Cauan Barros, de cabeça, empatasse.

Instantes depois, veio a virada. Andrés Gómez recebeu na direita, e passou para Paulo Henrique cruzar na área. Cuiabano cabeceou, Cunha defendeu, mas Cauan Barros aproveitou o rebote e fez 2 a 1. Com o jogo incendiado, o Cruz-Maltino perdeu um jogador logo na sequência. O autor dos dois gols alvinegros recebeu cartão vermelho por um pisão em Matheus Pereira.
Atrás no placar a Raposa partiu para o ataque e teve boa chance com Chico da Costa, que não conseguiu finalizar sobra de bola na pequena área. Gerson também tentou, de fora da área, mas a bola desviou e foi defendida por Léo Jardim. Mas quando o centroavante celeste teve sua segunda chance, não desperdiçou. William fez cruzamento pela direita, o camisa 91 cabeceou e contou com um desvio em Neyser para fazer 2 a 2.
Forte na pressão, a Raposa exigiu mais uma defesa do arqueiro vascaíno em chute de Arroyo, de fora da área. Mesmo com um a menos, quando chegou no ataque, o Vasco foi fatal. Aos 41 minutos, Brenner finalizou da entrada da área, a bola desviou em William e morreu no fundo do gol. Nos acréscimos, Japa empatou o jogo mais uma vez.
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