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Há 15 anos, Vasco conquistava título inédito da Copa do Brasil

Título conquistado diante do Coritiba completou a galeria de troféus nacionais do clube

Pedro Cobalea
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 08/06/2026
14:37
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imagem cameraDiego Souza e Alecsandro comemoram conquista da Copa do Brasil 2011 (Foto: Cleber Mendes/LANCE!Press)

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O dia 8 de junho de 2011 ocupa um lugar especial na história do Vasco. Há exatos 15 anos, o clube conquistava pela primeira vez a Copa do Brasil. Apesar da derrota por 3 a 2 para o Coritiba, no estádio Couto Pereira, no segundo jogo da final, o Cruz-Maltino garantiu a taça graças à vitória por 1 a 0 conquistada no jogo de ida, em São Januário, encerrando um jejum nacional que já durava mais de uma década.

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Vasco campeão da Copa do Brasil 2011 (Foto: Cleber Mendes)

A campanha vascaína foi marcada pela reconstrução de uma equipe que, poucos anos antes, havia vivido um dos momentos mais difíceis de sua história com o primeiro rebaixamento à Série B. Sob o comando de Ricardo Gomes, o Vasco reuniu um elenco que equilibrava a experiência de nomes como Felipe, Fernando Prass e Alecsandro com a juventude e o talento de jogadores como Dedé, Bernardo e Rômulo. Além deles, dois atletas tiveram papel decisivo na caminhada rumo ao título: Éder Luís, com sua velocidade e capacidade de desequilibrar as partidas, e Diego Souza, protagonista em momentos importantes da competição.

A caminhada começou ainda na primeira fase, quando o Vasco goleou o Comercial-MS por 6 a 1, em Campo Grande, garantindo a classificação em jogo único. Na fase seguinte, o Cruz-Maltino teve pela frente o ABC e precisou superar momentos de tensão para avançar. Após o empate sem gols na partida de ida, em Natal, a equipe viu os potiguares abrirem o placar em São Januário com Cascata, aumentando a pressão sobre os donos da casa. A reação, porém, veio ainda no segundo tempo: Alecsandro deixou tudo igual e, nos minutos finais, Bernardo marcou o gol da virada, garantindo a classificação vascaína e mantendo vivo o sonho do título.

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Na fase seguinte, o Vasco deu um passo importante rumo à classificação ao vencer o Náutico por 3 a 0 nos Aflitos, em uma atuação segura e convincente fora de casa. Com a larga vantagem construída em Recife, o técnico Ricardo Gomes pôde administrar o elenco na partida de volta, poupando alguns titulares. Em São Januário, o empate sem gols foi suficiente para confirmar a vaga sem sustos e manter o Cruz-Maltino firme na caminhada rumo ao título.

Nas quartas de final, após o empate por 2 a 2 na Arena da Baixada, Vasco e Athletico Paranaense voltaram a ficar frente a frente em São Januário. O Furacão saiu na frente com gol do atacante Nieto, mas o técnico Ricardo Gomes encontrou a solução no banco de reservas. Elton entrou no decorrer da partida e marcou o gol que decretou o empate por 1 a 1, resultado suficiente para garantir a classificação vascaína pelo critério do gol marcado fora de casa, regra vigente na época.

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Nas semifinais, o adversário foi o Avaí, uma das surpresas daquela edição da Copa do Brasil. No jogo de ida, em São Januário, as equipes empataram por 1 a 1, deixando a disputa completamente aberta para a volta em Florianópolis. Antes da decisão, porém, uma declaração do atacante William, um dos destaques do time catarinense, serviu como combustível para os vascaínos. O jogador afirmou que, diante de sua torcida, o Avaí iria "atropelar" o Vasco na Ressacada.

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Em campo, o cenário foi bem diferente. Mostrando personalidade e maturidade, o Cruz-Maltino controlou a partida desde os minutos iniciais e construiu a vitória ainda no primeiro tempo. A equipe venceu por 2 a 0, silenciou a Ressacada e garantiu a classificação para a final da competição de forma convincente.

Diego Souza comemora gol  marcado pelo Vasco contra o Avaí (Foto: Cleber Mendes/Lancepress)
Diego Souza comemora gol marcado pelo Vasco contra o Avaí (Foto: Cleber Mendes/Lancepress)

A final colocou frente a frente as duas equipes de maior destaque daquela edição da Copa do Brasil. Do outro lado estava o Coritiba, comandado por Marcelo Oliveira. A equipe paranaense acumulava uma longa sequência de invencibilidade (24 partidas) e havia dado uma das maiores demonstrações de força da competição ao atropelar o Palmeiras nas quartas de final por 6 a 0.

No primeiro jogo, diante de um São Januário lotado, Alecsandro marcou o único gol da partida e deu vantagem ao time carioca. Uma semana depois, no Couto Pereira, o Vasco entrou em campo com a vantagem da vitória por 1 a 0 conquistada em São Januário. Apesar da forte pressão da torcida paranaense, foi o Cruz-Maltino quem saiu na frente. Logo no começo do primeiro tempo, Éder Luís fez grande jogada pela direita e cruzou para Alecsandro, que apareceu na área para abrir o placar e ampliar a vantagem vascaína na decisão.

O Coritiba reagiu e virou a partida ainda no primeiro tempo, com gols de Bill e Davi, levando o Couto Pereira à loucura e recolocando os paranaenses na briga pelo título. Empurrado quase 50 mil torcedores, o Coxa voltou para a etapa final pressionando em busca do resultado que lhe daria a taça.

Mas aos 12 minutos do segundo tempo surgiu um lance decisivo. Em uma tentativa de fora da área, Éder Luís arriscou um chute sem grande força, mas a bola quicou poucos metros antes de chegar ao goleiro Edson Bastos, que acabou sendo traído pelo gramado. O gol diminuiu a vantagem do Coritiba e deixou o Vasco em situação muito confortável na decisão. O cenário parecia encaminhar a conquista cruz-maltina, mas os donos da casa ainda encontraram forças para reagir. William Farias acertou um forte chute de fora da área e marcou o terceiro gol do Coritiba, renovando a esperança da torcida paranaense. Mesmo assim, o placar de 3 a 2 ainda favorecia o Vasco pelo critério do gol marcado fora de casa. Restavam cerca de 30 minutos para o fim da partida, e o time carioca precisou suportar uma intensa pressão até o apito final para confirmar o título inédito da Copa do Brasil.

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Quando o árbitro apitou o fim da partida, jogadores, comissão técnica e torcedores celebraram o título mais importante da história recente do clube. Além da conquista inédita da Copa do Brasil, o Vasco garantiu vaga na edição seguinte da Copa Libertadores.

Quinze anos depois, a campanha do chamado "Trem-Bala da Colina" segue viva na memória da torcida vascaína. Com um futebol competitivo, jogadores identificados com o clube e uma trajetória marcada por jogos memoráveis, aquele elenco escreveu seu nome na história ao conquistar a primeira Copa do Brasil do Vasco. A conquista simbolizou a retomada do protagonismo cruz-maltino no cenário nacional e permanece como o último grande troféu levantado pelo clube.

Equipe campeã de 2011 ficou conhecida como "Trem Bala da Colina" (Créditos: Marcelo Sadio/Vasco)
Equipe campeã de 2011 ficou conhecida como "Trem Bala da Colina" (Créditos: Marcelo Sadio/Vasco)

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