Campello inicia segunda metade do mandato entre apoios e críticas
Presidente do Vasco teve base de apoio posta à prova em reuniões recentes e, apesar da fidelidade, o grupo seguem sem ser numeroso. Próximos meses devem ser mais calmos

A última segunda-feira, dia 22 de julho, marcou o início da segunda metade do mandato de Alexandre Campello à frente do Vasco. A partir desta data, se a turbulência política do clube se mantiver, e o presidente chegar a deixar o cargo - como já esteve iminente - o vice-presidente geral do clube, Elói Ferreira de Araújo, é quem assume. Como isso é improvável, pela resistência que também sofre o grupo de Elói, o Identidade Vasco, liderado por Roberto Monteiro, a reta final da gestão deve ser mais tranquila.
Tranquilidade - ou tensão menor - após um clima eleitoral acalorado, e que praticamente não terminou desde que Campello tomou posse, em janeiro do ano passado. A ebulição, na verdade, teve início antes, com toda a polêmica da Urna 7. Já em outubro de 2018, o mandatário chegou a conceder uma entrevista coletiva com grandes-beneméritos em que uma "pacificação do clube" foi anunciada.
Pouco se viu de paz até aqui, no clube como um todo. Todavia, parte da base que se manteve fiel ao presidente, entre tantas idas e vindas da política cruz-maltina, é composta por alguns destes membros natos do Conselho Deliberativo. Nomes como Silvio Godói, José Luis Moreira, Antônio Peralta... personagens historicamente influentes nos bastidores do clube.
Em meio a tantas críticas internas e externas que a gestão de Alexandre Campello sofre, a força do dirigente foi posta à prova em reuniões recentes. Na primeira tentativa de aprovação de empréstimo que o mandato considerava importante, não houve quórum mínimo, e o mandatário condenou o que chamou de "boicote" da oposição. Antes, sindicância só não foi aberta contra o dirigente ao ter sido rejeitada pelo Conselho Deliberativo. E a diferença se mostrou inferior a 5% dos presentes na ocasião.
Isso no início de junho. Naquela ocasião, Eurico Brandão, o Euriquinho, fez discurso inflamado, no qual afirmou "não ter carinho algum" pelo atual presidente do clube, mas entendia como necessário para o andamento do clube o arquivamento da sindicância - já se sabia que Campello renunciaria ao cargo em caso de abertura. Após permanecer, o mandatário acenou com aproximações políticas.
Contudo, nem o filho do recém-falecido Eurico Miranda nem outros beneméritos do grupo citado acima foram alçados à diretoria. A perspectiva é de que o apoio siga sendo apenas institucional. E serão relevantes para, enfim, o Vasco ter um ano e meio de paz.

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