Análise: Mensik frustrou as poucas chances de João Fonseca em Roland Garros
Tcheco foi mais agressivo e cometeu menos erros que o brasileiro

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Diante de um dos melhores sacadores do circuito, João Fonseca teve enorme dificuldade nesta terça-feira, nas quartas de final de Roland Garros. E o potente saque de Jakub Mensik, de 20 anos e 27º do mundo, foi uma das armas na vitória por 3 sets a 0 sobre o número 1 do Brasil. Praticamente em toda a partida, o gigante, de 1,96m, fez o saibro de Paris parecer uma quadra rápida, tamanha a agressividade e precisão nos golpes.
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Já o saque do brasileiro, que lhe garantiu vitórias como sobre o sérvio Novak Djokovic (4º), o norueguês Casper Ruud (16º) e o croata Dino Prizmic (72º), não foi tão eficiente dessa vez.
Para se ter uma ideia da superioridade do campeão do Masters 1000 de Miami de 2025, o brasileiro só foi ameaçar o saque do tcheco na abertura da terceira parcial. E a única grande chance do número 1 do Brasil em toda a partida foi o set point, quando sacou em 5/4 naquele mesmo período. No mais, o carioca, de 19 anos, sofreu na partida, ao ponto de ter salvo seis match-points quando sacou em 5/6 no set derradeiro.

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O número 1 da República Tcheca encaixou 11 aces nesta terça-feira, contra 6 do carioca. Nesse quesito, Mensik é, agora, o sexto colocado em Roland Garros: são 47, em cinco partidas.
Primeiro saque do algoz foi um pesadelo para João Fonseca
Um dos números que mostram como o tenista europeu foi dominante está nos pontos vencidos com o primeiro saque: 83%, contra 70% do pupilo do técnico Guilherme Teixeira.
Diante de João Fonseca, Mensik disparou 49 winners (pontos vencedores), principalmente com sua ótima direita (37), contra 39 do carioca. Nesse quesito, o tcheco soma 245 em cinco jogos e só está atrás do italiano Matteo Arnaldi (261, em quatro partidas).
Mesmo sendo tão agressivo, o 27º do mundo cometeu apenas um erro não-forçado a mais que o número 1 do Brasil: 39 a 38.
De tão pressionado, João Fonseca chegou a salvar 16 das 21 chances de quebras do rival (que teve aproveitamento de 24%). Nesse quesito, o brasileiro foi superior, convertendo duas das cinco oportunidades (40%).
O número 1 do Brasil volta de Paris de cabeça erguida, com a melhor campanha do país em Grand Slams, na chave masculina de simples, desde 2004, com o tricampeão Guga Kuerten no saibro francês.
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Já o tcheco, após sua melhor exibição até aqui, mostrou armas que podem surpreender o favorito alemão Alexander Zverev, número 3 do mundo, seu rival na semifinal de sexta-feira.

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