WTA inicia testes de gênero para disputa de torneios profissionais

Decisão veta a participação de mulheres trans no tênis profissional

PorGustavo LoioRio de Janeiro (RJ)
20/07/2026 17:34
Kirsty Coventry, presidente do COI, durante pronunciamento
Kirsty Coventry, presidente do COI, durante pronunciamento

A partir desta terça-feira (21), a WTA, Associação de Tênis Feminino, vai aplicar testes de gênero obrigatórios para as atletas que participam do circuito profissional. A decisão segue o direcionamento do Comitê Olímpico Internacional (COI), que, em março, anunciou que vai exigir o mesmo procedimento para atletas inscritas nas Olimpíadas.

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O objetivo do exame é detectar a presença do gene SRY, parte do cromossomo Y que causa o desenvolvimento de características masculinas. As atletas que testarem positivo vão passar por uma avaliação médica antes da liberação para jogar o circuito da WTA.

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- Após a revisão mais recente, que incluiu consultas com as associadas da WTA e a análise da evolução dos padrões no esporte feminino, o conselho da WTA aprovou uma política de elegibilidade feminina atualizada, com vigência a partir de 2026, baseada no sexo biológico. A WTA reconhece que esta é uma questão sensível e complexa e está comprometida em tratar todas as jogadoras com dignidade e em implementar a política de forma respeitosa e ponderada - informou a entidade em comunicado.

Uma das lendas do tênis feminino, a tcheca naturalizada americana Martina Navratilova celebrou a novidade, nas redes sociais:

- Não participei da elaboração dessa política específica, mas fico muito satisfeita pelo fato de nós, da WTA, deixarmos claro que somos uma associação feminina e que apenas mulheres possam competir no mais alto nível.

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WTA permitia a participação de atletas trans

Até então, a política de elegibilidade da WTA, que teve início em 2024, permitia a participação de atletas trans. Desde que reduzissem o nível de testosterona a 2.5 nmol/L com constância por dois anos antes da liberação.

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