OPINIÃO: uma vergonha com todo peso que a palavra encerra

Símbolo maior é a convocação de um jogador que não atua em alto nível há 3 anos

PorLúcio de Castro
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
05/07/2026 20:35

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Oscar Bobb divide bola com Casemiro (Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER ORG XMIT: EPA)
Casemiro e Douglas Santos dobram a marcação sobre Bobb em Brasil x Noruega pelas oitavas da Copa do Mundo

A pior participação do Brasil em Copa do Mundo desde 1966 em termos de classificação. Já seria um excelente resumo da história do Brasil nesse mundial.


Podemos tentar analisar por vários enfoques. O lado de fora do campo jamais pode ser esquecido nesse momento. Seis presidentes, sete mandatos diferentes desde 2012.

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Em campo, o Brasil teve a chance de ouro. Numa Copa do Mundo onde 95% das equipes que abrem o placar saem vencedoras do jogo, perder o pênalti com 0 x 0 tem um peso de imensa importância. Bruno Guimarães perdeu. Cabe lembrar aos que cobram de Vini Jr: o batedor de pênalti do Brasil nos últimos anos não era ele.


Ainda assim, o Brasil teve outras chances. O conjunto da obra é de um time com a história do Brasil com 32% de posse de bola. Uma vergonha com todo peso que a palavra encerra. A vergonha final tem requintes de bizarrice.

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Que teve seu ápice naquele espetáculo grotesco da convocação transformada em show. E seu símbolo maior é a convocação de um jogador que não atua em alto nível há 3 anos. Que ninguém considere isso algo menor agora.

Neymar sorri para o goleiro Nyland após converter a cobrança de pênalti para o Brasil contra a Noruega
Neymar sorri para o goleiro Nyland após converter a cobrança de pênalti para o Brasil contra a Noruega (Foto: Odd Andersen / AFP)


Os alemães têm uma palavra definitiva para explicar o que aconteceu: "Zeitgeist" (de Zeit, tempo, e Geist, espírito). O espírito de um tempo: o fim do Brasil com o time perdendo, sendo eliminado de uma Copa e ele rindo, feliz com o seu gol de pênalti, depois de perder todas as ações tentadas em campo. Mandando beijinho.

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O Brasil é um país que merece um ídolo maior. Falaremos muito mais sobre isso. Por fim, a todos nós resta um cadáver insepulto: o patético papel da imprensa, salvo evidentemente, as honrosas exceções, que, de maneira geral, não foi capaz de contar essa história. Uma convocação que é uma aberração, um treinador com contrato renovado até 2030 faltando 10 dias para a convocação final.


Fracassamos em campo mais uma vez. Fracassamos enquanto imprensa, entre repórteres e influencers, ao não fazer jornalismo.

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