Lúcio de Castro: um gigante brasileiro chamado Vini Jr cresce na Copa
Trajetória reforça papel de destaque do atacante na atual geração do futebol mundial

A notícia é fácil de ser resumida: Vini Jr.
O acontecimento.
Tenho uma péssima notícia para os racistas.
Para os "haters".
Para os em cima do muro.
E para aqueles mais sofisticados que conseguem disfarçar tudo, mas se entregam na hora de reconhecer com todas as letras a real dimensão de um acontecimento.
É horrível para todos os acima citados. Mas é preciso dizer com todas as letras: o número 7 do Brasil é do primeiro escalão dos gigantes desta Copa do Mundo.
A prateleira?
Sim, ela mesmo: ao lado de Messi, Cristiano Ronaldo, Haaland e Mbappé.
Muitos, depois de algum esforço para reconhecer esse absoluto protagonismo de Vini Jr na Copa junto com esse grupo, irão partir para um "finalmente" ou um "até que enfim", como se fosse uma surpresa.
Talvez valha olhar os números, a história. Ou mesmo o espelho.
A trajetória de Vini Jr nas seleções de base é a história de um protagonista, com números irrefutáveis desde sempre.
Na sub-15, foram 6 jogos e 6 gols. Na sub-17, 19 jogos e 17 gols. Depois, 4 jogos na sub-18.
Em meio a isso, enfrentou os percalços do caos habitual da CBF, com trocas de técnicos e, muitas vezes, incompreensão sobre o que é e o que oferece como jogador.
Ainda assim, esteve longe de um desempenho fraco como frequentemente lhe foi atribuído. Chegou, inclusive, a ser substituído por Tite aos 17 minutos do segundo tempo no jogo em que o Brasil foi eliminado da Copa de 2022.
Em 2021, o jornal espanhol Marca fez um levantamento que mostrava que o desempenho do Real Madrid era melhor quando o atacante estava em campo. E concluiu:
"Vinícius é possivelmente o jogador mais criticado do Real Madrid, entretanto a realidade é que a equipe vai melhor quando joga com o brasileiro".
Absoluto protagonista no bicampeonato da Liga dos Campeões em 2021–22 e 2023–24.
Escolhido melhor do mundo em 2024.
Mas há quem ainda se surpreenda com Vinícius Júnior.
Há quem tenha dificuldade em colocá-lo na prateleira de protagonistas desta Copa.
Mário Filho, cronista do Brasil, identificou esse padrão e chamou isso de "a provação do preto": o racismo estrutural em que a genialidade muitas vezes é reduzida a atributos físicos ou "instintivos", enquanto feitos são minimizados.
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Não se fala da inteligência tática, da capacidade de decisão em alto nível sob pressão, nem da liderança. Esses aspectos são frequentemente desconsiderados — algo visto repetidamente na trajetória de Vini Jr.
Ele também foi alvo constante de críticas e pressão, sem direito a reação proporcional. Resistiu a esse cenário e, por isso, muitas vezes foi chamado de imaturo, revoltado ou instável.
Em La Liga, o presidente da instituição, Javier Tebas, também é citado no contexto de episódios de omissão e controvérsias, além de seu histórico político ligado ao partido Fuerza Nueva (1976–1982), associado ao franquismo, e apoio ao Vox, partido de extrema-direita na Espanha.
Independentemente do que venha a acontecer, Vini Jr já se consolida como um gigante da história do futebol mundial.
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