Kahn ironiza 'caso Balogun' na Copa e pede revanche contra Brasil

Em 2002, Ballack não jogou a final da Copa contra o Brasil por suspensão

PorDavi CaldasSão Paulo (SP)
07/07/2026 11:27

Supervisionado porThiago Fernandes,
Oliver Kahn foi ídolo da seleção alemã e do Bayern de Munique (Foto: JOHN THYS / AFP)
Oliver Kahn foi ídolo da seleção alemã e do Bayern de Munique (Foto: JOHN THYS / AFP)

O ex-goleiro da seleção alemã, Oliver Kahn, criticou a Fifa por anular a suspensão do atacante norte-americano Balogun nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Em suas redes sociais, o ex-arqueiro fez uma brincadeira, lembrando-se da suspensão de Michael Ballack na final da Copa de 2002, contra o Brasil.

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Kahn disse que a decisão da Fifa é uma forma de "reescrever" a história do futebol. De forma irônica, o ex-jogador pediu a anulação da suspensão de Ballack e um novo confronto contra o Brasil.

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- Se estamos reescrevendo a história do futebol agora, tenho uma pequena sugestão: gostaria que a FIFA anulasse o cartão amarelo mostrado a Michael Ballack na semifinal da Copa do Mundo de 2002, aquele que o deixou fora da final. E já que estamos nesse assunto, poderíamos muito bem jogar novamente a final contra o Brasil.

Alemanha x Brasil na Copa do Mundo de 2002

No ano do penta da Seleção Brasileira, Michael Ballack, um dos craques da Alemanha, perdeu a final contra o Brasil por suspensão. O meio-campista foi uma peça fundamental da equipe alemã, marcando três gols e dando quatro assistências naquela campanha.

Na ocasião, o alemão fez o gol da vitória contra a Coreia do Sul na semifinal, mas levou mais um cartão amarelo no torneio, o que resultou na suspensão automática da final. A ausência de Ballack na decisão contra o Brasil motivou discussões que levaram a Fifa a alterar o regulamento em edições posteriores para evitar que jogadores ficassem de fora da final dessa forma. Atualmente, os cartões amarelos são zerados após as quartas de final.

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Na decisão, a Alemanha perdeu para o Brasil por 2 a 0. Ironicamente, o goleiro Oliver Kahn, que foi eleito o melhor jogador da Copa antes daquela final e só havia sido vazado uma única vez na competição inteira, falhou no primeiro gol do Brasil.

Oliver Kahn foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2002, mas falhou na final e foi vice para o Brasil (Foto: Pedro Ugarte/AFP)
Oliver Kahn foi eleito o melhor jogador da Copa do Mundo de 2002, mas falhou na final e foi vice para o Brasil (Foto: Pedro Ugarte/AFP)

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O 'caso Balogun'

Na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, Folarin Balogun marcou um dos gols da classificação dos Estados Unidos, mas acabou expulso aos 64 minutos após atingir o tornozelo de Tarik Muharemovic em uma disputa aérea. Inicialmente, o árbitro Raphael Claus não marcou falta, mas mudou a decisão após revisão do VAR e aplicou o cartão vermelho direto, o que, pelas regras da Fifa, resultaria automaticamente em suspensão para a partida seguinte.

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A expulsão gerou forte repercussão nos Estados Unidos e mobilizou o presidente Donald Trump, que pediu à Fifa a revisão da punição. No fim, a entidade decidiu suspender a execução da suspensão por um ano com base no artigo 27 do Código Disciplinar. Assim, Balogun foi liberado para atuar. A Federação Belga contestou a decisão e apresentou um recurso de emergência para impedir a presença de Balogun. O Comitê Disciplinar, porém, rejeitou o pedido por entender que a Bélgica não era parte legítima no processo.

De Ketelaere comemora gol marcado pela Bélgica sobre os Estados Unidos na Copa do Mundo (Foto: Alex Grimm/AFP)
De Ketelaere comemora gol marcado pela Bélgica sobre os Estados Unidos na Copa do Mundo; jogo acabou 4 a 1 para os europeus (Foto: Alex Grimm/AFP)

Além de Oliver Kahn, várias outras personalidades do cenário esportivo expressaram ser contra a decisão da Fifa. Jürgen Klopp criticou Donald Trump e Gianni Infantino, afirmando que os dois "não entendem nada de futebol e não deveriam ter absolutamente nada a ver com isso". O técnico da Noruega, Ståle Solbakken, também se pronunciou: "Foi uma decisão péssima que prejudicará a Copa do Mundo".

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A Bélgica também se mostrou extremamente descontente com a decisão, com críticas do técnico e da federação. Após marcar o quarto gol, jogadores da Bélgica comemoraram com uma "dança de Trump", que repercutiu durante a campanha presidencial dos Estados Unidos em 2024. A provocação continuou fora de campo: nas redes sociais, a seleção belga publicou uma foto de Romelu Lukaku fazendo o gesto de levar a mão à orelha, acompanhada de uma legenda "revertam isso", em tom de deboche com o episódio.

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