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Tironi no Lance!: qual foi a marca da Seleção de Ancelotti?

Esta Copa do Mundo tem mostrado formas muito claras e diferentes de se jogar futebol

PorEduardo Tironi
Colunista
Rio de Janeiro (RJ)
07/07/2026 07:20

Autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, esse texto não reflete necessariamente a opinião do Lance!
Neymar chora ao deixar o campo após a eliminação do Brasil
Neymar chora ao deixar o campo após a eliminação do Brasil (Foto: Odd Andersen / AFP)

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Esta Copa do Mundo tem mostrado formas muito claras e diferentes de se jogar futebol. Se certos times fossem a campo sem identificação na camisa e nos jogadores, seria possível saber exatamente qual seleção está em ação.

É o caso da Argentina. Muito jogo pelo centro do campo, pouco pelos lados. Toque de bola e alguns passes verticais, mas sem muita agressividade.

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Espanha: troca de passes curtos de forma incessante, obsessão pela posse de bola, muitas chances de gol criadas, mas alguma dificuldade para concluir as jogadas.

França: velocidade, força pelos lados, pressão na saída de bola, arremates ao gol o tempo todo, zaga postada de forma adiantada e apenas dois jogadores no meio, dando possibilidade de quatro atacantes.

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Para não dizer que estou falando apenas de times de altíssimo nível, cito o Paraguai. Defesa sólida, bloqueio dos espaços, luta o tempo todo. Não quero entrar nos métodos além de táticos, porque não é o caso.

Estados Unidos: muita velocidade e pressão na saída de bola feitas por um time leve.

Ancelotti precisa recuperar a essência do futebol brasileiro

Neste aspecto, o Brasil eliminado pela Noruega é o contrário disso tudo. O time de Ancelotti que disputou a Copa do Mundo acabou se transformando numa equipe com certa ideia de jogo, mas que não tem conexão com a fama do futebol brasileiro.

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O aspecto mais gritante disso apareceu no jogo da eliminação, quando a Seleção trocou a metade de passes da Noruega. Uma escola que historicamente trata tão bem a bola pode rejeitá-la assim?

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A repercussão na imprensa internacional foi pesada. Houve um senso comum de que o jogo bonito brasileiro virou um quadro na parede e uma dificuldade de reconhecer o futebol brasileiro ali.

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Se prosseguir no comando da Seleção até a próxima Copa, recuperar a essência do futebol brasileiro deveria ser prioridade para Ancelotti. Pior do que perder é perder e não deixar nem sequer uma marca a ser lembrada. Foi o que aconteceu em 2026.

Ancelotti na eliminação no Brasil da Copa do Mundo
Ancelotti na eliminação do Brasil da Copa do Mundo (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress)
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