Contra o Marrocos, Brasil tem sua estreia menos ofensiva em Copas do Mundo nos últimos 60 anos

A Seleção Brasileira apenas empatou em sua estreia na Copa do Mundo de 2026

PorEduardo StatutiBelo Horizonte (MG)
17/06/2026 20:11
Atualizado há 2 minutos
Raphinha em Brasil x Marrocos (Foto: Alexandre Brum/Agencia Enquadrar/Folhapress)
Raphinha em Brasil x Marrocos (Foto: Alexandre Brum/Agencia Enquadrar/Folhapress)

A Seleção Brasileira decepcionou na estreia na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 com Marrocos. O tropeço não é novidade, já que o Brasil perdeu suas duas primeiras estreias na competição, em 1930 e 1934, e havia empatado em 1974, 1978 e 2018.

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Porém, o desempenho teve uma marca negativa histórica. Os brasileiros não faziam um debute tão pouco ofensivo desde 1966, segundo dados do SofaScore. Vale ressaltar que o recorte começa em 1966 porque as edições anteriores não possuem dados estatísticos detalhados disponíveis.

Contra o Marrocos, o time comandado por Carlo Ancelotti finalizou apenas 12 vezes, sendo cinco delas na direção do gol. Antes, o pior desempenho brasileiro em estreias na Copa do Mundo desde 1966 havia sido em 2014, 1974 e 1978, quando a Seleção Brasileira finalizou 13 vezes.

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Se existe algo de positivo no número, é que a mira brasileira estava minimamente calibrada, acertando 41,67% dos chutes, a sexta melhor marca no recorte.

Jogadores do Brasil conversam durante pausa para hidratação do jogo contra Marrocos
Jogadores do Brasil conversam durante pausa para hidratação do jogo contra Marrocos (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

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Brasil pouco dominante na estreia em 2026

Outro dado que evidencia como o Brasil não conseguiu agredir o Marrocos no último sábado é a estatística de chances claras. A Seleção Brasileira teve apenas uma grande chance, assim como em 2010 (contra a Coreia do Norte), 1986 (contra a Espanha), 1974 (contra a Iugoslávia) e em 1966 (contra a Bulgária).

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A limitação ofensiva pode ser observada ainda no número de cruzamentos. O time comandado por Carlo Ancelotti alçou 16 bolas na área, sendo quatro bem-sucedidas, pior número na estatística desde 2006, quando o Brasil fez 10 cruzamentos.

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Contra os marroquinos, o Brasil por pouco não fez sua segunda estreia na história no recorte desde 1966 com menos posse de bola que o adversário (o que aconteceu em 2002, contra a Turquia, com 49%). No MetLife Stadium, a Seleção Brasileira teve 51% de posse, a segunda pior ao lado do jogo contra a Iugoslávia em 1974.

Marrocos foi algoz do Brasil em dois quesitos

Principalmente pelo volume de jogo no início da partida, o Marrocos foi o adversário que mais colocou o Brasil contra as cordas desde a Iugoslávia em 1974. Nas duas ocasiões, os rivais dos brasileiros finalizaram 14 vezes e acertaram o alvo três, mas os europeus não conseguiram balançar as redes.

Ismael Saibari abriu o placar em Brasil x Marrocos
Ismael Saibari abriu o placar em Brasil x Marrocos (Foto: Dan Mullan/AFP)

Uma curiosidade sobre o duelo entre marroquinos contra o Brasil é que o jogo em que a Seleção Brasileira menos finalizou na história das Copas do Mundo foi justamente contra os africanos, em 1998, com apenas oito chutes.

Os comandados de Carlo Ancelotti terão uma chance de mudar o clima no Brasil nesta sexta-feira (19), quando enfrentarão o Haiti, às 21h30 (de Brasília), no Lincoln Financial Field.

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