Danilo resume primeiras semanas de trabalho na Copa e admite que falta maturidade para o Brasil

Veterando da equipe de Ancelotti, Danilo explicou sobre o início do trabalho do Brasil no Mundial; confira

Enviado especial
17/06/2026 16:12
Atualizado há 1 minutos
Danilo em entrevista coletiva da Seleção Brasileira
Danilo em entrevista coletiva da Seleção Brasileira (Foto: Marcio Dolzan/Lance!)

BASKING RIDGE, NJ (EUA) - O zagueiro/lateral Danilo concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (17), em Nova Jersey, nos Estados Unidos, local de preparação da Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026, às vésperas do confronto com o Haiti, válido pelo Grupo C do torneio mundial. O veterano admitiu que falta maturidade para o Brasil, o que não quer dizer que o elenco não vá desempenhar um bom papel na competição.

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— Não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje, ou como a própria Argentina tem. Nós não temos essa maturidade enquanto equipe, o que não quer dizer que a gente não possa fazer um bom papel e chegar longe. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes. Temos que usar outro tipo de mecanismo para poder enfrentar esse tipo de jogo — explicou Danilo.

— Talvez ficar um pouco mais baixo, talvez não pressionar tanto, talvez aceitar em algum momento que a posse de bola e o comando do jogo possam ser do adversário... Isso, para mim, é maturidade, é saber enfrentar esses momentos — continuou o jogador.

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Questionado sobre como foram as primeiras semanas de trabalho da Seleção Brasileira após a convocação final de quem estaria no Mundial, Danilo fez um breve resumo de alguns pontos que julga importante trazer em relação ao conjunto.

— Esse tempo faz com que a gente, de certa forma, deixe um pouco de lado todas as convicções que cada um tem dos seus clubes, isso falando dentro de campo, e que a gente possa, de certa forma, mergulhar dentro de uma filosofia que a gente quer ter dentro de campo, aqui na Seleção Brasileira — disse.

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— Cada um joga num clube onde trabalha de uma forma, pressiona de um jeito, joga de outro, e, quando junta tudo isso, não é muito fácil chegar a um produto final que tenha muita coerência. Então, a gente teve esse tempo agora, as três semanas, importantes para poder trabalhar isso e, obviamente, o dia a dia, a proximidade, estar falando sobre os objetivos. Isso para mim é muito importante. Essas três semanas serviram para isso também — completou.

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Brasil tem jogadores titulares?

— Outro dia dei uma entrevista e falei sobre não existir reserva de titular. Talvez eu tenha me expressado mal. Em todo time existe um núcleo duro, onde existem seis, sete, oito jogadores que são sim os jogadores titulares e que jogam sempre. E existem três ou quatro jogadores que estão sempre em uma rotação em base ao jogo, ao adversário e à estratégia. Isso é o que se faz hoje no futebol de hoje em dia, no futebol moderno, em que as estratégias mudam de acordo com o adversário sempre — disse.

— Hoje nós temos muito provavelmente um time 80% ou 70% definido de quem vai jogar e temos três jogadores ou quatro que ainda não se sabe por vários motivos... por indecisão do treinador, por uma questão tática, por uma questão física, por mania do treinador — afirmou Danilo.

Brasil entra em campo nesta sexta-feira (18) para enfrentar o Haiti, às 21h30 (de Brasília), na Filadélfia, pela segunda rodada da fase de grupos. A equipe comandada por Carlo Ancelotti empatou com o Marrocos na estreia do Mundial, por 1 a 1, com gol de Vini Jr.

(Photo by TIMOTHY A. CLARY / AFP)

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