Casemiro relembra Copa América para justificar: 'Nosso jogo não é esse'
Volante reconhece futebol ruim do Brasil nos últimos amistosos, defende sangue novo no plantel da Seleção e celebra oportunidade de retomar bom desempenho contra a Nigéria

De torcida a jogadores, o futebol apresentado pela Seleção Brasileira não tem agradado a ninguém. Desde a conquista da Copa América, em julho, foram três jogos sem vitórias. O último deles, o empate com Senegal em 1 a 1, na última quinta-feira. Antes, 2 a 2 com a Colômbia e derrota para o Peru. Diante do retrospecto, é hora de olhar no passado recente para recuperar o bom desempenho. Pelo menos, é o que defende o volante Casemiro.
Em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, o volante do Real Madrid falou em tom de autocrítica pelos últimos resultados e relembrou o futebol apresentado na conquista da Copa América, em casa. Mas o jogador de 27 anos também olhou para o futuro ao destacar a importância de sangue novo para oxigenar o elenco canarinho.
- Sabemos que nosso jogo não é esse, principalmente do que estávamos jogando, principalmente na Copa América, sempre querendo jogar um bom futebol. Sabemos que não jogamos esses amistosos como podíamos. Talvez contra a Colômbia, sim, no segundo tempo. Somos uma grande equipe, mas temos potencial para jogar melhor. Mas é importante ter plantel maior, conhecer jogadores. São jogos de preparação, estão vindo jogadores novos, como Lodi, Matheus. Abrir o plantel é bom para todos nós - disse Casemiro.
No próximo domingo, o Brasil terá contra a Nigéria, outro adversário da 'escola africana' - como define Tite - a chance de retornar ao caminho dos triunfos. O titular da equipe verde e amarela celebrou a oportunidade de apagar a má exibição contra Senegal, e ressaltou a possibilidade de duelar contra adversários de diferentes características.
- O bonito do futebol é que domingo poderemos mostrar que somos bons jogadores e uma grande seleção. Temos que rever os erros, já fizemos uma análise. E Senegal já é passado. E sem dúvida é interessante abrir o leque contra seleções como Senegal, Nigéria. Em Mundiais, não vamos jogar só contra seleções sul-americanas, mas africanas, europeias, da Ásia, é bom abrir o leque.
CONFIRA OUTROS TÓPICOS DA COLETIVA DE CASEMIRO
Público ruim em Singapura
- O porquê do público pequeno eu não sei. A frente do hotel tá sempre cheia, todos querem fotos. Não sei por quê. Sempre queremos estádio cheio, estádio cheio é bonito para nós. Mas se está cheio ou não, temos que fazer o melhor. Claro que queremos jogar com estádio cheio, mas temos que pensar no nosso trabalho e fazer o melhor sempre.
Formação e posição preferida
Válido falar que estamos em período de amistoso, então você pode estar provando várias coisas, os quatro na frente no último jogo mostram isso. Mas eu diria que, no meu ponto de vista, acaba tendo outra postura de passe vertical quando está de primeiro volante. Se joga mais seguro. Mas o que gosto de falar é que gosto de jogar sempre. De primeiro ou de segundo volante. Mas quero jogar, claro. Período para aprender, para aprender formação, que não estamos acostumados. Isso é o caminho para seguir crescendo no 4-3-3, 4-4-2 ou 4-1-4-1.
Posicionamento no clube e na Seleção
Os grandes êxitos nossos na competição que tivemos acho que foi por isso. Ele tenta transmitir o que fazemos na nossa equipe na Seleção. Claro que ajusta um pouco na mentalidade do treinador, mas sempre voltado para o que foi feito no clube. O grande êxito dele e do nosso time é tentar fazer o que fizemos no clube.
Bebeto integrando delegação
Dispensa comentários. Deixou legado na Seleção, é o sonho de todos chegar próximo dele. Você tenta pegar experiência, não só eu, como outros jogadores, do que ele viveu. Outro tempo, outro estilo, mas são legados da Seleção. Mas Taffarel também. São pessoas importantes para nós, são referências. Você tenta ganhar títulos, deixar uma grande imagem como eles. Tenta tirar informações, coisas boas. Ali com certeza só tem coisas boas.
Flamengo no Campeonato Espanhol
Não vejo muito o jogo do Flamengo. A gente sabe que o Flamengo é uma grande equipe. Tem grandes jogadores, tem Gabigol e Rodrigo Caio, que estão aqui. Mas falar especificamente eu não sei onde disputaria, mas é grande equipe. Um clube gigante, torcida que empurra a equipe. Tem grandes jogadores lá, que são de nível internacional.
Nível do futebol brasileiro
Definição que faço do futebol brasileiro é que fomos campeão da Copa América há três meses. É um grande título, importante para nós. Estamos agora em período de provar, de crescer jogadores dentro do grupo. É importante também. Estão com a gente. É uma seleção campeã do mundo, que no Brasil encheu todos estádios. Torcida nos apoiou, o Brasil continua sendo o Brasil que todos amam, apaixonados por futebol. Tenho essa impressão, porque a Copa América foi uma experiência excepcional. O carinho como empurram, eu não tinha vivido dentro do Brasil.

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