Brasil x Japão: entenda por que Seleção terá 'jogo de erro zero' na Copa do Mundo
Equipe japonesa é treinada para encontrar (ou gerar) espaços

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O confronto com o Japão será um jogo sem margem de erro para o Brasil na Copa do Mundo. A equipe japonesa mescla velocidade e capacidade técnica com muita paciência. Não necessariamente, o time treinado por Hajime Moriyasu vai passar muito tempo com a bola — teve menos posse que a Holanda e pouco superior à Suécia —, mas, quando tiver o domínio, não se afobará. É uma equipe treinada para encontrar espaços. Cabe à Seleção Brasileira, então, deixar o mínimo possível no duelo desta segunda-feira, às 14h, em Houston, nos Estados Unidos.
A atenção redobrada dos comandados de Carlo Ancelotti será fundamental com e sem a bola. Na saída de bola, o adversário exercerá pressão quando observar boa oportunidade e pode punir qualquer descuido. Já quando o time brasileiro estiver defendendo, os japoneses tentarão encontrar brechas entre os zagueiros e laterais ou entre as linhas de marcação.
O último treinador brasileiro a trabalhar no futebol japonês foi Zé Ricardo, com passagens por Flamengo, Vasco e outros gigantes do Brasileirão, que comandou o Shimizu S-Pulse entre 2022 e 2023. Por mais que acredite na vitória do Brasil, o técnico destaca a confiança do Japão, que pode buscar um jogo "de igual para igual" contra a Seleção.
— A seleção japonesa hoje tem à sua disposição a melhor geração de atletas da sua história e um trabalho de longo prazo feito pelo Hajime Moriyasu. Tem uma forma bem definida de jogar num 3-4-3, que pode se tornar tanto ofensivo como defensivo, dependendo da situação do jogo, por meio de alteração no posicionamento dos alas. Além disso, tem confiança muito alta, já que participou de forma tranquila pelas Eliminatórias e fez bons amistosos contra adversários gabaritados, inclusive o Brasil. Mas eu acredito na força do nosso futebol, que é muito respeitado por eles — analisou ao Lance!.
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Alerta desde a pressão alta do Brasil
O 3-4-3 do Japão de Moriyasu começa por defensores técnicos. Por mais que a pressão alta brasileira tenha dado resultado na Copa do Mundo até aqui, especialmente na partida contra a Escócia, tirar a bola da primeira linha japonesa será bem difícil. E, caso falhe, o ataque japonês terá muito mais espaço. No entanto, é um desafio do qual Carlo Ancelotti está consciente.
— A saída de bola do Japão é muito boa e, quando conseguem superar a pressão, são muito perigosos. É um aspecto que estamos considerando para definir o tipo de pressão que vamos fazer. O Japão tem qualidade para sair jogando e criar dificuldades quando rompe a primeira linha de marcação. Trabalhamos esse aspecto para tentar neutralizar uma das principais virtudes deles — disse o italiano.

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Como o sistema defensivo brasileiro será exigido?
Uma das formas de encontrar espaços do Japão quando chega ao ataque são as inversões a partir dos lados do campo. Os alas e pontas japoneses gostam de trazer o jogo de fora para dentro, seja para arriscar uma finalização de média distância ou tentar inverter para o lado oposto. Aqui, olho em Keito Nakamura, ala-esquerdo destro e grande destaque da seleção asiática na Copa do Mundo.
Os cruzamentos que rondam a área exigirão muita atenção da dupla de zaga brasileira formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, que felizmente se destaca nesse tipo de jogo. Mesmo com ótima dupla de zagueiros, a Holanda recuou o volante Frenkie De Jong para dentro da área no empate por 2 a 2 com o Japão. Talvez o Brasil precise fazer algo parecido com Casemiro ou Bruno Guimarães.
A ideia dos holandeses era muito clara: permitir que os laterais se mantivessem abertos para neutralizar o 1x1 japonês e exercer pressão nessas jogadas de lado de campo. Com mais uma peça dentro da área, o lateral do lado oposto não precisava descer tanto para auxiliar na bola aérea.

Os laterais brasileiros começaram a Copa do Mundo como motivo de preocupação, mas Danilo e Douglas Santos fazem torneio seguro até o momento. Ambos costumam passar segurança em jogadas que exigem bom posicionamento defensivo e tempo de bola. No entanto, terão bastante trabalho no enfrentamento com os pontas japoneses, não necessariamente por jogadas individuais, mas pela atenção com todas as movimentações no entorno.
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O lateral-esquerdo brasileiro teve desconfiança do torcedor por atuar na liga russa e não estar acostumado, nos últimos anos, ao mais alto nível de enfrentamento. Por enquanto, não deu motivos para reforçar tal insegurança.
Já o defensor pela direita, que ganhou a titularidade a partir do segundo jogo, gerava temor pela idade avançada (34) e por ter atuado majoritariamente como zagueiro nas últimas temporadas. Mas, até aqui, a sua capacidade física surpreende: contra a Escócia, foi o mais rápido da Seleção Brasileira (34,2 km/h de velocidade máxima).

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Japão é primeiro grande desafio do Brasil na Copa do Mundo
O duelo com o Japão será o maior desafio desde a partida contra Marrocos para o sistema defensivo brasileiro, e especialmente para os dois laterais. Apesar de boas atuações sem sofrer gols do Brasil nos dois jogos seguintes, Haiti e Escócia também conseguiram criar algumas chances — no caso dos escoceses, obrigando Alisson a fazer duas defesas difíceis. O confronto com a seleção japonesa, diferentemente, não permitirá tais descuidos: é um jogo de erro zero.
O Brasil entra em campo nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), para enfrentar o Japão por vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O confronto eliminatório será disputado no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.

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