Brasil x Japão: entenda por que Seleção terá 'jogo de erro zero' na Copa do Mundo
Equipe japonesa é treinada para encontrar (ou gerar) espaços

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O confronto com o Japão será um jogo sem margem de erro para o Brasil na Copa do Mundo. A equipe japonesa mescla velocidade e capacidade técnica com muita paciência. Não necessariamente, o time treinado por Hajime Moriyasu vai passar muito tempo com a bola — teve menos posse que a Holanda e pouco superior à Suécia —, mas, quando tiver o domínio, não se afobará. É uma equipe treinada para encontrar espaços. Cabe à Seleção Brasileira, então, deixar o mínimo possível no duelo desta segunda-feira, às 14h, em Houston, nos Estados Unidos.
A atenção redobrada dos comandados de Carlo Ancelotti será fundamental com e sem a bola. Na saída de bola, o adversário exercerá pressão quando observar boa oportunidade e pode punir qualquer descuido. Já quando o time brasileiro estiver defendendo, os japoneses tentarão encontrar brechas entre os zagueiros e laterais ou entre as linhas de marcação.
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Alerta desde a pressão alta do Brasil
O Japão é armado por Moriyasu em um esquema 3-4-3, com defensores técnicos. Por mais que a pressão alta brasileira tenha dado resultado na Copa do Mundo até aqui, especialmente na partida contra a Escócia, tirar a bola da primeira linha japonesa será bem difícil. E, caso falhe, o ataque japonês terá muito mais espaço. No entanto, é um desafio do qual Carlo Ancelotti está consciente.
— A saída de bola do Japão é muito boa e, quando conseguem superar a pressão, são muito perigosos. É um aspecto que estamos considerando para definir o tipo de pressão que vamos fazer. O Japão tem qualidade para sair jogando e criar dificuldades quando rompe a primeira linha de marcação. Trabalhamos esse aspecto para tentar neutralizar uma das principais virtudes deles — disse o italiano.

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Como o sistema defensivo brasileiro será exigido?
Uma das formas de encontrar espaços do Japão quando chega ao ataque são as inversões a partir dos lados do campo. Os alas e pontas japoneses gostam de trazer o jogo de fora para dentro, seja para arriscar uma finalização de média distância ou tentar inverter para o lado oposto. Aqui, olho em Keito Nakamura, ala-esquerdo destro e grande destaque da seleção asiática na Copa do Mundo.
Os cruzamentos que rondam a área exigirão muita atenção da dupla de zaga brasileira formada por Marquinhos e Gabriel Magalhães, que felizmente se destaca nesse tipo de jogo. Mesmo com ótima dupla de zagueiros, a Holanda recuou o volante Frenkie De Jong para dentro da área no empate por 2 a 2 com o Japão. Talvez o Brasil precise fazer algo parecido com Casemiro ou Bruno Guimarães.
A ideia dos holandeses era muito clara: permitir que os laterais se mantivessem abertos para neutralizar o 1x1 japonês e exercer pressão nessas jogadas de lado de campo. Com mais uma peça dentro da área, o lateral do lado oposto não precisava descer tanto para auxiliar na bola aérea.

Os laterais brasileiros começaram a Copa do Mundo como motivo de preocupação, mas Danilo e Douglas Santos fazem torneio seguro até o momento. Ambos costumam passar segurança em jogadas que exigem bom posicionamento defensivo e tempo de bola. No entanto, terão bastante trabalho no enfrentamento com os pontas japoneses, não necessariamente por jogadas individuais, mas pela atenção com todas as movimentações no entorno.
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O lateral-esquerdo brasileiro teve desconfiança do torcedor por atuar na liga russa e não estar acostumado, nos últimos anos, ao mais alto nível de enfrentamento. Por enquanto, não deu motivos para reforçar tal insegurança.
Já o defensor pela direita, que ganhou a titularidade a partir do segundo jogo, gerava temor pela idade avançada (34) e por ter atuado majoritariamente como zagueiro nas últimas temporadas. Mas, até aqui, a sua capacidade física surpreende: contra a Escócia, foi o mais rápido da Seleção Brasileira (34,2 km/h de velocidade máxima).

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Japão é primeiro grande desafio do Brasil na Copa do Mundo
O duelo com o Japão será o maior desafio desde a partida contra Marrocos para o sistema defensivo brasileiro, e especialmente para os dois laterais. Apesar de boas atuações sem sofrer gols do Brasil nos dois jogos seguintes, Haiti e Escócia também conseguiram criar algumas chances — no caso dos escoceses, obrigando Alisson a fazer duas defesas difíceis. O confronto com a seleção japonesa, diferentemente, não permitirá tais descuidos: é um jogo de erro zero.
O Brasil entra em campo nesta segunda-feira (29), às 14h (de Brasília), para enfrentar o Japão por vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O confronto eliminatório será disputado no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.
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