Ataque 'jovem' da Seleção oscila contra a Argentina, mas ganha vivência para crescer de olho na Copa
Jovens se deixam levar por afobação ao concluir e lidam com momentos de rispidez no 0 a 0 com os 'hermanos', mas mostram capacidade de renovar fôlego canarinho

O técnico Tite frequentemente diz que partidas extremamente disputadas ajudam a Seleção Brasileira "a criar casca" de olho na Copa do Mundo de 2022. O empate em 0 a 0 com a Argentina, em San Juan, foi marcado por momentos de atitude e, principalmente, de busca por aprendizado para o jovem ataque formado por Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Raphinha. Já classificada para a Copa do Mundo de 2022 e em um momento de testes ao grupo, a equipe canarinha testou o potencial do setor ofensivo.
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Substituto do astro Neymar (que se lesionou), Vinicius Júnior, de 21 anos, teve altos e baixos ao tentar aliar velocidade e ousadia. Afinal, seu poder de decisão não estava dos melhores em San Juan. Após lançamento de Fred, o camisa 20 chegou atrasado. Em seguida, Paquetá deu passe milimétrico, mas Vinicius Júnior titubeou e errou feio a pontaria na saída de Emiliano Martínez.
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O jogador do Real Madrid apresentou novamente suas credenciais em uma carretilha sobre Molina e lidou com a forte marcação de Romero e do restante da marcação argentina. Mas, por mais que tenha aberto espaços a Matheus Cunha, Paquetá e Antony, faltava a Vinicius Júnior comprovar qualidade para concluir.
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Matheus Cunha, de 22 anos, chamou atenção por sua dedicação em mais de um setor. Egresso do grupo que venceu a Olimpíada, o atacante contribuiu na marcação (em especial nos momentos nos quais a Argentina mais pressionava). Sua roubada de bola proporcionou a jogada do gol perdido por Vinicius Júnior diante de Martínez. O jogador do Atlético de Madrid ainda teve perspicácia para, em meio a um jogo "travado", quase marcar um gol do meio de campo.
Em meio às dificuldades impostas por uma Argentina experiente, houve outros bons lampejos, como um corta-luz que deu margem para finalização de Vinicius Júnior. No entanto, ao finalizar, Cunha também se afobava em alguns momentos.
Já Raphinha sofreu (literalmente) o impacto de um Brasil e Argentina. Em boa oportunidade pela direita, o atacante foi vítima de uma cotovelada de Otamendi, em lance ignorado pelo árbitro. Além disto, foi caçado constantemente pela marcação albiceleste e teve dificuldades para furar o bloqueio imposto pelo adversário.
A capacidade dos jogadores não medirem esforços em partidas "de peso" como diante da Argentina, em San Juan, rendeu elogios da comissão técnica da Seleção Brasileira. De olho na Copa de 2022, a busca do Brasil é por manter um setor ofensivo com fôlego e capacidade de definição de jogadas rapidamente. Por isto, não devem faltar oportunidades para que jovens se acostumem ao peso da amarelinha em jogos decisivos e consigam estar em sintonia no Qatar.

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