Alisson, sobre as Copas: 'O que mais me incomoda é não ter vencido'
Titular do Brasil diz que não fica remoendo eliminações passadas

MORRISTOWN, NJ (EUA) - Preparando-se para ser titular do Brasil pela terceira Copa do Mundo consecutiva, o goleiro Alisson falou nesta quinta-feira (11) sobre os 11 anos como o "dono da posição" na Seleção e apontou a maior frustração até aqui: ainda não ter conquistado um Mundial com Amarelinha. A comentário do goleiro veio quando ele respondia a uma pergunta sobre as eliminações para a Bélgica e Croácia, nas duas últimas edições do torneio. Nos dois casos, parte da torcida brasileira que o goleiro sofreu gols em bolas defensáveis.
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— O que mais me incomoda de tudo isso é não ter vencido. É óbvio que para um goleiro sofrer um gol, indefensável ou não, sempre fica aquele negócio de se eu tivesse feito alguma coisa diferente. Acho que a gente tem que lutar contra essas mentiras que podem vir na nossa mente e ter convicção no trabalho, convicção de que o trabalho pode nos levar longe. Temos qualidade, tanto eu quanto os outros goleiros, todos temos qualidade de representar a Seleção —, declarou Alisson, em entrevista coletiva concedida no hotel onde está concentrada a delegação brasileira.
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O goleiro do Brasil disse ainda que não fica remoendo o passado.
— Sobre aquilo que acontece no passado, eu acho que o futebol não permite a gente ficar remoendo derrotas, frustrações ou até erros. Na minha visão, quando se perde uma Copa do Mundo, não se perde por causa de um jogador, se perde por causa da equipe toda, ela é responsável —, comentou Alisson.
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O camisa 1 ainda acrescentou que "o futebol não é uma ciência exata", e que por isso nem sempre o que jogou melhor vence.
— Se fosse assim, talvez teríamos vencido muito mais do que 5 Copas do Mundo.

Outros trechos da entrevista de Alisson
BOLA PARA PODE DEFINIR JOGOS PARA O BRASIL
— E acho que é evidente, não só a Premier League fica mais evidente ali porque muitos jogos são decididos em bola parada. o Arsenal, por exemplo, venceu vários jogos jogando bem, dominando, criando várias oportunidades, mas venceu por um a zero, um gol de bola parada, porque era a força deles. Muitos podem criticar e falar o que for, mas é mérito do Arsenal, foi mérito do Arsenal isso. E nós aqui estamos conscientes disso, que nessa Copa do Mundo também um aspecto importantíssimo será a bola parada. Temos isso preparado, temos treinado, com certeza, tanto ofensivamente quanto defensivamente. Felizmente contamos com um dos principais jogadores do Arsenal em bola parada, que é o Gabriel (Martinelli), e também outros jogadores que podem fazer a diferença ofensivamente e defensivamente.
SEQUÊNCIA DE JOGOS DO BRASIL SOFRENDO GOLS
— A gente não quer isso. Eu, como goleiro, sou o primeiro que sai da partida insatisfeito com o fato de ter sofrido gols. Eu acho que uma equipe vencedora tem que trabalhar para… Tem que odiar tomar gol, tem que odiar sofrer gol. O adversário tem que trabalhar muito forte para fazer gol. E a gente está tentando criar essa mentalidade aqui. Os amistosos tiveram um caráter de preparação, um caráter de testes, que foi escolhido pelo mister (Ancelotti). Talvez dos três gols que sofremos (contra Panamá e Egito), dois eram completamente evitáveis. E a gente falou sobre isso, conversamos sobre aquilo que tinha que ter sido feito diferente, até mesmo o gol de falta. Buscamos olhar também pelo lado positivo disso aqui. Aconteceu nos amistosos para não acontecer na Copa do Mundo e nos dá a oportunidade de corrigir aquilo que tem que ser corrigido.
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