Além de Robertson, em quem o Brasil deve ficar de olho da Escócia?

Brasil enfrenta a Escócia na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo

PorIgor ReisRio de Janeiro (RJ)
20/06/2026 10:15

Supervisionado porAlessandra Ferreira,
Robertson em ação pela Escócia (Foto: AFP)
Robertson em ação pela Escócia (Foto: AFP)

A Seleção Brasileira encara a Escócia na última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, na próxima quarta-feira (24), em duelo que pode ser decisivo para a definição das posições do Grupo C. Após a vitória por 3 a 0 contra o Haiti, nesta sexta-feira (19), as atenções da seleção canarinho agora se viram para a rodada final da fase de grupos. O nome mais conhecido dos escoceses, Andrew Robertson, lenda do Liverpool, está longe de ser a única preocupação para a equipe de Carlo Ancelotti.

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➡️O que o Brasil precisa para garantir a liderança do Grupo C da Copa do Mundo

Ídolo dos Reds e atualmente no Tottenham, o lateral Robertson é capitão e segue sendo a principal liderança da seleção, mas outros jogadores chegam ao Mundial vivendo grande momento e podem causar problemas ao Brasil.

McTominay é a principal ameaça ofensiva

Se há um jogador capaz de decidir partidas pela Escócia, esse nome é Scott McTominay. Após anos de altos e baixos no Manchester United, o meio-campista encontrou seu melhor futebol no Napoli e se transformou em uma das referências da equipe nacional.

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Aos 29 anos, McTominay ganhou liberdade para atacar no futebol italiano e passou a explorar ainda mais sua principal característica: a chegada surpresa na área. Forte fisicamente, eficiente pelo alto e com boa finalização, ele costuma aparecer como elemento surpresa para marcar gols e é frequentemente o jogador mais perigoso da Escócia quando a equipe acelera as jogadas. Além disso, é considerado peça vital no esquema de Steve Clarke ao lado de John McGinn.

McTominay celebra primeiro gol marcado sobre o Cagliari, pelo Campeonato Italiano
McTominay celebra gol com a camisa do Napoli (Foto: Isabella Bonotto/AFP)

McGinn é o coração do time

Capitão do Aston Villa, John McGinn representa a alma da seleção escocesa. O meio-campista de 31 anos é conhecido pela intensidade, liderança e capacidade de atuar de área a área durante os 90 minutos.

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Foi dele, inclusive, o gol da vitória escocesa na estreia do Mundial, reforçando seu protagonismo dentro da equipe. McGinn combina força física, qualidade nos passes e presença ofensiva. Ele costuma aparecer em infiltrações, finalizações de média distância e também contribui bastante sem a bola.

McGinn comemora gol do Aston Villa contra o PSG
McGinn em ação pelo Aston Villa (Foto: Paul ELLIS / AFP)

Ché Adams pode surpreender a defesa brasileira

No ataque, o principal nome é Ché Adams. O centroavante do Torino talvez não tenha o mesmo status de outras estrelas da Copa, mas é um jogador que encaixa perfeitamente na proposta da Escócia.

Adams se destaca pela movimentação constante, pela força física e pela capacidade de atuar de costas para os defensores. Além de finalizar, participa bastante da construção das jogadas e abre espaços para as chegadas de McTominay e McGinn, algo que costuma ser explorado pela equipe de Steve Clarke. O atacante segue como uma das principais opções ofensivas dos escoceses nesta Copa.

Che Adams em ação pelo Torino (Foto: Divulgação)
Ché Adams em ação pelo Torino (Foto: Divulgação)

Uma seleção mais perigosa do que parece

Mesmo sem o brilho individual das principais potências do Mundial, a Escócia chega à última rodada com uma base experiente e bem organizada. Robertson continua sendo o principal símbolo da equipe, mas McTominay, McGinn e Ché Adams formam um trio que merece atenção especial do Brasil.

Em um time que aposta na intensidade, no jogo físico e nas infiltrações dos meio-campistas, os escoceses podem oferecer mais dificuldades do que o torcedor imagina.

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