Com 195 votos, Conselho do São Paulo expulsa Dedé do quadro associativo

Votação encerrou nesta terça-feira

PorIzabella GiannolaSão Paulo (SP)
14/07/2026 17:36
Atualizado há 1 minutos
Dedé, do quadro associativo, com a camisa do São Paulo e o escudo do clube ao fundo
Dedé foi expulso de quadro do São Paulo (Foto: Reprodução)

Conselho Deliberativo do São Paulo divulgou o resultado da votação sobre a possível expulsão de Antônio Donizete Gonçalves, o Dedé, ex-diretor social do clube e alvo de um inquérito policial, do quadro associativo da agremiação. Foram 195 votos favoráveis, revertendo o parecer da Comissão de Ética, que havia recomendado apenas uma suspensão de quatro meses.

Quem é Dedé, do São Paulo

Dedé é ex-diretor social do São Paulo e alvo de um inquérito policial por sua atuação no Departamento Social do clube. Ele também responde internamente por seu envolvimento no caso FGoal. A representação aponta que o contrato com a empresa foi rompido após movimentações financeiras consideradas suspeitas na plataforma Zigpay, utilizada para o processamento de pagamentos no Morumbis. A FGoal, por sua vez, afirma que possuía autorização do então diretor para operar.

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Ao enxergar e analisar os bastidores políticos do São Paulo, Dedé era considerado um dos principais aliados da antiga gestão de Julio Casares.

Apesar da recomendação da Comissão de Ética pela suspensão, o Conselho Deliberativo optou pela punição mais severa e determinou sua exclusão do quadro de associados do clube.

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Dedé sorri na época que estava no São Paulo
Dedé fazia parte do social do São Paulo (Foto: Divulgação)

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Entenda o caso Dedé no São Paulo

Dedé responde a um processo interno por sua atuação no caso FGoal, investigação que também é apurada pela Polícia Civil. A representação aponta supostas irregularidades envolvendo movimentações financeiras na plataforma Zigpay, utilizada para o processamento de pagamentos no Morumbis. A FGoal, por sua vez, sustenta que possuía autorização do então diretor para operar.

O Lance! teve acesso a todos os documentos na íntegra que explicam a decisão. Segundo o voto, os autos comprovam que a FGOAL atuou no clube social sem um contrato formal específico e que Dedé prestou uma declaração posteriormente utilizada pela empresa em ações judiciais movidas contra o São Paulo.

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Dedé afirma em sua defesa que não há comprovação de enriquecimento pessoal, desvio de recursos, má-fé, vantagem indevida ou prejuízo patrimonial diretamente atribuível ao ex-dirigente, requisitos que, em sua avaliação, seriam necessários para caracterizar gestão temerária e justificar a eliminação do quadro associativo.

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