Contratos universitários são os grandes 'vilões' do Draft da NBA 2026
Desde 2003 que a liga não registra uma queda tão significativa nas inscrições

- Matéria
- Mais Notícias
A NBA divulgou, nesta segunda-feira (27), a lista de jogadores que declararam entrada antecipada no Draft de 2026, revelando um recorde negativo que acende um alerta na liga. Com apenas 71 inscritos, este é o menor volume de adesões em 23 anos. A queda acentuada não é coincidência, mas o resultado de uma mudança estrutural: as regras NIL (Name, Image and Likeness). Ao permitir que atletas lucrem com sua imagem ainda na faculdade, o sistema tornou a permanência na NCAA financeiramente mais vantajosa do que o salto imediato para o profissionalismo.
Relacionadas
Para efeito de comparação, o processo registrou 106 inscritos em 2025 e o impressionante ápice de 363 em 2021. Agora, com o bolso cheio, os jovens talentos não têm pressa em chegar à liga principal.
➡️ Tudo sobre os esportes Olímpicos agora no WhatsApp. Siga o nosso novo canal Lance! Olímpico
Efeito NIL e a desvalorização da NBA
A drástica redução de inscrições antecipadas é explicada puramente pelo mercado. Contratos de patrocínio e direitos de imagem dentro das universidades muitas vezes superam os salários oferecidos a escolhas de segunda rodada na NBA. Na prática, a liga profissional perdeu o seu maior trunfo: o poder financeiro imediato.
Esse cenário criou um novo perfil de atleta: o europeu que "foge" da Europa para a universidade americana. É o caso do espanhol Aday Mara (UCLA), que optou pela NCAA antes do Draft devido aos contratos mais lucrativos na América do Norte em comparação aos clubes do "Velho mundo".
➡️ Entre 'dinossauros' da NBA, Knicks luta para encerrar décadas sem título
➡️ LeBron James x Michael Jordan: análise de Steve Kerr sobre as lendas da NBA
Nomes de peso e desistências relâmpago
O poder de retenção das universidades ficou claro no caso de Alijah Arenas. Filho do ex-astro Gilbert Arenas e destaque da USC, o jovem chegou a entrar na lista, mas recuou poucas horas depois. Sem a pressão financeira de outros tempos, Arenas optou por retornar à universidade para sua segunda temporada, priorizando a recuperação total de uma cirurgia no joelho.
Outras estrelas, que podem ser a primeira escolha geral, ainda usam o prazo final (27 de maio) como moeda de troca entre a permanência acadêmica e a liga profissional:
- Darryn Peterson (Kansas)
- Cameron Boozer (Duke)
- AJ Dybantsa (BYU)

🏀 Aposte em quem vencerá a primeira rodada dos Playoffs na NBA!
*É preciso ter mais de 18 anos para participar de qualquer atividade de jogo de apostas. Jogue de forma responsável.
Universidades em destaque e o vácuo estrangeiro
Enquanto as instituições tradicionais como Houston, Arkansas e Kentucky celebram a manutenção de seus elencos estrelados graças aos novos contratos, a representação europeia vinda diretamente de clubes estrangeiros definha, sendo a menor desde 2003.
Embora nomes como Mohamed Amin (França) e Sérgio de Larrea (Espanha) resistam no processo, o veredito de 2026 é claro: a NBA agora precisa competir contra os polpudos orçamentos das universidades para atrair seus futuros craques.
➡️ Siga o Lance! no Google para saber tudo sobre o melhor do esporte brasileiro e mundial
Tudo sobre
- Matéria
- Mais Notícias


















