Sem medo de remada viking! Antes da Copa do Mundo, Brasil 'roubou' ouro da Noruega

Lucas Pinheiro Braathen reencontrou suas raízes e levou a Amarelinha ao topo

PorAnna Carolina RamosRio de Janeiro (RJ)
05/07/2026 08:00
Lucas Pinheiro Braathen beija a medalha de ouro no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Lucas Pinheiro Braathen beija a medalha de ouro no pódio do slalom gigante masculino em 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

No fim de 2023, a Noruega perdeu sua primeira "disputa" contra o Brasil. Antes do encontro entre as seleções pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (5), às 17h, os brasileiros já tinham vencido um "duelo particular" contra os vikings: convenceram Lucas Pinheiro Braathen a trocar a bandeira vermelha pela verde e amarela.

O anúncio do esquiador pode ter chocado o mundo da neve, mas foi o primeiro passo rumo ao Olimpo. Após se aposentar do esporte, decidiu se juntar à delegação brasileira para voltar a ser feliz. "E, convenhamos, foi uma ótima escolha!

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Na época, Pinheiro era o atual campeão da Copa do Mundo de esqui alpino, o que explica o tamanho da surpresa quando anunciou a aposentadoria aos 23 anos. Meses depois, porém, veio uma mudança fundamental: passaria a representar o Brasil, em busca de conquistas inéditas para o país.

A parceria entre o esquiador e a Confederação Norueguesa de Esqui havia se tornado conflituosa, especialmente em relação à negociação de direitos de imagem e contratos de patrocínio individuais. Lucas não se sentia livre e tinha pouco poder de escolha diante das regras rígidas da entidade. Por isso, decidiu seguir um caminho diferente, em busca da própria felicidade.

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Apesar do rompimento pouco amigável, a delegação da Noruega concedeu a liberação formal para que o atleta se filiasse à Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN). A partir dali, para longe dos vikings e de suas remadas, começava um novo capítulo na trajetória de Lucas, que voltaria às suas raízes por parte de mãe.

Se tem Brasil, tem futebol

A relação de Lucas Pinheiro com o esporte começou pela paixão pelo futebol, assim como acontece com a maioria dos brasileiros, muito antes de construir uma carreira na neve. Apesar de ter nascido em Oslo, na Noruega, ele costumava visitar a família em Campinas, no interior de São Paulo, onde aproveitava para bater uma bolinha com os primos.

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Em uma dessas viagens, Lucas levou do Brasil muito mais do que apenas saudade. Seu primo, e xará, Lucas, chegou inclusive a "convencê-lo" a escolher o São Paulo Futebol Clube como time do coração – e a Seleção Brasileira como seleção favorita.

Lucas Pinheiro, na infância, usando a camisa da Seleção Brasileira de futebol
Lucas Pinheiro, na infância, usando a camisa da Seleção Brasileira de futebol (Foto: Reprodução/ Instagram)

Lucas Pinheiro está marcado na história do Brasil

Quanto tempo é preciso para entrar para a história? Para Lucas Pinheiro Braathen, 1min18s8 foi o suficiente.

Quando ajeitou os esquis para descer a pista, respirou pela última vez como um ser humano comum. O que veio depois foi uma descida rumo ao Olimpo. Lugar mais alto do pódio no slalom gigante, e o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno.

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Foram precisos 102 anos e 26 edições para que o Brasil alcançasse a tão sonhada medalha nos Jogos Olímpicos de Inverno. O ouro de Lucas em Milão-Cortina 2026 coloca o país em uma lista superseleta de campeões olímpicos de inverno do hemisfério sul: até então, apenas a Austrália havia conseguido o feito.

Lucas Pinheiro Braathen reage após a segunda descida do slalom gigante masculino nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Lucas Pinheiro Braathen reage após a segunda descida do slalom gigante masculino nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026. (Foto: Fabrice Coffrini/AFP)

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