Seleção de ginástica artística acerta detalhes antes do Mundial
Atletas estão concentrados no CT Time Brasil, no Rio de Janeiro, e seguem neste domingo para o Canadá, sede do campeonato deste ano

A disputa do Mundial de ginástica artística, em Montreal, no Canadá, está cada vez mais próxima para a Seleção Brasileira. O campeonato será realizado de dois a oito de outubro, porém, a preparação dos atletas fica mais intensa a partir da próxima semana com a aclimatação. Juntamente com a comissão técnica, eles embarcam já neste domingo para o local de competição e dão sequência aos treinamentos para a competição, que este ano será por aparelhos e individual geral.
Esta semana, eles estão reunidos no Centro de Treinamento Time Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), para acertar detalhes e aprimorar ainda mais as séries. A Seleção que vai ao Mundial será composta por Arthur Zanetti, Arthur Nory Mariano, Caio Souza e Francisco Barretto Júnior no masculino, e Rebeca Andrade e Thais Fidelis no feminino.
- Estamos na reta final de preparação. Ainda teremos duas semanas de treinamento no Canadá, antecedendo a competição. O grupo vem apresentando séries com nível competitivo, consolidado nas cinco competições deste ano, nas quais conquistamos um total de 23 medalhas. Estou muito satisfeito com o trabalho dos nossos treinadores e empenho dos atletas envolvidos. Estamos alcançando os objetivos propostos para este ano - declarou o coordenador de ginástica artística da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Marcos Goto.
Ao Globoesporte.com, Goto afirmou que Chico Barreto pode se tornar um desfalque. Sem treinar nesta quarta com dores nas costas, o finalista olímpico corre o risco de ser cortado do Mundial.
- Ele sentiu uma dor nas costas na etapa da Copa do Mundo de Varna. Ele retornou (da Bulgária), e estamos fazendo tratamento com ele em São Paulo. Ele vem ao CT na sexta-feira para ser avaliado. Depois vamos saber se ele vai embarcar para o Mundial. Ele ainda não está confirmado.
Garantido nas argolas, Arthur Zanetti conta como é valioso esse período de concentração antes das competições, não só pela melhora no desempenho, mas para a união do grupo e colaboração de uns com os outros.
- Essa preparação antes é sempre importante tanto aqui no Brasil quanto no País do campeonato. Tem sempre ajustes em elementos que temos mais dificuldades. O Canadá é um país muito bom, que já conhecemos e será muito positivo para nossos treinamentos. Como esse é um Mundial por aparelhos, cada um de nós não tem a pressão de precisar acertar um aparelho que temos mais dificuldade para ajudar a equipe. Apesar que sempre temos que pensar nos acertos e não nos erros. Aproveitamos esse tempo para motivar nossos colegas de equipe, com uma palavra positiva, que é sempre bom - disse o campeão olímpico.
Também medalhista nos Jogos do Rio, Arthur Nory acredita em um bom resultado no primeiro Mundial do ciclo.
- Estamos tendo uma semana muito boa de trabalho. Acho muito importante reunir todo mundo, focado nos mesmos objetivos, e estou aproveitando bastante esse espaço. A expectativa para o Mundial é boa, voltei a treinar bem, sem as dores que eu sentia antes. Vou fazer minha parte, um bom trabalho no individual. Ainda temos duas semanas de preparação que será bem aproveitada.
Caio Souza, que tem vivido uma boa fase, com resultados importantes na Copa do Mundo de Varna e no Pan-Americano, acredita no resultado devido à dedicação que tem tido.
- O trabalho que tem sido feito está dando certo. Tem muita coisa que tem feito a diferença. Eu treino com o Ricardo desde os dez anos, nos conhecemos bem e acho que isso funciona. Espero sair feliz desse Mundial, mais do que satisfeito, e poder chegar no final do ano e dizer que o trabalho foi muito bem feito. Aprendemos com os psicólogos que resultado é consequência - resumiu
Pelo feminino, o Brasil irá contar com uma jovem geração, que vem conseguindo bons resultados, como é o caso de Rebeca Andrade.
- Vou tentar tirar lições de outras competições que participei para esse Mundial. Acho que o aparelho que mais tenho chances é o salto, porque tenho um bem forte e o outro bom. Gosto também de competir nas paralelas, e no solo estou com uma coreografia bem motivante, com a música da Beyonce, que apresentei nos Jogos do Rio - contou Rebeca.
Thaís Fidelis é a estreante em Mundiais e confessa um pouco de ansiedade para o campeonato tão importante.
- Até agora estou treinando bem. Minha expectativa subiu nesse período no CT porque estou treinando ainda melhor. Estou bem ansiosa. Vou competir nos quatro aparelhos e espero chegar às finais no individual geral e na trave - comentou a ginasta.

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