Max destaca importância de projeto social: 'As crianças estavam jogadas'
Max Lourenço, professor e lutador, além de responsável pelo "Jiu-Jiteiros do Bem", em Curicica (RJ), ressaltou importância do projeto social para as crianças da região; confira

Por Mateus Machado
Max Lourenço sempre foi um apaixonado pelo Jiu-Jitsu e por sua disciplina. Com diversos títulos conquistados ao longo de sua carreira, o faixa-preta, atualmente com 39 anos, criou o projeto social "Jiu-Jiteiros do Bem", onde dá aulas em Curicica (RJ), mais precisamente na Igreja Presbiteriana de Curicica. Além disso, tem uma filial do seu projeto localizada na comunidade da Asa Branca, onde quem ministra as aulas é o faixa-marrom Moisés Lopes.
- O projeto funciona à noite, já que durante o dia eu trabalho. À noite, todos os dias, eu dedico meu tempo ao projeto social. Tenho professores e alunos mais velhos que ajudam nas aulas dos mais novos, e assim a gente tem, aproximadamente, uma quantidade de 80 alunos. O projeto existe há dois anos em Curicica e, há seis meses, nós abrimos nossa primeira filial do projeto, e pretendemos abrir muitas mais - destacou o lutador e professor, que ressaltou a importância do seu projeto social para a vida dos seus alunos.
- O Jiu-Jitsu veio na vida dessas crianças como uma válvula de escape. Porque, antes do Jiu-Jitsu aqui em Curicica, elas ficavam na rua, soltando pipa, ou então jogadas na rua. Muitas vezes, os pais nem sabiam onde estavam. Através do Jiu-Jitsu, eles veem um novo mundo, novas amizades e oportunidades de viajar para lugares diferentes - afirmou.
Além da ajuda que busca diariamente em seu projeto social, Max também vem contando com o auxílio de Ronaldo Anquieta, um colaborador "especial".
- O Anquieta está vindo como uma esperança para nós que temos projetos sociais. É como uma luz no fim do túnel, porque é muito difícil manter um projeto social… Por isso, a vinda do Ronaldo é uma esperança para quem quer fazer a diferença na vida de uma criança - comemorou Max, que ainda complementou sobre o cenário encontrado atualmente.
- Cerca de 90% das nossas crianças são ausentes de pais e mães vivos. Tem criança que está no projeto há um ano e o pai vem aqui uma vez, para trazer o documento, e não volta mais. Então, realmente, são crianças que necessitam muito de ajuda, são crianças que os pais estão presos ou mortos. O objetivo é buscar ainda mais crianças que precisam.
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