Faixa-preta de lendário ex-lutador cria projeto social no Rio; conheça
Único faixa-preta do lendário Zé Mário Sperry no Rio de Janeiro, Vitor Ávila vem desenvolvendo seu projeto social em Pedra de Guaratiba; saiba mais a respeito

Por Mateus Machado
Morador de Pedra de Guaratiba (RJ), Vitor Ávila vive o Jiu-Jitsu desde pequeno. Hoje com 31 anos, o carioca é o único faixa-preta do lendário Zé Mário Sperry no Rio de Janeiro, e além disso, é responsável pelo projeto social "Vitor Ávila – Jiu-Jitsu, por um futuro melhor para nossas crianças e adolescentes", que atende vários jovens de comunidades próximas.
- Vejo o meu papel inserido no projeto como o de um educador. A maneira com que as mães dos alunos e os próprios alunos me veem é como alguém que pode proporcionar a eles um futuro melhor, e eu vejo meu papel inserido nesse projeto como uma pessoa, um professor de Jiu-Jitsu que pode ensinar toda a técnica, toda a filosofia do Jiu-Jitsu, e assim formar faixas-preta - afirmou o professor em entrevista, para prosseguir.
- A busca por recursos é sair pedindo, não tem outro jeito. Eu peço ajuda com tatame, por exemplo, algo que ainda não consegui, pois dou aula em um tapete. O local do projeto é a casa de um amigo, que também é praticante de Jiu-Jitsu e me cedeu a casa, que estava abandonada, para eu poder tocar o projeto. A busca de recursos funciona no boca a boca.
Apesar das dificuldades naturais de se tocar um projeto social, Vitor Ávila segue firme com o propósito de ajudar os jovens através de seu conhecimento e experiência adquiridos com os anos. E para seguir contribuindo na formação, vem contando com um auxílio "especial".
- O papel do Ronaldo Anquieta é fundamental. Ele dá toda a base do projeto e está oferecendo a oportunidade, que na verdade é o que falta e se precisa. As pessoas precisam de oportunidade, principalmente crianças e adolescentes. Sem ele (Ronaldo), o projeto nunca vai conseguir caminhar e render bons frutos - disse o atleta, que também aproveitou para falar sobre sua gratidão ao Jiu-Jitsu e como a arte suave pode ser essencial na vida.
- A arte marcial, no meu caso o Jiu-Jitsu, salvou a minha vida. De acordo com o meu histórico, de onde eu vim, o que já passei, o Jiu-Jitsu foi a minha saída. Foi o que canalizou toda minha energia, organizou toda minha força e minha vontade, e foi o que me deu um caminho. Por isso, eu acredito que para essas crianças é a mesma coisa. O esporte forma pessoas melhores, pois ele dá foco, disciplina e dá à pessoa uma visão melhor da vida. Se o indivíduo estava com a cabeça vazia e sem ter o que fazer, o esporte é ótimo - encerrou.
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