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Itália vive novo escândalo de arbitragem; entenda

Após 20 anos do 'Calciopoli', futebol italiano tem novas polêmicas

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Lance!
Rio de Janeiro (RJ)
Dia 27/04/2026
12:30
Gianluca Rocchi, responsável pela escalação de árbitros no futebol italiano
imagem cameraGianluca Rocchi, responsável pela escalação de árbitros no futebol italiano (Foto: Reprodução/X)

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O futebol italiano está no centro de mais um escândalo de arbitragem. Gianluca Rocchi, responsável pela designação de árbitros para a Série A e Série B, é investigado pela promotoria de Milão sob acusação de fraude esportiva. O caso, que já levou Rocchi a se suspender voluntariamente, reacendeu comparações com o Calciopoli, escândalo que abalou o país há exatos 20 anos.

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A investigação começou após uma denúncia do árbitro Domenico Rocca, desiludido com a gestão da Comissão Nacional de Árbitros (CAN). Rocca listou suas queixas, incluindo o que alegou ter visto no jogo entre Udinese e Parma, em março de 2025: Rocchi teria batido na janela da cabine do VAR para pressionar uma decisão.

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O episódio ocorreu em março do ano passado. Durante a partida entre Udinese e Parma, o VAR Daniele Paterna e seu assistente Simone Sozza analisavam um possível toque de mão na área do zagueiro Botond Balogh. Paterna concluiu que não foi pênalti – o braço estava próximo ao corpo.

Nesse momento, alguém bateu na janela da cabine do VAR. Paterna se virou e pareceu dizer: "É pênalti?". O árbitro da partida, Fabio Maresca, foi chamado para revisão em campo. O pênalti foi marcado, Florian Thauvin converteu, e a Udinese venceu por 1 a 0. A batida, segundo relatos, partiu de Rocchi.

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Serie A Italiana (Foto: Divulgação)
Serie A Italiana (Foto: Divulgação)

O áudio do diálogo e da batida foi parar no jornal Il Fatto Quotidiano. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) abriu um processo na época, mas concluiu que não houve conduta que justificasse ação disciplinar.

Além do caso Udinese-Parma, os promotores milaneses investigam um episódio ocorrido em 2 de abril de 2025, no San Siro, na véspera do jogo de ida da semifinal da Copa da Itália entre Inter e Milan. Rocchi é acusado de ter manipulado a designação de árbitros para favorecer a Inter.

Segundo a acusação, foi acordado que Daniele Doveri – árbitro supostamente desaprovado pela diretoria nerazzurra – apitaria o jogo de volta da semifinal, desde que isso o excluísse de apitar a final ou os jogos restantes da Inter no campeonato. Na mesma noite, Andrea Colombo – bem avaliado pela Inter – teria sido designado para o jogo contra o Bologna. O presidente da Inter, Beppe Marotta, negou qualquer envolvimento.

– Ficamos sabendo disso pela imprensa. Ficamos surpresos. Não temos uma lista de árbitros de quem gostamos ou não. De jeito nenhum. Sabemos que agimos com a máxima integridade – disse Marotta à DAZN e à Sky Italia.

Crise na arbitragem e risco de intervenção

A Associação Italiana de Árbitros (AIA) vive um período de instabilidade. O presidente Antonio Zappi foi suspenso por 13 meses por supostamente pressionar árbitros a renunciar. Com Rocchi e o supervisor do VAR Andrea Gervasoni também afastados, as Série A e B estão sem um responsável pela designação de árbitros.

O caso reacendeu o debate sobre uma possível intervenção do Comitê Olímpico Italiano (CONI), medida extrema já adotada em 2018, após a primeira das três eliminações consecutivas da Itália em Copas do Mundo. As eleições para a nova presidência da FIGC estão marcadas para 22 de junho.

Enquanto isso, investigações seguem em curso. Rocchi deve depor nesta quinta-feira diante dos promotores de Milão. A Itália, que já sofreu com o Totonero e o Calciopoli – casos que levaram Milan e Juventus a rebaixamentos –, vê seu sistema de arbitragem abalado mais uma vez.

Após 20 anos, futebol italiano vive outro escândalo de arbitragem

O Calciopoli foi revelado em 2006 e é considerado um dos maiores escândalos de manipulação de resultados do futebol mundial. A investigação apontou que dirigentes da Juventus, Milan, Fiorentina, Lazio e Reggina pressionavam árbitros e observadores para favorecer seus clubes. A Juventus foi rebaixada à Série B e perdeu dois títulos nacionais. Milan, Fiorentina, Lazio e Reggina também foram punidas com perda de pontos e multas.

O episódio marcou profundamente o futebol italiano e deixou cicatrizes que ecoam até hoje. A comparação com o caso atual vem justamente do fato de que Rocchi, o chefe de arbitragem, é acusado de manipular designações de árbitros para beneficiar determinados clubes – algo que remete ao espírito do escândalo de duas décadas atrás.

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