Shakira de volta à Copa: relembre as cerimônias de abertura mais marcantes do Mundial
Assim como a estrela colombiana, relembre figuras marcantes de cerimônias anteriores

O maior torneio de futebol do planeta começa nesta quinta-feira (11), às 16h (de Brasília), no lendário Estádio Azteca, na Cidade do México. A abertura da Copa do Mundo" class="font-bold break-normal hover:underline" style="color:#00A021" target="_blank">Copa do Mundo de 2026 promete ser um marco cultural com o reencontro histórico entre México e África do Sul , que reeditam a partida inaugural de 2010. Para incendiar o público, astros globais como Shakira, Burna Boy, Anitta, Katy Perry e Tyla comandam o show de abertura. A presença da estrela colombiana coroa uma tradição que transformou os protocolos iniciais da Fifa em megaespetáculos inesquecíveis.
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Nem sempre o torneio contou com tanto brilho fora das quatro linhas. Até a década de 1960, o jogo inaugural exibia um caráter quase burocrático. A grande virada de chave ocorreu em 1966, na Inglaterra, quando a federação e os países-sede passaram a utilizar a cerimônia como uma vitrine global de tecnologia, arte e música.
Confira a evolução dos shows que marcaram a história dos mundiais:
Inglaterra, 1966: O toque da realeza no Wembley
O protocolo ganhou pompa e circunstância em solo britânico. Diante de arquibancadas lotadas no mítico Estádio de Wembley, garotos desfilaram com as bandeiras das seleções sob o olhar atento da realeza. O momento mais simbólico ficou por conta da Rainha Elizabeth II, então com 40 anos, que desceu ao gramado para dar início ao torneio. Este gesto histórico reforçou a relevância geopolítica do evento e estabeleceu um novo padrão para os mundiais posteriores.

Estados Unidos, 1994: Pop, superprodução e uma gafe histórica
A organização norte-americana elevou o entretenimento ao nível hollywoodiano. A cerimônia no Soldier Field, em Chicago, trouxe a primeira grande diva da música internacional para o centro do espetáculo: Diana Ross. Antes do embate entre Alemanha e Bolívia — a atual campeã da época, prática que mudaria a partir de 2006 —, a cantora protagonizou uma cena hilária. Escalada para cobrar um pênalti cenográfico, Diana Ross correu e chutou a bola para fora. Mesmo com o erro, a trave se partiu ao meio de forma sincronizada, o que garantiu a diversão do público e gerou imagens que repercutiram no mundo inteiro. Curiosamente, a trilha oficial daquela edição não foi dela, mas sim a canção "Gloryland", interpretada por Daryl Hall e o grupo Sounds of Blackness.

África do Sul, 2010: O hino de uma geração
A Copa do Mundo de 2010 garantiu a trilha sonora mais marcante da história do futebol. No dia 10 de junho, o Orlando Stadium, em Joanesburgo, sediou o concerto oficial de abertura. O ápice do show foi a performance eletrizante de Shakira, que imortalizou o hit "Waka Waka (This Time for Africa)" ao lado do grupo sul-africano Freshlyground. A festa de ritmos africanos e pop também contou com as apresentações de peso de The Black Eyed Peas, John Legend e Alicia Keys.

Brasil, 2014: Diversidade cultural e tecnologia assistiva
O espetáculo na Arena Corinthians , em São Paulo , celebrou a riqueza natural e a pluralidade do povo brasileiro. Concebido pela coreografia belga Daphné Cornez , o gramado se transformou em um mosaico humano em movimento. A apresentação musical reuniu Claudia Leitte, Jennifer Lopez e Pitbull para cantar o tema oficial "We Are One (Ole Ola)". Contudo, o instante de maior impacto social ocorreu quando um jovem paraplégico fez o chute inicial da Copa com o auxílio de um exoesqueleto comandado pela mente , um triunfo da ciência nacional.

Catar, 2022: Inclusão em foco no Oriente Médio
O Catar aproveitou os holofotes de abertura para emitir uma mensagem de respeito às diferenças. No Estádio Al Bayt , o astro de Hollywood Morgan Freeman dividiu o palco com o influenciador catari Ghanim Al Muftah , portador de uma síndrome rara, em um diálogo emocionante sobre tolerância e diversidade. A música ficou sob a responsabilidade do astro sul-coreano Jung Kook, integrante do pop BTS, e do cantor local Fahad Al Kubaisi, que incluiu a faixa "Dreamers". Logo após a festa, a bola rolou e o Equador estragou a festa dos anfitriões ao vencer o Catar por 2 a 0.

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