Fifa ordena mudanças de última hora no uniforme do Egito

Empresa de material esportivo corre contra o tempo

PorLucas Moreira GomesRio de Janeiro (RJ)
13/06/2026 15:18
Atualizado há 2 minutos
Salah em treino do Egito
Aniversariante do dia, Salah vai começar no banco (Foto: Anne-Christine Poujoulat/AFP)

A Fifa ordenou que a seleção Egípcia altere seu uniforme de jogo às vésperas do Mundial. O ultimato exige a remoção de estrelas alusivas a títulos continentais e a modificação na cor da numeração dos atletas. Os "Faraós" precisam correr contra o tempo, pois a estreia contra a Bélgica acontece já na próxima segunda-feira (15), às 16h, no Lumen Field.

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Remoção das estrelas

O Egito exibe orgulhosamente sete estrelas no peito, que consagram os títulos da Copa Africana de Nações (CAN) de 1957, 1959, 1986, 1998, 2006, 2008 e 2010. A soberania na principal competição do continente africano, contudo, não tem peso para a entidade máxima do futebol no torneio global.

A Fifa notificou a Federação Egípcia de Futebol sobre a proibição, sob a justificativa de que apenas campeões do mundo possuem o direito de estampar estrelas na camisa durante o torneio.

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— A Fifa informou que estrelas de torneios continentais não são permitidas nas camisas da Copa do Mundo — declarou a Federação Egípcia.

Além do veto histórico, os egípcios enfrentam uma exigência técnica. Os tradicionais números dourados, utilizados pela seleção há anos, precisarão dar lugar à cor branca. A Fifa adotou uma postura rigorosa e alegou que a mudança é crucial para garantir a perfeita identificação dos atletas nas transmissões televisivas.

Egito Brasil Seleção Brasileira Ziko
Comemoração dos egípcios contra a Seleção Brasileira (Foto: Kirk Irwin / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)

— A Fifa também solicitou que os números das camisas fossem alterados de dourado para branco para melhorar a visibilidade. Isso não é uma surpresa, e já estávamos cientes disso antes do torneio — completou a entidade egípcia, que garantiu o novo fardamento pronto para a estreia.

Rigidez da Fifa: O precedente do Haiti

O Egito não é o primeiro a sofrer com o crivo da entidade neste Mundial. Recentemente, a Seleção do Haiti precisou remover de suas camisas a ilustração da Batalha de Vertières — conflito decisivo de 1803 que garantiu a independência haitiana contra a França. A Fifa veta rigidamente qualquer símbolo ou imagem com teor político em seus torneios.

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A Saeta, empresa responsável pelo design do uniforme caribenho, acatou a ordem, mas protestou contra a decisão. A fornecedora classificou o veto como uma "interpretação equivocada" e defendeu que a estampa tinha como único objetivo exaltar o orgulho, a resiliência e o espírito do povo haitiano.

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