Federações detonam presidente da Uefa após crítica sobre Copa do Mundo com 48 seleções
Entidades defendem relevância das nações estreantes e repudiam fala do mandatário

A expansão da Copa do Mundo de 2026 para o formato inédito com 48 seleções continua dividindo opiniões nas altas cúpulas do futebol mundial. No entanto, o tom subiu drasticamente fora das quatro linhas. Em um manifesto contundente emitido de forma conjunta, 13 federações de futebol se uniram para atacar duramente o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin.
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O motivo da revolta foram as declarações recentes do mandatário europeu, que criticou abertamente o inchaço do torneio promovido pela Fifa, alegando que o novo modelo de disputa geraria uma enxurrada de confrontos "sem interesse" técnico para o público geral.
A reação das entidades de países que historicamente lutam por espaço no cenário global foi imediata e enérgica. O documento rebate ponto a ponto a visão elitista do dirigente, reforçando o impacto cultural, social e esportivo que a simples presença no torneio evoca.

"Para muitos países, a participação na Copa do Mundo da Fifa não é apenas uma conquista esportiva. É um momento que inspira uma geração, acelera o desenvolvimento do futebol e cria memórias que duram para a vida toda", diz um trecho do manifesto.
A nota oficial rebate diretamente o argumento de Ceferin ao cravar uma frase que já ecoa como o lema dos "pequenos" neste Mundial: "Para nossos países, não existe algo como um jogo de Copa do Mundo sem importância". O grupo ainda destacou que "toda nação qualificada merece respeito" e que as equipes carimbaram o passaporte puramente por mérito esportivo.
Quem assina o manifesto contra a Uefa?
O bloco de oposição à fala do presidente da Uefa foi capitaneado por nações que representam a diversidade e a expansão do futebol na África, Ásia e Américas, muitas delas vivendo momentos históricos ou estreias absolutas nesta edição de 2026:
📝 Países que assinaram e apoiaram o documento:
- Signatários diretos: Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, Congo e Haiti.
- Em solidariedade: Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul.
Com o início do torneio demonstrando que seleções consideradas azarãs estão conseguindo endurecer jogos contra potências tradicionais, a nota das 13 federações ganha ainda mais força prática. A pressão política agora está do lado de Ceferin, acusado de menosprezar a verdadeira natureza global do esporte.
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