PC Oliveira analisa polêmica de gol anulado em Espanha x Argentina
Seleções decidem final da Copa do Mundo

Espanha e Argentina decidem a final da Copa do Mundo de 2026, neste domingo (19), em Nova York, nos Estados Unidos. As equipes protagonizaram um empate sem gols no tempo regulamentar e no primeiro tempo da prorrogação os espanhóis tiveram um gol anulado de forma polêmica.
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O lance aconteceu aos cinco minutos. Na ocasião, a seleção espanhola conseguiu furar o bloqueio argentino e Nico Williams conseguiu marcar após um rebote de Dibu Martínez, mas o árbitro Slavko Vincic marcou uma falta em Otamendi.
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A decisão foi polêmica e gerou revolta de jogadores espanhóis. Apesar disso, o especialista Paulo César de Oliveira afirmou que a infração foi bem marcada pela arbitragem. A opinião dele foi exposta pelo narrador Everaldo Marques, na transmissão da partida pela Rede Globo.
Como foi a final da Copa do Mundo de 2026?
Nas arquibancadas do MetLife os argentinos ocuparam a maior parte dos assentos, mas no campo foram os espanhóis que controlaram os espaços no primeiro tempo. Ainda que a posse de bola tenha sido parelha — algo que se esperava de duas equipes que passaram a Copa do Mundo inteira procurando pelo domínio —, foi a Espanha que propôs o jogo por quase 35 minutos, com a Argentina se protegendo.
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Pela Espanha, Yamal e Dani Olmo eram os mais acionados pelo lado direito, mas um jogador teve especial destaque nos primeiros 49 minutos: Cucurella, bem aberto pelo setor esquerdo. Ao lado de Baena e Laporte, o lateral era um dos responsáveis por marcar Messi, mas Cucurella também surgiu como principal força ofensiva espanhola por aquele lado do campo.
Ainda assim, a Espanha teve apenas duas chances de gol no primeiro tempo, uma com Yamal chutando em cima de Dibu Martínez, outra com Oyarzábal chutando de fora da área para fácil defesa do goleiro.
A Argentina, por sua vez, defendia-se bem e buscava os lançamentos a Julián Álvarez como alternativa ofensiva. Messi, bem marcado, quase nada fez. E foi nesse ritmo que o primeiro tempo da final da Copa do Mundo terminou num quase insosso 0 a 0.
Lionel Scaloni veio com mudanças para o segundo tempo. Otamendi entrara minutos antes do intervalo na vaga do lesionado Lisandro Martínez, e Leandro Paredes e, depois, Nahuel Molina foram para o jogo.
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A Argentina iniciou mais ofensiva, mas, mais uma vez, Lionel Messi não conseguia receber a bola no meio-campo e, aos poucos, a Espanha foi ganhando terreno. Rodri distribuía o jogo a partir do meio-campo, e Lamine Yamal começava a preocupar os argentinos pela direita.
A partir daí, os espanhóis alugaram o lado argentino e fincaram bandeira até o fim do jogo. O problema é que foram dezenas de minutos rodando a bola de um lado para o outro, sem conseguir penetrar na grande área. As conclusões, esparsas, eram em chutes da entrada da área ou em escanteios, todas com Dibu Martínez defendendo sem maiores riscos. Nico Willians ainda teve uma boa chance em contragolpe aos 46, mas Dibu mais uma vez fez boa defesa.
Aí Enzo Fernandez chegou de sola, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. E a Argentina iria para a prorrogação com um a menos — por pouco, porque no último lance Lamine Yamal bateu falta frontal e Dibu Martínez voou para defender.
Com um a mais em campo e mais à vontade desde o segundo tempo, a Espanha seguiu em cima da Argentina na prorrogação. Dibu Martínez, sempre ele, salvou em chute de Nico Willians logo no início do tempo extra, mas não conseguiu evitar o gol do mesmo Willians aos 6 — quem evitou foi o companheiro Merino, que fez falta.
Acuada até então, a Argentina começou a se soltar. Messi, que até então simplesmente não conseguia jogar, passou aos poucos a ter espaço no círculo central e a distribuir o jogo. Faltava aos argentinos, contudo, conseguir chegar ao ataque.
Quando o segundo tempo da prorrogação começou, a Espanha foi novamente à carga. E aí, enfim, chegou ao gol que tanto almejava. Logo a 1 minuto, Yamal foi ao fundo pela direita e cruzou no segundo pau; Nico Willians ajeitou de cabeça para o meio da área e Ferran Torres bateu para o gol, e para entrar para a história.

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