Musa da Copa de 2010, Larissa Riquelme elogia jogador do Palmeiras

Jornalista relembra o sucesso do mundial

PorFábia Anselmo PessoaRio de Janeiro (RJ)
12/06/2026 06:40

Supervisionado porLeonardo Damico,
Larissa Riquelme elogia jogador do Palmeiras e projeta mundial de 2026. (Foto: Reprodução)
Larissa Riquelme elogia jogador do Palmeiras e projeta mundial de 2026. (Foto: Reprodução)

A imagem de uma torcedora paraguaia acompanhando a Copa do Mundo de 2010 com um celular acomodado entre os seios atravessou fronteiras, estampou jornais em diversos países e transformou uma desconhecida em celebridade global. Dezesseis anos depois, porém, a história de Larissa Riquelme ganhou novos capítulos.

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Aos 41 anos, Larissa retorna ao maior palco do futebol mundial em uma posição completamente diferente daquela que a tornou famosa na África do Sul. Em entrevista exclusiva ao Lance!, a paraguaia contou como trocou o rótulo de "Musa da Copa" pela carreira de jornalista esportiva, comentarista e apresentadora.

— A paixão é a mesma. A diferença é que hoje tenho mais experiência, maturidade e formação profissional. Em 2010, o mundo conheceu a torcedora apaixonada pela seleção paraguaia. Em 2026, continuo sendo essa torcedora, mas agora também sou jornalista esportiva, preparada para contar histórias e mostrar o futebol de uma perspectiva diferente — afirmou.

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O sucesso repentino abriu portas, mas também trouxe desafios. Larissa revelou que precisou aprender a lidar com a exposição internacional e decidiu apostar na educação para construir uma carreira sólida.

— Passei de ter uma vida normal a me tornar notícia internacional. A parte mais difícil foi aprender a conviver com a exposição, as críticas e as expectativas de milhões de pessoas — contou ao Lance!.

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Nos últimos anos, ela cursou Jornalismo Esportivo, realizou especializações em comunicação, mídia e marketing no Paraguai e na Argentina e está prestes a concluir a graduação em Ciências da Comunicação. O resultado foi a consolidação de uma carreira nos meios de comunicação do país.

— Nunca me contentei com a fama passageira. Sempre acreditei que a melhor maneira de manter uma carreira é por meio do aprendizado constante — contou.

Além de influencer, Larissa Riquelme é atriz, modelo e apresentadora (Foto: Reprodução/Instagram)

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Mudança de imagem

Durante muito tempo, o nome de Larissa esteve associado exclusivamente ao título de "Musa da Copa". Para ela, a formação acadêmica foi fundamental para ampliar a percepção do público sobre sua trajetória.

— A formação me permitiu mostrar uma faceta que muitas pessoas não conheciam. Sempre tive interesse pela comunicação e pelo esporte. Hoje, as pessoas conseguem enxergar que existe muito trabalho, estudo e dedicação por trás da imagem que ficou conhecida mundialmente — explicou.

Larissa também afirmou que a experiência de ter vivido os dois lados da exposição pública contribui para sua atuação profissional.

— Eu conheço os dois lados da exposição pública. Isso me ajuda a compreender melhor atletas, torcedores e personalidades. Aprendi a valorizar o fator humano por trás das manchetes e procuro fazer uma cobertura mais empática e equilibrada — completou.

Expectativa pelo Paraguai na Copa

Após anos de ausência, o Paraguai volta a disputar uma Copa do Mundo e chega cercado por expectativa. Segundo Larissa, a classificação recolocou a seleção no centro das atenções do país.

— Existe uma enorme emoção no país. Foram anos difíceis para o torcedor paraguaio, mas essa geração devolveu a esperança. O povo está novamente conectado com a seleção e acredita que o Paraguai pode fazer uma grande campanha — afirmou.

A jornalista também foi questionada sobre a forte presença de jogadores que atuam no futebol brasileiro na seleção paraguaia, como Balbuena (Grêmio), Bobadilla (São Paulo), Gustavo Gómez e Ramón Sosa (Palmeiras), Isidro Pitta (Bragantino) e Junior Alonso (Atlético-MG). Para Larissa, a experiência adquirida no Campeonato Brasileiro fortalece a equipe nacional.

— Ajuda muito. O futebol brasileiro é extremamente competitivo e exige alto nível físico e técnico. Os jogadores paraguaios que atuam no Brasil chegam à Copa acostumados a enfrentar grandes desafios e isso certamente fortalece a seleção — afirmou.

Ao destacar um nome capaz de liderar a atual geração paraguaia, Larissa apontou Gustavo Gómez como a principal referência da equipe.

Gustavo Gómez é uma das principais referências desta geração. Pela liderança, pela experiência internacional e pela personalidade dentro de campo, ele representa muito para o futebol paraguaio — explicou.

Gustavo Gómez, titular na zaga Alviverde em ação pelo o Palmeiras. (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

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Ao analisar a própria trajetória, Larissa acredita que muitas mulheres ligadas ao esporte tiveram suas capacidades profissionais colocadas em segundo plano durante anos.

— Muitas de nós fomos chamadas de musas. Embora eu respeite esse termo por fazer parte de uma fase importante da minha história, também acredito que, durante anos, se falou mais sobre nossa aparência do que sobre nossas conquistas e habilidades profissionais — completou.

O reencontro com a Copa

Se em 2010 Larissa acompanhava os jogos nas arquibancadas como torcedora, em 2026 ela estará credenciada para trabalhar na cobertura da Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

Para ela, a maior vitória não está na fama conquistada durante o Mundial da África do Sul.

— Do que mais me orgulho não é de ter me tornado um fenômeno global, mas de tudo o que construí depois — afirmou.

Ao olhar para trás, a paraguaia faz questão de valorizar a jovem que, sem imaginar, estava prestes a se tornar um dos rostos mais conhecidos daquela Copa.

— Eu diria para acreditar mais em si mesma. Diria que aquele momento mudaria sua vida, mas que os maiores desafios e conquistas ainda estariam por vir. Também diria para nunca perder a humildade, a fé e o amor pelo Paraguai, porque seriam essas coisas que a levariam até a Copa de 2026 como jornalista — finalizou.

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