Esposa de Raphinha se manifesta após críticas a estreia do Brasil: 'Cafona'
Seleção Brasileira empatou com o Marrocos no primeiro jogo do Mundial

Natalia Belloli, esposa do atacante Raphinha, da Seleção Brasileira, usou as redes sociais para compartilhar uma reflexão sobre apoio à equipe nacional. A publicação aconteceu neste domingo (14), após o empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos na estreia da Copa do Mundo. A influenciadora divulgou nos stories do Instagram um texto do criador de conteúdo Edgard Abbehusen.
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O texto compartilhado por Natalia Belloli defendeu a união em torno da Seleção Brasileira durante o torneio mundial. A postagem ocorreu poucas horas depois do término da partida. O criador de conteúdo Edgard Abbehusen, autor da mensagem, abordou a importância de apoiar a equipe nacional.
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— É cafona torcer contra o Brasil. Você pode questionar, cobrar e exigir mais do país que você ama. Isso é cidadania e eu estou contigo, mas torcer contra nossa seleção no meio de uma Copa do Mundo é diferente. É como negar a nossa história, a nossa garra e a alegria que esse povo coloca dentro de uma camisa amarela. Eu acredito no Brasil. Num Brasil que canta junto, que chora junto e que torce junto — diz a parte inicial do texto, que completa.
— Num país que tem problemas sérios, que enfrenta contradições enormes, mas que merece esse respiro na Copa do Mundo. Que os jogos da seleção sirvam para a gente encontrar uma unidade. O futebol não resolve tudo, mas tem a capacidade de fazer a gente ser um povo só. Que Deus abençoe a nossa seleção — concluiu.

A publicação aconteceu em um contexto de críticas ao desempenho de Raphinha na partida de estreia. Torcedores questionaram a atuação do atacante nas redes sociais. O jogador foi titular e permaneceu em campo durante os 90 minutos. Internautas consideraram que o desempenho do atleta ficou abaixo das expectativas.
Como foi Brasil x Marrocos?
Texto por: Márcio Iannacca
O primeiro tempo da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo esteve longe de ser tranquilo. Escalado com Paquetá pela direita, Vini Jr pela esquerda e a dupla Igor Thiago e Raphinha centralizada, o Brasil sofreu nos minutos iniciais diante de um Marrocos mais intenso e organizado. Os africanos dominaram os dez primeiros minutos, com duas finalizações, uma para fora e outra bloqueada pela defesa brasileira. A primeira boa chegada da equipe de Carlo Ancelotti veio em jogada individual de Vini Jr, que venceu a marcação pela esquerda e cruzou para Igor Thiago, mas o atacante não conseguiu cabecear em direção ao gol.
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A superioridade marroquina foi premiada aos 21 minutos. Em um lançamento em profundidade, Gabriel Magalhães falhou na tentativa de interceptação e deixou Saibari livre para sair cara a cara com Alisson. O atacante não desperdiçou e abriu o placar para Marrocos. Do outro lado, Paquetá fazia um primeiro tempo abaixo do esperado, acumulando erros nas saídas de bola e dificultando a construção ofensiva brasileira.
Mesmo sem grande atuação coletiva, o Brasil encontrou o empate aos 32 minutos. Bruno Guimarães deu um belo passe para Vini Jr, que dominou, cortou o defensor e bateu colocado para fazer 1 a 1. Já nos acréscimos, Paquetá pareceu despertar na partida ao iniciar uma boa jogada pela esquerda. O meia encontrou Douglas Santos, que cruzou para a área, e o jogador do Flamengo tentou um voleio para virar o placar, mas sem sucesso. O empate acabou sendo o retrato de um primeiro tempo equilibrado após um início de amplo domínio marroquino.
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Depois de um primeiro tempo movimentado, a partida perdeu intensidade na etapa final. O Marrocos já não conseguia repetir a pressão dos minutos iniciais e dava sinais claros de desgaste físico, enquanto o Brasil mantinha mais a posse de bola, mas encontrava enormes dificuldades para transformar o domínio territorial em chances reais de gol. Logo na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu duas mudanças por precaução: Casemiro e Ibañez, ambos amarelados, deram lugar a Fabinho e Danilo. Aos 16 minutos, o treinador voltou a mexer na equipe, sacando Lucas Paquetá e Igor Thiago para as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique. Mesmo com as alterações, a Seleção seguiu esbarrando na forte marcação marroquina. Raphinha, discreto durante os 90 minutos, pouco conseguiu produzir ofensivamente.
A melhor notícia para o Brasil foi a entrada de Matheus Cunha, que deu mais mobilidade ao ataque. Em uma de suas primeiras participações, o atacante encontrou belo passe para Vini Jr, que avançou e cruzou para a área, mas a defesa africana conseguiu afastar o perigo. Com o passar do tempo, o Brasil aumentou a pressão, mas continuou sem criatividade para abrir a última linha rival. Já nos acréscimos, Danilo Santos teve a melhor oportunidade da etapa final, mas parou em grande defesa de Bounou. Do outro lado, o Marrocos também assustou no fim: El Aynaoui arriscou de fora da área e obrigou Alisson a fazer a defesa em dois tempos. Sem brilho e com poucas emoções, o segundo tempo confirmou a queda de ritmo da partida e manteve o empate em 1 a 1 até o apito final.

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