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Caros e desejados: conheça o mercado de cards colecionáveis

Cartões chegam a custar centenas de milhares de dólares

PorMarcio DolzanEnviado Especial
30/07/2026 14:06
Fanatics Fest reuniu amantes de cards colecionáveis na última semana de Copa do Mundo
Fanatics Fest reuniu amantes de cards colecionáveis na última semana de Copa do Mundo (Foto: Marcio Dolzan/Lance!)

NOVA YORK, NY (EUA) - O mercado de cards e outros colecionáveis é incipiente no Brasil, mas é muito forte nos Estados Unidos, onde movimenta milhões de dólares — às vezes, por uma única peça. Este ano, um dos principais eventos do setor, a Fanatics Fest, aconteceu em Nova York durante a última semana da Copa do Mundo, reuniu 200 mil pessoas em quatro dias e movimentou muito dinheiro entre fãs do esporte. 

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A Fanatics irá produzir as figurinhas da Copa a partir do próximo Mundial, e para marcar o início da parceria a Fifa levou para o evento as entrevistas coletivas oficiais de Espanha e Argentina antes da final deste ano. Messi, Dibu Martínez, Rodri e os técnicos das duas seleções ainda participaram de um bate-papo conduzido pelos astros Tom Brady e Novak Djokovic.

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Desses todos, Tom Brady era certamente a maior estrela para os frequentadores da Fanatics Fest. Cards dele, considerado um dos maiores jogadores de futebol americano de todos os tempos, chegaram a ser vendidos nos estandes por centenas de milhares de dólares. Os de Messi, quando muito, chegaram a "apenas" quatro dígitos.

— O card mais caro que tenho na vitrine está na faixa de US$ 200 mil (R$ 1,03 milhão, na cotação atual). É um card de rookie (novato) do Tom Brady — contou ao Lance! Kevin Randall, da DaCaptain 37 Sports Card. 

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O estande de Randall oferecia centenas de cards esportivos de diferentes modalidades, com preços que variavam de algumas dezenas de dólares a outros, como o de Brady, que ultrapassavam a barreira das centenas de milhares.

— Uma coisa que ficou muito clara neste evento é que as pessoas estão procurando itens dos maiores de todos os tempos, os chamados "goats": Michael Jordan, Tom Brady... Também há muita procura por peças vintage de alto nível, como Babe Ruth, Mickey Mantle e outros nomes desse calibre. Então, neste momento, existe uma demanda muito forte por itens ligados aos goats.

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Estande da DaCaptain 37 Sports Card na Fanatics Fest
Estande da DaCaptain 37 Sports Card na Fanatics Fest (Foto: Marcio Dolzan/Lance!)

O que faz os cards colecionáveis de esportes serem valiosos

Segundo o proprietário da DaCaptain 37 Sports Card, a definição dos preços depende de uma série de fatores.

— No caso deste (de Tom Brady), é um Leaf Limited Edition Rookie, avaliado pela PSA com nota 10. A tiragem é de apenas três exemplares nessa condição, e ele é numerado até 50. Então, quando você reúne raridade, escassez, excelente apelo visual e um atleta do mais alto nível, é assim que se chega a esses valores tão elevados no mercado de cards.

Para esclarecer: PSA é a sigla de Professional Sports Authenticator, empresa norte-americana considerada a mais respeitada e influente do mundo na autenticação e graduação de cards esportivos e outros colecionáveis. No caso do card de Tom Brady, há apenas 50, sendo que somente três deles receberam autenticação com nota 10 da PSA.

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Outro negociante de cards presente no Fanatics Fest foi Brooks Vernon, da Magic City Collectibles. E ele efetivamente atingiu a casa da centena de milhares de dólares em uma venda no evento de Nova York.

— O mais caro foi vendido por US$ 100 mil (R$ 513 mil). Foi um Andrea Kimi Antonelli 1/1 Dynasty Rookie, da coleção F1 Dynasty — revelou à reportagem do Lance!.

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No caso de Vernon, a preferência é por cards de Fórmula 1.

— Os colecionadores estão sempre em busca de peças raras, como cards 1 de 1 (one-of-one), short prints (edições com tiragem muito limitada) e outros itens desse tipo. Eu sou um grande fã de Fórmula 1, então gosto muito desse segmento.

Em 2025, card de Michael Jordan e Kobe Bryant rendeu maior venda da história

No segmento de cards esportivos, a maior venda já registrada na história aconteceu no ano passado. Segundo informações da agência de notícias Reuters, o cartão, autografado por Michael Jordan e Kobe Bryant, foi vendido por US$ 12,932 milhões (R$ 63,24 milhões).

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