Sem Pelé e Zagallo, o Brasil estreia em uma Copa diferente de todas as outras
Ausentes fisicamente, Pelé e Zagallo deixam uma herança de títulos, recordes e capítulos inesquecíveis

A Seleção Brasileira estreia na Copa do Mundo de 2026 neste sábado (13), nos Estados Unidos, contra o Marrocos. O Mundial marcará um momento inédito para o futebol brasileiro: será a primeira edição disputada desde as mortes de Pelé e Zagallo, dois personagens que ajudaram, com excelência, a transformar a Amarelinha na camisa mais pesada da história do futebol e levaram o país ao topo do esporte mundial.
Os títulos e números de Pelé e Zagallo pela Seleção Brasileira, por si só, já impressionam. Mas a grandeza da dupla vai muito além das estatísticas. Eles deixaram um legado que atravessa gerações e, sem dúvida, moldou a identidade do futebol brasileiro.

Pelé: o Rei que eternizou o Brasil no topo 👑
O atleta perfeito. Os nomes de Pelé e Seleção Brasileira se confundem e, em determinado momento da história do futebol, tornaram-se praticamente sinônimos. A trajetória do Rei com a Canarinho começou cedo. Ainda garoto, o ídolo do Santos transformou a Copa do Mundo de 1958 em um palco para apresentar ao mundo um talento jamais visto.
O protagonismo não demorou a aparecer. Pelé marcou o gol da classificação contra o País de Gales, brilhou com um hat-trick diante da França na semifinal e fez mais dois na decisão contra a Suécia, tornando-se o jogador mais jovem a marcar em uma final de Copa do Mundo e um dos grandes responsáveis pelo primeiro título mundial do Brasil.

Quatro anos depois, no Chile, iniciou a competição em grande nível, mas uma lesão muscular interrompeu sua participação ainda na fase inicial. Mesmo fora do restante da campanha, voltou para casa bicampeão do mundo e já consolidado como um ídolo nacional.
A consagração definitiva veio em 1970. Sob o comando de Zagallo, Pelé liderou uma das equipes mais celebradas de todos os tempos, marcou gols, distribuiu assistências e encerrou sua trajetória em Copas levantando o tricampeonato. Até hoje, permanece como o único jogador da história a conquistar três Mundiais.
Zagallo: herói nacional em todas as funções pela Seleção
Se Pelé se tornou o maior talento da história do futebol, o legado de Zagallo o consagrou como o homem que mais se dedicou à Seleção Brasileira. Titular nas campanhas dos títulos de 1958 e 1962, o ponta-esquerda foi peça importante em uma geração que colocou o país definitivamente no topo do futebol mundial.
Na Copa do Chile, inclusive, teve papel ainda mais relevante após a lesão de Pelé, ajudando a equipe a superar a perda de sua principal estrela e seguir firme até a conquista do bicampeonato.
O capítulo seguinte ampliou ainda mais sua dimensão histórica. Em 1970, já como treinador e com apenas 39 anos, assumiu o comando da Seleção poucos meses antes da Copa do México, reuniu um elenco repleto de craques e conduziu o Brasil ao tricampeonato mundial.

Sua ligação com a Amarelinha ainda renderia novos capítulos. Em 1994, como coordenador técnico, participou da conquista do tetracampeonato ao lado de Carlos Alberto Parreira. Ao todo, disputou sete Copas do Mundo e esteve presente em cinco finais, tornando-se uma das figuras mais emblemáticas da história do futebol brasileiro.
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O eterno 13 de Zagallo encontra coincidências na Seleção de Ancelotti
A camisa 10 tornou-se um símbolo da história do futebol muito por conta dos feitos de Pelé. Entretanto, poucos personagens tiveram um número tão associado à própria imagem quanto Zagallo teve com o 13. O treinador fazia questão de exaltar sua ligação com o algarismo ao longo da vida, transformando-o praticamente em uma marca registrada e em motivo constante de histórias e superstições que atravessaram décadas.
Curiosamente, a estreia do Brasil também traz uma sequência de coincidências envolvendo o número.
A partida diante do Marrocos será justamente o 13º jogo de Carlo Ancelotti no comando da Seleção Brasileira. O treinador, que completou recentemente 67 anos (cuja soma dos algarismos resulta em 13), também deverá apresentar sua 13ª escalação titular diferente em 13 partidas.

Entre os prováveis titulares, Casemiro segue como o jogador de maior confiança do técnico. O volante foi titular em todos os compromissos, com exceção da partida contra a Bolívia. Bruno Guimarães também virou peça quase fixa, ausentando-se apenas em duas oportunidades, ambas por questões físicas.
Na lateral direita, porém, a tendência é de uma novidade simbólica. Danilo deve iniciar pela primeira vez uma partida como titular sob o comando de Ancelotti.
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