Rival da Seleção Brasileira tenta pôr fim a jejum histórico
Escócia luta contra o fantasma da eliminação

A Seleção Brasileira entra em campo no Hard Rock Stadium, contra um adversário que luta contra a própria história. O confronto diante da Escócia, válido pelo Grupo C, define o futuro dos brasileiros na liderança da chave, mas para os europeus a missão é espantar um fantasma incômodo. Apesar de ser o berço de craques lendários como Denis Law e Kenny Dalglish, a seleção escocesa carrega o inacreditável tabu de jamais ter avançado da fase de grupos em um grande torneio.
O histórico de eliminações precoces da Escócia impressiona pelo retrospecto negativo em Copas do Mundo, Eurocopas e até na recente Liga das Nações.

Sofrimento escocês
As quedas ocorreram nos anos de 1954, 1958, 1974, 1978, 1982, 1986, 1990, 1998.

Na Eurocopa, o roteiro de decepções se repetiu em todas as quatro oportunidades em que o país disputou o torneio continental:
A equipe caiu na fase inicial em 1992, 1996, 2020 e 2024.
Até mesmo a Liga das Nações da Uefa, criada há menos de uma década, virou palco de instabilidade para os escoceses. Após subir da Liga C em 2018 para a elite da Liga A em 2022, a Escócia sofreu o rebaixamento em março de 2025. A queda ocorreu após a derrota por 3 a 0 no placar agregado para a Grécia nos playoffs do torneio.
Contraste com o forte futebol de clubes
O fracasso crônico da seleção contrasta fortemente com a tradição e o peso do futebol local. O país é a sede de uma das rivalidades mais ferozes e antigas do planeta, protagonizada por Celtic e Rangers. A força dos clubes é tamanha que o Celtic orgulha-se de ser o primeiro clube do Reino Unido a conquistar a Europa. Os "The Bhoys" ergueram a Taça dos Clubes Campeões Europeus (atual Champions League) na temporada 1966–67, ao vencerem a Inter de Milão por 2 a 1 na final.
No cenário doméstico, a disputa pelo topo do Campeonato Escocês segue acirrada e decidida palmo a palmo. O Celtic assumiu a liderança histórica em títulos em maio de 2026, quando alcançou 56 taças nacionais, ultrapassando os 55 troféus do rival Rangers.

A grande chance de fazer história diante do Brasil
O reencontro da Escócia com o principal palco do futebol mundial após 28 anos de ausência traz uma oportunidade de ouro. O novo regulamento da Copa do Mundo pode ser o aliado perfeito para encerrar o jejum, já que o torneio agora garante vaga no mata-mata para os oito melhores terceiros colocados.
Para quebrar a maldição, contudo, os europeus precisam segurar a Seleção Brasileira, maior vencedora do Mundial. O duelo decisivo acontece hoje, às 19h (de Brasília), e promete testar os nervos de uma Escócia faminta por pioneirismo.

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