Quem é a lenda da seleção de Gana? Os legados de Abedi Pelé e Asamoah Gyan

Abedi Pelé e Asamoah Gyan dividem o posto de maiores ídolos da história do futebol ganês

PorGabriel AndradeRio de Janeiro (RJ)
17/06/2026 11:46
Abedi Pelé, pela seleção de Gana (Foto: divulgação)
Abedi Pelé, pela seleção de Gana (Foto: divulgação)

A história da seleção de Gana passa, inevitavelmente, por dois nomes que simbolizam gerações distintas e trajetórias contrastantes: Abedi Pelé e Asamoah Gyan. Ídolo máximo do futebol ganês antes da era das Copas, Abedi conduziu os Black Stars à conquista da Copa Africana de Nações de 1982 e se consolidou como uma das maiores referências do continente. No entanto, nunca teve a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo.

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Asamoah Gyan escreveu seu legado justamente no maior palco do futebol. Principal protagonista da melhor campanha de Gana em Mundiais, nas quartas de final de 2010, tornou-se o maior artilheiro da história da seleção e também o africano com mais gols marcados em Copas do Mundo. Apesar do sucesso individual e do protagonismo internacional, jamais conquistou um título de grande expressão com a camisa ganesa.

Em contextos diferentes, ambos ajudaram a moldar a identidade dos Black Stars e permanecem eternizados como os maiores símbolos da história do futebol de Gana.

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Abedi Pelé: um símbolo de Gana

Quando se fala no maior jogador da história de Gana, o nome mais lembrado é o de Abedi Ayew, eternizado no futebol como Abedi Pelé. Considerado um dos maiores atletas africanos de todos os tempos, o ex-meia foi o principal símbolo dos Black Stars nas décadas de 1980 e 1990, período em que ajudou a projetar o futebol ganês no cenário internacional. Seu talento era tão reconhecido que lhe rendeu o apelido de "Pelé Africano", em referência ao maior jogador da história do futebol.

Apesar de nunca ter disputado uma Copa do Mundo, Abedi construiu uma carreira repleta de conquistas. Com a seleção de Gana, participou de 73 partidas e foi peça importante na campanha do título da Copa Africana de Nações de 1982, o quarto e, até hoje, último troféu do país na competição. Dez anos depois, foi eleito o melhor jogador africano do mundo, coroando uma trajetória que também brilhou nos clubes.

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No futebol europeu, viveu o auge com o Olympique de Marselha, onde atuou por seis temporadas e foi protagonista da conquista da Liga dos Campeões de 1992/93 — até hoje o único título do clube francês no torneio.

Abedi Pelé, pela seleção de Gana (Foto: Reprodução)

O legado de Abedi Pelé segue vivo nas gerações seguintes. Seus filhos, André Ayew e Jordan Ayew, também defenderam a seleção ganesa e deram continuidade à tradição da família no futebol. Em 2026, Jordan terá a oportunidade de representar o sobrenome Ayew em uma Copa do Mundo, algo que o pai, apesar de toda a sua grandeza, nunca pôde realizar.

Asamoah Gyan: o nome de Gana em Copas

Se Abedi Pelé representa a era de ouro de Gana no futebol africano, Asamoah Gyan é o grande símbolo do país nos palcos mundiais. Maior artilheiro da história dos Black Stars, com 51 gols, o atacante construiu sua trajetória como um dos principais nomes do futebol africano no século XXI e se tornou sinônimo das campanhas ganesas em Copas do Mundo.

Diferentemente de Abedi, Gyan teve a oportunidade de disputar o principal torneio do futebol mundial. Presente nas edições de 2006, 2010 e 2014, ele foi o grande protagonista da histórica campanha de 2010, quando Gana alcançou as quartas de final e ficou a um passo de se tornar a primeira seleção africana a chegar entre as quatro melhores do mundo.

Além do protagonismo coletivo, o atacante acumulou marcas expressivas. Com seis gols em Copas do Mundo, tornou-se o maior artilheiro africano da história da competição. Também entrou para a história como o primeiro jogador ganês a marcar em um Mundial, ao balançar as redes na edição de 2006. Seus gols eram frequentemente acompanhados por comemorações marcantes, que ajudaram a eternizar sua imagem entre os torcedores.

Embora nunca tenha conquistado um título de grande expressão pela seleção, Gyan consolidou seu lugar entre os maiores ídolos do futebol africano. Seu legado vai além dos números: ele foi o rosto da geração que colocou Gana em evidência no cenário internacional e transformou os Black Stars em uma presença respeitada nas Copas do Mundo.

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Asamoah Gyan - Gana (Foto: Mladen Antonov/ AFP)
Asamoah Gyan - Gana (Foto: Mladen Antonov/ AFP)

Definir quem é a maior lenda da história da seleção ganesa é uma tarefa que dificilmente encontra consenso. Abedi Pelé simboliza o auge de Gana no continente africano e foi protagonista do último título da equipe na Copa Africana de Nações. Já Asamoah Gyan personifica a ascensão dos Black Stars no cenário mundial, liderando as campanhas mais memoráveis do país em Copas do Mundo. Em épocas diferentes, ambos escreveram capítulos fundamentais da história de Gana e permanecem como as duas maiores referências do futebol ganês.

Como Gana chega para a Copa do Mundo de 2026

A seleção de Gana chega à Copa do Mundo de 2026 tentando reviver o protagonismo que teve em 2010, quando alcançou as quartas de final e registrou a melhor campanha de sua história em Mundiais. Classificada após liderar com folga seu grupo nas Eliminatórias Africanas, a equipe passou por uma mudança importante às vésperas do torneio, com a saída de Otto Addo e a chegada do experiente técnico Carlos Queiroz.

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Mesmo sem Mohammed Kudus, cortado por lesão, os Black Stars depositam suas esperanças em Antoine Semenyo, principal referência ofensiva do elenco. Tetracampeã da Copa Africana de Nações, os ganeses tentarão superar a fase de grupos, algo que não aconteceu nas últimas duas participações do país na competição: em 2014 e 2022. Pelo grupo L da edição de 2026, os Black Stars terão pela frente Panamá, Inglaterra e Croácia na busca pela vaga no mata-mata.

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