Luxo na Copa: acessórios de grife ganham protagonismo entre atletas
Além do desempenho em campo, atletas transformam a Copa do Mundo em uma vitrine global de moda

A Copa do Mundo de 2026 não está sendo disputada apenas dentro das quatro linhas. Nos aeroportos, hotéis, centros de treinamento e nas arquibancadas, outro campeonato chama a atenção: o da ostentação de acessórios de luxo.
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Relógios avaliados em milhões de reais, joias exclusivas, bolsas raras e peças produzidas por algumas das marcas mais desejadas do mundo passaram a ocupar espaço central na imagem dos jogadores. O fenômeno reflete uma transformação do futebol moderno, em que os atletas deixaram de ser apenas esportistas para se tornarem influenciadores globais de comportamento, moda e consumo.
O que antes aparecia de forma discreta nos bastidores hoje é exibido estrategicamente nas redes sociais, sessões de fotos e aparições públicas durante o Mundial, ampliando o alcance das marcas e fortalecendo a imagem dos jogadores fora dos gramados.
Na Copa do Mundo, essa conexão ganha ainda mais visibilidade. Relógios de edição limitada, correntes personalizadas, óculos exclusivos e bolsas disputadas no mercado de luxo passaram a funcionar como símbolos de status semelhantes aos carros esportivos e mansões que marcaram gerações anteriores de jogadores.
A tendência também se reflete entre familiares e companheiras dos atletas. Durante o torneio, modelos icônicos da marca francesa Hermès se transformaram em protagonistas dos looks exibidos nas arquibancadas e nas redes sociais. Entre os destaques está a Kelly Mini, considerada uma das bolsas mais desejadas do mundo da moda.
Alguns modelos da marca vistos nos bastidores do torneio chegam a custar valores comparáveis aos de carros de luxo, reforçando como a moda e os artigos exclusivos se tornaram parte da identidade dos atletas fora dos gramados.
Haaland e Neymar gostam de bolsas de luxo
Entre os exemplos mais emblemáticos dessa tendência está Erling Haaland. Segundo reportagens da imprensa internacional, o atacante da seleção da Noruega possui uma coleção de bolsas de luxo avaliada em milhões de reais, incluindo modelos raros da grife Hermès, considerados alguns dos itens mais exclusivos e disputados do mercado global.
Neymar, por exemplo, foi fotografado em diversas viagens carregando malas e bolsas da Louis Vuitton, enquanto jogadores da Seleção Brasileira chamaram atenção ao desembarcarem nos Estados Unidos com acessórios de grifes internacionais.
Regras da FIFA influenciam até a escolha das bolsas
O impacto dos acessórios de luxo na Copa chegou a um ponto curioso: as normas de segurança da FIFA influenciaram diretamente as escolhas de moda das acompanhantes dos jogadores.
As regras para entrada nos estádios limitaram o tamanho das bolsas permitidas, o que inviabilizou modelos tradicionais e levou influenciadoras e familiares de atletas a optarem por versões menores de bolsas de luxo. A mudança transformou determinados modelos em verdadeiros objetos de desejo durante o torneio.
Especialistas apontam que a exposição desses itens vai além da estética. A associação entre jogadores e marcas de luxo movimenta contratos milionários e fortalece o posicionamento comercial dos atletas.

A Copa do Mundo, por reunir audiência global e enorme cobertura midiática, tornou-se uma das principais vitrines para esse mercado. Cada aparição pública pode gerar milhões de visualizações nas redes sociais e impulsionar o valor de produtos e marcas associadas aos jogadores.
Ao mesmo tempo, o fenômeno reforça uma mudança cultural no futebol contemporâneo. Os atletas são cada vez mais vistos como celebridades globais, capazes de influenciar tendências de consumo, comportamento e estilo de vida muito além do esporte.
Se no passado os debates giravam apenas em torno de gols, escalações e títulos, hoje a Copa do Mundo também movimenta os mercados da moda, do luxo e do entretenimento.
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