Entenda como o tetra da Alemanha na Copa virou polêmica na F1
Em 2014, a Fifa proibiu a ilustração do troféu da Copa no capacete de Nico Rosberg

Em 2014, na Copa do Mundo sediada no Brasil, a Alemanha foi tetracampeã mundial após vencer a Argentina por 1 a 0. Na semifinal, a seleção ainda aplicou o famoso "7 a 1" contra a Seleção Brasileira, equipe anfitriã do torneio. Após o título, o alemão Nico Rosberg, então piloto da Fórmula 1, anunciou que iria correr com um capacete em homenagem ao tetracampeonato, mas foi "barrado" pela Fifa.
Entenda a polêmica
Na temporada, Rosberg estava na liderança do campeonato mundial da F1, com quatro pontos à frente de Lewis Hamilton, seu companheiro de equipe. Apenas dois dias após a conquista da seleção alemã, o piloto utilizou suas redes sociais para anunciar a pintura especial e publicar a foto do design que trazia a imagem da taça da Copa do Mundo no topo do casco.
O troféu ficaria centralizado no topo da cabeça, acima de quatro pequenas estrelas, que representavam os anos dos títulos alemães (1954, 1974, 1990 e 2014). O capacete seria utilizado naquela mesma semana, no próprio GP da Alemanha.

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Contudo, a reação da entidade máxima do futebol foi imediata. A Fifa ordenou que o piloto da Mercedes removesse não só a imagem do design nas redes sociais, como também a ilustração do troféu no capacete, sob a alegação de que a exibição da marca registrada sem autorização "colocava em risco os interesses da comunidade futebolística mundial".
Após negociações que duraram dois dias, Rosberg e sua equipe cederam às pressões. A imagem da taça foi substituída por uma estrela de grandes proporções, acompanhada pelo ano da conquista em território brasileiro. Abaixo dela, outras três estrelas foram colocadas em referência aos três primeiros títulos mundiais da Alemanha.
O rigor da Fifa foi alvo de duras críticas na época. Oito anos antes, em 2006, o piloto italiano Jarno Trulli fez uma homenagem idêntica após o tetracampeonato da Itália, sem sofrer qualquer tipo de sanção ou advertência por parte da federação de futebol. Na ocasião, a Fifa simplesmente optou por ignorar o caso ou não tomou conhecimento prévio do uso "inadequado" da imagem da taça da Copa do Mundo.
Apesar do veto e das alterações de última hora, Nico Rosberg venceu o GP da Alemanha naquela mesma semana em que a seleção alemã conquistou a Copa do Mundo, celebrando o título do futebol e do automobilismo diante de sua torcida. O restante da temporada, contudo, trouxe um balde de água fria para o alemão, que acabou perdendo a liderança do campeonato para Hamilton quatro corridas depois e terminou o ano como vice-campeão. Rosberg correu por mais dois anos, sendo vice novamente em 2015 e campeão mundial em 2016, ano em que se aposentou da Fórmula 1.
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