Fifa toma decisão sobre árbitro acusado de gesto supremacista na Copa do Mundo

Shaun Evans se pronunciou sobre o caso

PorRedação Lance!Rio de Janeiro (RJ)
15/06/2026 20:24
Shaun Evans, árbitro acusado de sinal supremacista antes de Alemanha x Curaçao pela Copa do Mundo (Foto: Reprodução)
Shaun Evans, árbitro acusado de sinal supremacista antes de Alemanha x Curaçao pela Copa do Mundo (Foto: Reprodução)

A Fifa anunciou nesta segunda-feira (15) o encerramento da investigação envolvendo o árbitro australiano Shaun Evans, integrante da equipe de VAR do jogo entre Alemanha e Curaçao, pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo de 2026. Segundo a entidade, não foram encontradas evidências de violação ao Código Disciplinar.

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O caso ganhou repercussão após imagens da transmissão mostrarem Evans realizando um gesto com a mão direita durante a apresentação da arbitragem antes da partida. Nas redes sociais, o movimento foi associado por alguns usuários ao símbolo "White Power" ("Poder Branco"), frequentemente relacionado a grupos supremacistas brancos.

Em nota oficial, o Comitê Disciplinar da Fifa informou que não identificou irregularidade

— O Comitê Disciplinar independente da FIFA pode confirmar que, após analisar o caso envolvendo o árbitro assistente de vídeo Shaun Evans, não encontrou evidências de violações ao Código Disciplinar da FIFA. O Comitê também tomou conhecimento da declaração de Evans — afirmou a entidade.

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Também em comunicado oficial, Shaun Evans negou qualquer intenção de transmitir uma mensagem política ou extremista e explicou que o movimento teria sido involuntário.

— Gostaria de esclarecer que não fiz intencionalmente qualquer gesto ou símbolo com a mão para comunicar uma mensagem, afiliação, brincadeira ou crença de qualquer tipo. A única explicação que posso oferecer é que o movimento foi um tique involuntário e subconsciente, e eu não tinha consciência de que havia feito aquilo naquele momento. Imagens registradas posteriormente durante a partida mostraram que repeti esse movimento diversas vezes enquanto segurava uma caneta entre os dedos. A repercussão após o incidente simplesmente não reflete quem eu sou. Entendo como o gesto foi interpretado e lamento isso, mas quero deixar muito claro e afirmar categoricamente que não fiz, de maneira consciente ou deliberada, o símbolo que foi sugerido. Apitar uma Copa do Mundo é a maior honra da minha carreira e estou ansioso para continuar apoiando meus colegas durante o restante do torneio — declarou.

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A Fifa havia aberto a apuração logo após a partida, mas, após a análise do caso e da manifestação do árbitro, decidiu encerrar o processo sem punições.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, discursa na Conferência Global do Milken Institute em Beverly Hills, Califórnia. (Foto: Patrick T. Fallon/AFP)
Gianni Infantino, presidente da FIFA, discursa na Conferência Global do Milken Institute em Beverly Hills, Califórnia. (Foto: Patrick T. Fallon/AFP)

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