Brasil x Marrocos: as histórias que ligam o Bangu ao grupo da Seleção na Copa do Mundo

Lance! passeia pelo Grupo C do Mundial com as relações com o clube da Zona Oeste

PorLeonardo BessaRio de Janeiro (RJ)
12/06/2026 10:00
Bangu empatou com Marrocos em 1970 (Foto: Reprodução)
Bangu empatou com Marrocos em 1970 (Foto: Reprodução)

O Brasil estreia neste sábado (13) na Copa do Mundo de 2026 diante do Marrocos, mas, enquanto a Seleção inicia sua caminhada em busca do hexacampeonato, um clube centenário da Zona Oeste do Rio de Janeiro tem motivos especiais para acompanhar cada partida do Grupo C. Afinal, o Bangu guarda conexões históricas com todos os adversários brasileiros na primeira fase do Mundial: Escócia, Haiti e Marrocos, além da própria Seleção Brasileira.

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Ao longo de mais de um século de história, o Alvirrubro acumulou episódios que atravessam continentes e gerações. Das raízes escocesas que ajudaram a introduzir o futebol no Brasil aos confrontos com seleções nacionais, passando por personagens recentes que defenderam a camisa banguense, o clube reúne uma coleção de histórias que o ligam diretamente aos quatro integrantes da chave.

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A relação com a Escócia está na própria origem do Bangu. Dentre os trabalhadores britânicos que chegaram ao bairro para trabalharem na tradicional Fábrica Bangu, estava o escocês Thomas Donohoe, personagem fundamental na difusão do futebol em território brasileiro. Em 1894, ele organizou uma das primeiras partidas documentadas do esporte no país, justamente no bairro da Zona Oeste, tornando-se um dos nomes mais importantes da história do futebol no país.

Com o Marrocos, adversário brasileiro na primeira rodada do grupo, a conexão foi construída dentro de campo. Em outubro de 1970, poucos meses após a Copa do Mundo do México, o Bangu excursionou pelo exterior e enfrentou a seleção marroquina em Casablanca.

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O amistoso terminou empatado em 1 a 1, com Jorginho Carvoeiro marcando para o Alvirrubro e Benene anotando para os donos da casa. O time da Zona Oeste teve Devito, Cabrita, Antônio Carlos, Luís Alberto e Bauer; Fernando e Zé Mauro; Amauri, Ismael (Jorginho Carvoeiro), Almiro e Serginho, e José Alves do Rio como técnico. Já o Marrocos, de Blagoje Vidinic, levou ao gramado em Casablanca: Allal Benkassou (Mohamed Hazzaz), Abdallah Lamrani (Babaye), Moulay Driss, Kacem Slimani e Boujemaã Benkhrif (Larbi); Mohammed Maãroufi e Petchou (Benene); Ahmed Faras (Said Ghandi), Ben Driss II (Mehdi), Ahmed Alaoui (Zahraoui) e Mouhoub Ghazouani (Tazi)

Bangu empatou com Marrocos em 1970 (Foto: Reprodução)
Bangu empatou com Marrocos em 1970 (Foto: Reprodução)

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A ligação com o Haiti é mais recente. Nesta temporada, o atacante haitiano Garrinsha vestiu a camisa 7 do Bangu e foi um dos destaques da campanha que levou a equipe ao vice-campeonato da Taça Rio. Com velocidade e poder de decisão, o jogador se tornou uma das referências do elenco alvirrubro ao longo da competição e foi premiado, inclusive, com o gol mais bonito do Campeonato Carioca contra o Flamengo.

Garrinsha, haitiano que jogou pelo Bangu no Campeonato Carioca (Foto: João Gama/Bangu)
Garrinsha, haitiano que jogou pelo Bangu no Campeonato Carioca (Foto: João Gama/Bangu)

E a própria Seleção Brasileira também faz parte dessa história. O Bangu enfrentou o Brasil em duas ocasiões marcantes. Em 1966, derrotou a equipe nacional durante a preparação para a Copa do Mundo da Inglaterra. Já em 1970, ano do tricampeonato mundial, recebeu a Seleção em Moça Bonita e empatou por 1 a 1 em mais um amistoso preparatório para o Mundial do México.

Na vitória sobre o Brasil em 1966, o Bangu foi a campo com: Aldo, Paulo, Mário Tito, Luís Alberto e Ari Clemente; Jaime (Arinos) e Ocimar (Nilson); Tonho, Toninho, Cabralzinho (Araras) e Zé Carlos. Técnico: Zizinho. A Seleção, do treinador Vicente Feola, teve Valdir, Murilo, Djalma Dias, Leônidas e Rildo; Dias e Oldair; Paulo Borges, Célio, Parada e Ivair.

Bangu venceu a Seleção Brasileira em 1966 (Foto: Acervo/Bangu)
Bangu venceu a Seleção Brasileira em 1966 (Foto: Acervo/Bangu)

Entre pioneiros escoceses, excursões internacionais, jogadores haitianos e confrontos contra a Seleção Brasileira, o Bangu chega à Copa do Mundo de 2026 com um privilégio raro: ter capítulos de sua história ligados a todos os integrantes do grupo do Brasil. O historiador Carlos Molinari destacou.

— Creio que poucos clubes no Brasil possam ostentar um cartel de tantas partidas contra seleções nacionais de varios continentes. Claro, isso se deu numa época em que o futebol brasileiro era extremamente valorizado no exterior e os times excursionavam para manter a folha de pagamentos em dia. O que impressiona, no caso do Bangu, são os resultados mais do que positivos contra essas diversas seleções — disse, ao Lance!.

Uma coincidência que transforma o Grupo C em um verdadeiro passeio pela memória alvirrubra. Ao todo, o Alvirrubro enfrentou 33 seleções.

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