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Análise: Balogun mantém vivo o sonho americano na Copa

Atacante de 24 anos é uma das sensações do Mundial até aqui

PorGustavo Loio•Rio de Janeiro (RJ)
16/06/2026 08:00
O atacante Folarin Balogun comemora o segundo gol americano nos 4 a 1 sobre o Paraguai (Foto: Frederic J. Brown / AFP)
O atacante Folarin Balogun comemora o segundo gol americano nos 4 a 1 sobre o Paraguai (Foto: Frederic J. Brown / AFP)

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Nascido em Nova York e filho de nigerianos, Folarin Balogun cresceu em Londres e até jogou nas seleções de base inglesas. Elegível para atuar pelos três países, no entanto, optou por defender os EUA. Até aqui, é uma das sensações da Copa do Mundo. Mais do que a artilharia do Mundial, dividida com o sueco Ayari, o neozelandês Just e o alemão Havertz, todos com dois gols, o jovem americano, de 24 anos, vive o auge da carreira.

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Gráfico mostra feitos da carreira do americano Balogun (Reprodução)
Gráfico mostra feitos da carreira do americano Balogun (Reprodução)



No Mundial, o cartão de visitas do atacante do Mônaco, da França, foi uma atuação impecável, premiada com dois gols.

— É uma noite de sonho — disse Balogun, sobre os 4 a 1 sobre o Paraguai, na estreia.

— Como eu disse quando me comprometi e durante toda a jornada até chegar a este ponto, sempre afirmei que os torcedores me deram muita motivação e me demonstraram muito apoio. O mais importante sempre foi poder retribuir isso. Hoje foi uma grande oportunidade. Só quero continuar mostrando aos fãs que tomei a decisão certa, estou extremamente orgulhoso e quero continuar a deixá-los orgulhosos também — continuou o atacante.

Único jogador do país a fazer dois gols em uma mesma partida de Copa do Mundo desde 1930, o camisa 20 dos EUA é o principal trunfo do técnico argentino Mauricio Pochettino para manter vivo o sonho do país no Mundial.

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Estreia na seleção americana em 2023

Para a torcida e comissão técnica americanas, não foi surpresa o desempenho de Balogun na primeira rodada da Copa. Após jogar na seleção sub-17 e sub-21 da Inglaterra, a Federação de Futebol dos Estados Unidos fez um convite para que ele viajasse ao país antes do Campeonato Europeu sub-21. O objetivo era convencê-lo a mudar de seleção.

Balogun aceitou e voou até Orlando. Era para ser um encontro discreto e secreto, mas torcedores descobriram que ele estava na cidade e começaram a encher seu Instagram com emojis da bandeira americana. Alguns foram até o seu hotel e o incentivaram a se comprometer com a seleção dos Estados Unidos. Enquanto isso, a Federação fez o possível para conquistá-lo. Forneceu ingressos na primeira fila para um jogo do Orlando Magic e um passe VIP para a Universal. O time de baseball do New York Yankees convidou-o para acompanhar os treinos de pré-temporada. E ele foi levado para jantares com os jogadores nos melhores restaurantes da cidade.

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Foi o suficiente para impressioná-lo e para que tomasse a decisão de defender a seleção americana — um desejo dos pais, que sempre acharam que seria uma grande oportunidade na carreira do filho. Balogun ganhou a cidadania americana por acaso: a mãe, grávida de 7 meses, foi impedida de viajar pela companhia aérea de volta para Londres. Ele nasceu no Brooklyn, mas foi criado na capital inglesa.

— Os pais dele vinham promovendo a ideia de jogar pelos EUA há anos. Eles sempre quiseram que ele jogasse pela seleção americana. Para eles, era simples: 'Você é americano. Você nasceu lá' — revelou o empresário de Balogun, Eddie Bonsu, ao The Athletic.

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Na seleção americana, Balogun se destacou desde o início, marcando gols em jogos importantes, o primeiro deles na final Liga das Nações da Concacaf de 2023, no dia 18 de junho, nos 2 a 0 sobre o Canadá, em Las Vegas. Três dias antes, estreou pela seleção principal, jogando 75 minutos, no triunfo por 3 a 0 sobre o México, na semifinal.

Na Copa América de 2024, estufou as redes da Bolívia e do Panamá. Ano passado, marcou em três partidas consecutivas, contra Japão, Equador e Paraguai, mostrando que já estava em um bom momento.

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Companheiros exaltam Balogun

O comprometimento de Balogun é algo que chama a atenção de seus companheiros de seleção. Que o diga Weston McKennie, que atua na Juventus, da Itália:

— Se você não conhece o tipo de jogador que ele é, pôde ver hoje (na estreia). É a Copa do Mundo, e todos dão o máximo por ela. Balo está se entregando nas divididas, se sacrificando. Ele mostrou a todos que também está disposto a fazer o trabalho sujo.

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Autor da assistência para o primeiro gol de Balogun contra o Paraguai, o astro Pulisic também exaltou o camisa 20:

— O garoto é insano. Ele está letal na frente do gol agora. Temos muita sorte de tê-lo. E vamos torcer para que continue assim — afirmou o principal jogador do time

Essa é a 12ª participação americana em Copas, e o melhor resultado até aqui foi o terceiro lugar na edição inaugural, em 1930. De lá pra cá, o maior feito foi ter alcançado as quartas de final de 2002, na Coreia do Sul e no Japão.

E, com Balogun, os EUA voltaram a sonhar com mais uma boa campanha ...

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Orlando Gill, goleiro do Paraguai, voa, mas não impede um dos gols de Balogun na goleada por 4 a 1, na estreia na Copa (Foto: Patrick T. Fallon / AFP)
Orlando Gill, goleiro do Paraguai, voa, mas não impede um dos gols de Balogun na goleada por 4 a 1, na estreia na Copa (Foto: Patrick T. Fallon / AFP)
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