Além dos irmãos Doué, saiba outros talentos da mesma família que disputarão a Copa do Mundo

Conheça as histórias dos irmãos que agitam o Mundial de 2026

Rio de Janeiro (RJ)
10/06/2026 15:00
Atualizado há 2 minutos
Desiré Doué e Guéla Doué se abraçam após amistoso entre França e Costa do Marfim
Desiré Doué e Guéla Doué se abraçam após amistoso entre França e Costa do Marfim (Foto: Franck Fife/ AFP)

Na última quinta-feira, uma cena chamou a atenção dos fãs de futebol: os irmãos Doué defendendo diferentes seleções em um amistoso internacional. O episódio reforça um fenômeno cada vez mais frequente no futebol de alto nível, em que talentos da mesma família chegam ao cenário de seleções, muitas vezes por caminhos distintos.

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Esse tipo de situação, inclusive, não será novidade na Copa do Mundo de 2026. A próxima edição do torneio reunirá diversas duplas de irmãos espalhadas por diferentes seleções, em histórias que vão desde trajetórias compartilhadas até escolhas de nacionalidade que levaram os atletas a defenderem países diferentes no cenário internacional.

Entre companheiros de equipe e possíveis adversários, os casos ajudam a ilustrar a diversidade de formações e origens do futebol mundial, além de acrescentarem camadas extras de narrativa ao torneio mais importante do esporte.

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Irmãos que disputarão a Copa do Mundo 2026

Guéla Doué (Costa do Marfim) e Désiré Doué (França)

Filhos de pais marfinenses, os dois nasceram na França e foram formados juntos nas categorias de base do Rennes. No entanto, o destino os separou no âmbito internacional: o caçula Désiré Doué, meia-atacante e joia do Paris Saint-Germain, optou por vestir a tradicional camisa azul da França. Já o irmão mais velho, o lateral Guéla Doué, que atua no Strasbourg, escolheu defender as cores da Costa do Marfim, inclusive marcando o gol da vitória dos africanos por 2 a 1 justamente no amistoso recente contra os franceses.

Doué comemora gol marcado pela Costa do Marfim sobre a França, enquanto Koundé lamenta
Doué comemora gol marcado pela Costa do Marfim sobre a França, enquanto Koundé lamenta (Foto: Franck Fife/AFP)

Iñaki Williams (Gana) e Nico Williams (Espanha)

A dupla mais famosa de irmãos com camisas trocadas repete a dose após o sucesso em 2022. Criados na Espanha e ídolos atuando juntos pelo Athletic Bilbao, os atacantes tomaram decisões distintas em respeito às suas raízes. O mais velho, Iñaki, escolheu honrar a pátria de seus pais e defende os "Estrelas Negras" de Gana. O caçula, Nico Williams, preferiu seguir na campeã europeia Espanha, consolidando-se como um dos atacantes mais perigosos do Velho Continente.

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Nico Williams e Lamine Yamal comemoram o título da Espanha na Eurocopa
Nico Williams defende as cores da Espanha, enquanto o seu irmão Iñaki Williams optou por representar a seleção de Gana (Foto: Javier Soriano / AFP)

Derrick Luckassen (Gana) e Brian Brobbey (Holanda)

Com sobrenomes diferentes, mas os mesmos laços de sangue e a mesma dupla nacionalidade (holandesa e ganesa), os irmãos construíram caminhos independentes na Europa. O centroavante Brian Brobbey é uma das opções ofensivas da Holanda, enquanto o experiente zagueiro Derrick Luckassen optou por representar a seleção de Gana, encorpando a forte barreira defensiva da equipe africana.

John Souttar (Escócia) e Harry Souttar (Austrália)

O caso dos Souttar é uma verdadeira excentricidade geográfica. Ambos nasceram na Escócia e são defensores de ofício. No entanto, enquanto John permaneceu em solo britânico para vestir a camisa da Escócia, o gigante Harry Souttar aproveitou a nacionalidade de sua mãe para se naturalizar australiano, transformando-se no pilar da zaga e em uma das principais armas aéreas dos Socceroos da Austrália.

🤝 Lado a lado: Irmãos defendendo a mesma bandeira

Nem só de rivalidades e divisões vive a Copa do Mundo de 2026. Em três delegações específicas, o orgulho familiar fala a mesma língua e divide o mesmo teto nos hotéis de concentração:

Lucas Hernández e Theo Hernández (França): Os badalados defensores franceses dão sequência ao legado familiar na equipe de Didier Deschamps. Campeões e acostumados com a pressão do primeiro escalão europeu, os laterais oferecem a solidez necessária para manter os Bleus na primeira prateleira do favoritismo mundial.

Lucas Hernández e Theo Hernández
Os irmãos e defensores multicampeões Lucas e Theo Hernández dividem a missão de buscar o topo com a seleção da França (Foto: Miguel Medina / AFP)

Quinten Timber e Jurriën Timber (Holanda): Os gêmeos holandeses trazem o entrosamento de berço para a Laranja Mecânica. Com trajetórias que se cruzam desde a base, os polivalentes atletas dão consistência ao sistema defensivo e de meio-campo do técnico da Holanda.

Timber e Gabriel Magalhães comemora gol do Arsenal sobre o Chelsea, na Premier League
Os gêmeos Quinten e Jurriën Timber trazem a conexão familiar para blindar o sistema tático da Holanda (Foto: Adrian Dennis / AFP)

Laros Duarte e Deroy Duarte (Cabo Verde): Os meio-campistas nascidos em solo holandês optaram por resgatar a ancestralidade e colocaram a seleção de Cabo Verde no mapa internacional, impulsionando a equipe africana no torneio de 2026.

Leandro Bacuna e Juninho Bacuna (Curaçao): Pilares e motores do meio-campo da surpreendente seleção de Curaçao, os irmãos comandam a transição da equipe caribenha e dividem a responsabilidade de carregar o país em sua campanha histórica.

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