Além de Messi: por que 16 de junho se tornou uma data sagrada para a Copa do Mundo
Além de Messi viver um dia histórico, Copa também teve recorde público

O dia 16 de junho de 2026 entrou para a história da Copa do Mundo por uma combinação rara de fatores. Em campo, Lionel Messi igualou Miroslav Klose como maior artilheiro da história do torneio. Fora dele, os estádios receberam 281.223 torcedores ao longo de quatro partidas, estabelecendo o maior público registrado em um único dia de Mundial.
Os números impressionam por si só, mas ajudam apenas parcialmente a explicar o fenômeno. O recorde nasceu da reunião de algumas das seleções mais atrativas do torneio, de histórias que mobilizam torcedores em diferentes continentes e de um contexto que transformou cada uma das quatro partidas em um evento de grande apelo.
França sobre fortes expectativas
Um dos principais atrativos do dia estava em Nova Jersey. França e Senegal abriram a programação em um duelo que reunia duas seleções em alta no cenário internacional.
Finalista das duas últimas Copas do Mundo e apontada entre as favoritas ao título, a França chegou aos Estados Unidos cercada de expectativa. Além de Mbappé, a equipe conta com uma geração ofensiva que desperta enorme interesse do público, formada por jogadores como Désiré Doué, Olise, Cherki e Barcola.
Do outro lado estava uma das seleções africanas mais respeitadas da atualidade. Senegal mantém a base que conquistou a Copa Africana de Nações (e acabou perdendo no tribunal) e se consolidou como presença constante entre os protagonistas do continente. A equipe liderada por Sadio Mané também mobiliza uma torcida numerosa e apaixonada, especialmente em torneios internacionais.
O resultado foi um MetLife Stadium tomado por torcedores para acompanhar uma partida que correspondeu à expectativa. Senegal dificultou a vida dos franceses durante boa parte do confronto, antes de Mbappé decidir a vitória por 3 a 1.
O retorno de duas seleções ao Mundial
Horas depois, outro ingrediente ajudou a impulsionar o público do dia: o reencontro de seleções com a Copa do Mundo após longos períodos de ausência. Iraque e Noruega voltaram a disputar o torneio depois de décadas longe do principal palco do futebol mundial. Os iraquianos não participavam de uma Copa desde 1986. Foram exatos 40 anos de espera até o retorno ao torneio. A classificação gerou enorme mobilização da comunidade iraquiana espalhada pelo mundo e transformou a estreia em um acontecimento nacional.
A Noruega viveu situação semelhante. A seleção escandinava disputava sua primeira Copa desde 1998 e carregava consigo um dos jogadores mais populares do futebol atual: Erling Haaland. Durante anos, torcedores aguardaram a oportunidade de ver o atacante em um Mundial. A estreia contra o Iraque finalmente realizou essa expectativa.
O confronto entregou exatamente o que o público esperava. Foram cinco gols, atuações ofensivas e mais uma exibição decisiva de Haaland, autor de dois gols na vitória norueguesa por 4 a 1.
Messi transforma a noite em capítulo histórico
Se o recorde de público já parecia encaminhado, a partida entre Argentina e Argélia elevou a data a outro patamar. Atual campeã mundial, a Argentina chegou à Copa cercada por enorme atenção. O país vive uma geração que conquistou praticamente tudo sob o comando de Lionel Scaloni, mas o centro das atenções continua sendo Messi.
A estreia da Albiceleste carregava um simbolismo especial. Exatamente vinte anos antes, em 16 de junho de 2006, Messi disputava sua primeira partida em Copas do Mundo. Naquele dia, entrou em campo contra Sérvia e Montenegro como promessa. Em 2026, voltou a atuar na mesma data já como campeão mundial e uma das maiores figuras da história do esporte.
➡️ 16 de junho, o dia de Messi: de promessa a lenda, sempre sob o olhar de Scaloni

O roteiro parecia escrito para aumentar ainda mais o peso da ocasião. Messi marcou os três gols da vitória argentina por 3 a 0 sobre a Argélia, alcançou a marca de 16 gols em Mundiais e igualou o recorde histórico de Miroslav Klose.
O fechamento para um dia histórico
A programação foi encerrada com Áustria e Jordânia, confronto que também carregava narrativas relevantes. Os austríacos retornavam ao Mundial após 28 anos de ausência e buscavam sua primeira vitória na competição desde 1990. Já a Jordânia fazia sua estreia absoluta em Copas do Mundo, vivendo um dos momentos mais importantes de sua história esportiva.
O duelo reuniu o entusiasmo de uma seleção estreante com a expectativa pelo retorno de uma equipe tradicional ao torneio. Em campo, a Áustria venceu por 3 a 1, encerrando um jejum de 36 anos sem triunfos em Copas.
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